sábado, 13 de julho de 2019

#245 ESPECIAL - UM DIA EM CAIEIRAS: SABOR & CIA CAFÉ E RESTAURANTE

Olá, olá, andarilhos. Tudo bem com vocês? O que vão aprontar hoje?

E estamos chegando quase no final do meu dia em Caieiras. Mais dois posts e acaba. Já estou começando a ficar com saudades.

Claro que precisamos dar uma parada para descansar e encher o nosso buchinho. Como vocês bem sabem, valorizo muito comida boa e barata.
E não adianta: gastar mais de 100 reais em dois pratos de comida não rola. A não ser que não tenha jeito MESMO.
Priorizo mais experiências do que qualquer outra coisa. Se eu tiver que gastar uma fortuna, gasto em algum parque, museu ou qualquer coisa parecida.

O lugar de hoje é hiper delicioso. Vamos fazer um pit-stop no SABOR & CIA CAFÉ E RESTAURANTE?


Já estávamos andando fazia horas e a fome já tinha apertado, quando vimos um jardim com alguns enfeites super gracinhas.
Depois entendi que ali, era um restaurante.

Me surpreendi com o atendimento. Poucas vezes, fomos realmente bem tratados em um restaurante como esse. Dá para contar nos dedos.
Acredito que andar com a câmera fotográfica no pescoço ajuda bastante também. As pessoas não sabem como reagir direito.

A decoração é uma gracinha e o restaurante é grande e cheio. Deu para perceber que faz muito sucesso na cidade.
Escolhemos o serviço a quilo. Eu fico realmente mais à vontade dessa maneira e posso escolher o que eu quiser e o que eu bem entender.
A comida é realmente deliciosa e dá para entender o porquê as pessoas falam tão bem. É tudo muito colorido e variado.
O ambiente é descontraído e pelo o que vi, é muito frequentado por trabalhadores da região, pois vi bastante crachás nas várias mesas.

Como o lugar é pequeno e bastante frequentado, o restaurante possui ar condicionado. O que faz muita diferença, já que Caieiras faz muito calor no verão.

No final, você pode tomar um cafezinho de cortesia e se deliciar escolhendo a sua bala de gelatina da Fini, já que eles possuem um espaço inteiro da marca. É de chorar de emoção. Eu amo! Vocês também?

Eles também fazem serviço delivery e há várias categorias com valores diferentes que tem que consultar o site para descobrir o valor do que você deseja. Então, desde bebidas de diversos tipos, saladas, kit jantar romântico ou happy hour.
É só solicitar por telefone e esperar a felicidade chegar.

Ah, já ia me esquecendo: eles tem um programa de fidelidade para juntar pontos. Depois, acessem o site para conferir quantos pontos valem tal coisa. Deve ser interessante.

Enfim, é muito bom gastar 50 reais em duas pessoas em um almoço delicioso, por quilo, em um ambiente super gracinha e aconchegante, em uma cidade tão incrível quanto essa.

Endereço: Avenida dos Estudantes,  188 - Caieiras
Telefone: 11 4445 1860
Horários de Funcionamento: Terças-Feiras às Sextas-Feiras: 11h00 às 15h00 - 17h00 às 23h00 //  Sábados: Das 11h00 à 00h00 // Domingos: FECHADO // Segundas-Feiras: 11h00 às 15h00
Facebook: https://www.facebook.com/pg/saboreciacafe/about/?ref=page_internal
Site do Estabelecimento: http://saborecia.fidelidade.org/
E-mail: contato@saboreciacafe.com.br
Aceitam cartões ( Master, VISA...)
NÃO POSSUI ESTACIONAMENTO

That's all, andarilhos. Comer é maravilhoso, mas descobrir lugares assim é melhor ainda. Lugares baratos fazem um afago em meu coração e já me ganha por completo.
Bora conhecer também.

Beijos gostosos e até quinta.


quinta-feira, 11 de julho de 2019

#244 ESPECIAL - UM DIA EM CAIEIRAS: ESTÁDIO MUNICIPAL CARLOS FERRACINI

Olá, andarilhos lindos. Tudo bem com vocês? Como foram de feriado?


E, chegamos ao 3o post sobre Caieiras. A cidade é bem interiorana, apesar de ficar menos de 2 horas de São Paulo.
Então, tem partes da cidade que dá tranquilamente para andar na rua, sem se preocupar com carros. Claro que tem que tomar cuidado. Só estou ressaltando a tranquilidade de lá.

O lugar de hoje nos atraiu por causa de uma coruja. Marronzinha, olhos gigantescos, enormes e piava para mim o tempo todo. Acho que ela estava dando as boas-vindas.
Depois, ela voou. E não, não consegui tirar a foto da bendita.

Mas, foi por causa dela que eu entrei no ESTÁDIO MUNICIPAL CARLOS FERRACINI.


Infelizmente, também não se encontra muita coisa sobre ele na Internet, mas ele é gigante. Foi inaugurado em Abril de 1980 e sua capacidade é para 6195 pessoas. Cabe muita gente. Então, deve ser uma diversão só.

Pelo o que eu entendi, ele fica aberto ao público quando não tem evento, pois vi algumas pessoas na arquibancada e outras no gramado, se alongando.

Ficamos um tempo prestando atenção nos queros-queros fazendo graça. Um pouco atrás do Estádio, está o Ginásio Poliesportivo Nelson Bonfim, do qual eu não entrei, mas me parece bem grande também. Ouvi alguns gritos do lado de dentro e entendi que tinha gente jogando handebol, por causa de alguns comentários técnicos ( Esse é o único esporte que eu tenho coragem de praticar.)

Pois bem, voltando ao Estádio: tem pista de Atletismo, que conforme alguns relatos no Google precisa de alguns cuidados para que as pessoas não se machuquem. Inclusive, o Andarilho ensaiou uma corridinha. Como eu não consigo correr por causa dos meus joelhos estragados, sobrou para eu fazer Stories do lugar mesmo.

Antigamente, o Estádio sediava partidas de jogos de futebol profissional, mas desde 2011 que isso não acontece. Apenas amadores agora. É legal também, mas uma pena porque jogos profissionais são uma espécie de chamariz para turistas. Inclusive, eles tem um time da casa chamado "Força Futebol Clube" que eram eles que faziam esse trâmite.
Como não fazem mais, o Estádio está com planos de montar um novo time de futebol.

Enfim, vale muito a pena conhecer. De verdade. O local oferece aulas de tênis de mesa, natação, entre outros.
Ainda assim, precisa de uma reforminha básica. Vamos reivindicar para o prefeito.

Endereço: Rua Portugal, 300 - Jardim Santo Antônio - Caieiras
Telefone: 11 46052129
Horários de Funcionamento: Não informado
Sem site
SEM WIFI
Possui Estacionamento
ENTRADA GRATUITA

Pois bem, andarilhos. Hoje ficamos por aqui. Chegamos na metade do que fazer em 1 dia em Caieiras. Espero que estejam gostando.

Beijos esportivos e até sábado.


sábado, 6 de julho de 2019

#243 ESPECIAL UM DIA EM CAIEIRAS: CEMITÉRIO DA SAUDADE

Hello, andarilhos. Tudo bem como vocês? Já estão se preparando para o feriado?


E chegamos ao 2o post sobre Caieiras. Não planejei roteiro nenhum. Só fomos e entrando aonde dava.
Não consigo planejar nada e quando planejo sai tudo errado. Então, vamos na base "ver o que acontece".
Vocês são assim também?

Enfim, eu já disse aqui diversas vezes que eu sou doida por cemitérios. Amo ler plaquinhas e inventar histórias.
Na época que eu era aspirante a escritora, perdi as contas de quantas vezes, fui ter inspirações nos cemitérios. As melhores ideias surgiram em cima de jazigos.
É um ambiente que traz muita paz e tranquilidade.

Pode ser triste, pode. Mas o sofrimento era em vida. Como ter medo de pessoas descansando?


Vamos conhecer o CEMITÉRIO DA SAUDADES?

Infelizmente, não consegui encontrar muita coisa sobre o cemitério na web. Mas, ele é uma gracinha e bem florido.
Por incrível que pareça é muito melhor cuidado do que o Cemitério da Consolação. O que nos faz pensar o quanto nosso governo é relapso.
Eu fiquei por lá durante uns 40 minutos tirando fotos e os jazigos são extremamente bem cuidados.

Claro que eu não vou tirar fotos em cima dos túmulos. Acho uma bela falta de respeito. Não dá para ser folgado dessa maneira.

Ao contrário do Cemitério da Consolação que é um museu a céu aberto, esse não tem nenhum túmulo mega elaborado ou alguma pessoa famosa enterrada.
Mas, me senti bem em estar ali. Sério.

Ah, e como não poderia deixar de ser, tem muitos gatos. E todos são lindos.

Outro prédio muito gracinha e que não entrei, é o do Velório Municipal que fica bem em frente. Foi considerado alguns anos atrás, como um dos melhores velórios do Estado de São Paulo, tamanha presteza, cordialidade e atendimento.

Nós nem pensamos em ir até lá. Pensando bem, poderíamos. Mas, acho que tinha velório na hora e achamos por bem, que seria melhor não fazer nada.

As salas de velório passaram por reforma e ampliação


Enfim, talvez para vocês seja estranho eu indicar cemitérios, mas está virando uma tendência muito forte em encaixá-los como rota turística.
Eu acho válido. Mas, com muito respeito.

Endereço: Rua Padre Aquiles Silvestre, 80 - Centro - Caieiras
Telefone: 11 4065 5848
Possui estacionamento
SEM SITE
Horários: Diariamente: Até às 18h00


É isso, andarilhos. Talvez seja uma programa meio sinistro em fazer. Claro que nunca fiquei em cemitérios à noite. Não sou tonta!
Espero que vocês tenham gostado e até quinta, com o 3o post da série sobre Caieiras.



quinta-feira, 4 de julho de 2019

#242 ESPECIAL - UM DIA EM CAIEIRAS: HISTÓRIA

Hello, andarilhos. Vocês estão bem? Feriadinho. O que vocês vão fazer hoje?


Hoje começa mais uma série Arredores de São Paulo ( por enquanto, é esse nome mesmo. Quero arranjar outro. Me ajudem.)
Quem me acompanha, sabe do trabalho gostoso de tentar mostrar uma São Paulo diferente para vocês. É claro que eu quero ampliar o meu mundo.
Já que por enquanto, uma viagem para a gringa não vai rolar e pelo Brasil, está meio complicado também, tento sair o máximo de São Paulo e ir para cidades que ninguém dá um dedo.
Foi assim com Ribeirão Pires e que me apaixonei perdidamente.
A partir de hoje, começa a série com 6 posts sobre Caieiras e tudo o que deu para fazer em 1 dia. A ideia era ir na Igreja Arautos do Evangelho, mas não rolou.


Bora andarilhar por CAIEIRAS então?


Tudo começou lá no século XIX, com um coronel muito importante. Eu morro de medo de coronéis. Vocês tem medo também ou é só eu?
Esse coronel, chamado Antonio Proost Rodovalho, vendo que na terra tinha um minério importante para a produção de cal, tratou logo de comprar uma terra para transformar em uma fazenda para chamar de sua.

Antes de pessoas de gravatinhas com patinetes, coaches motivacionais e hipsters existirem, esse homem já era empoderado e o que ele fez?
Mandou construir dois fornos gigantescos para produzir sabe-se lá o que, com o cal que extraia da terra e transportava tudo isso até a Estação Rodoviária de Perus para que pudesse ser levado para Santos.

Daí, por causa da cal que a cidade foi batizada: Caieiras. Não consigo ver ligação, mas enfim...

Então, em julho de 1883, foi inaugurada a estação de Caieiras e adivinha por quem? Sim, acertou quem pensou que foi a topíssima São Paulo Railway Company, que inaugurou a Estação da Luz e Paranapiacaba.
Então, com a ferrovia, a cidade começou a crescer. Aliás, não só Caieiras como São Paulo inteira.
Imagina que São Paulo só é que é hoje, por causa das ferrovias e do café?

Assim, como Francisco Matarazzo que era em um empresário de inúmeros ramos, o Toninho também era. Logo, resolveu investir em papel industrial e logo contratou uma empresa alemã para que sua indústria desse certo.
Demorou 10 anos para que a empresa fosse construída e em 1890, a Companhia Melhoramentos entra em funcionamento. Essa empresa ainda não era dele, até que ele e a sua esposa, Etelvina, adquirem à companhia e faz a produção de papel ficar ainda mais intensa.

Para solucionar a falta de energia, eles plantam pinheiros para que pudesse se transformar em lenha para auxiliar nos fornos ligados, além de construírem uma barragem e uma terceira fábrica para a produção de papel continuar ativa.
Não à toa, batizaram Caieiras como "Cidade dos Pinheirais". E realmente, vemos muito por lá.

E assim, os 180 trabalhadores rurais daquela época foram realocados para um alojamento na fábrica e surgiu, o primeiro núcleo habitacional para trabalhadores livres no Brasil.
E em 1913, o Coronel morre aos 75 anos.

Desde então, Caieiras se destaca pela produção de papel e celulose. E dizem que é uma das melhores cidades para se morar. São cerca de 94.000 mil habitantes.
Ah, e a Melhoramentos existe até hoje, sabiam? Ela também é editora de livros ( recusou a se publicar o meu várias vezes. Ah, é a vida, né?) e cresce a cada dia com outras áreas de negócios em desenvolvimento.

Pois então, a partir de hoje, vamos mergulhar em Caieiras. Serão 6 postagens com tudo o que eu fiz, em 1 dia.
Caieiras fica a 34 quilômetros da Capital, o que dá 1 hora de ida e volta.

Algumas coisas que devem ser consideradas. Lembrando que eu não tenho carro e não peguei ônibus. Fiz tudo a pé mesmo:


  • Use roupas e calçados confortáveis;
  • Leve sua garrafinha dágua;
  • Prepare as pernas: Caieiras é um sobe e desce de ladeira sem fim;
  • Arautos do Evangelho: NÃO DÁ para ir a pé. Se optar por caminhar, saiba que você enfrentará uma rodovia com um trânsito intenso, perigoso e bagunçado. Meio que JESUS ME CHAMA. Depois de meia hora tentando, desistimos;
  • Caieiras é absurdamente linda. Tem horas que a cidade fica vazia. Tem horas que surge todos os barulhos do mundo;
  • Chegue cedo para aproveitar a cidade: Chegamos por volta das 11h30 da manhã e voltamos às 18h00.
  • Andei com a câmera fotográfica no pescoço o tempo todo. Não senti medo em nenhum momento;
  • Tem dois hotéis disponíveis no Booking. Segue link:https://www.booking.com/hotel/br/eco-hostel-cantareira.pt-br.

É isso, andarilhos. Começamos. Caieiras é uma cidade bem legal e que eu também não dava um dedo por ela.
Vamos conhecer melhor essas cidadezinhas que estão bem pertinho de todos e nem ligamos.

Beijos pinheirais e até sábado.

sábado, 29 de junho de 2019

#241 TEATRO SHOPPING FREI CANECA + PEÇA: "MERLIN E ARTHUR: UM SONHO DE LIBERDADE"

Hello, andarilhos. Tudo certinho? Um excelente sábado para todos vocês!


Acho  que vocês devem estar cansados de saber o quanto eu curto teatro. É o meu rolê predileto. Ainda não entendo quem não gosta. Para mim, é como cinema. Só que ao vivo.
O lugar de hoje faz parte da minha memória afetiva e eu tenho um carinho imenso. Foi exatamente ali que eu conheci o meu sensacional Marcelo Medici.
E durante 3 anos, com intervalos, ali foi a minha segunda "casa" todos os domingos, para vê-lo em suas peças e conversar com ele, no final.
Era muito bom!

Vamos ao TEATRO SHOPPING FREI CANECA e assistir a peça "MERLIN E ARTHUR: UM SONHO DE LIBERDADE", ao som de Raul Seixas?


Imagina a famosa saga mítica e de fantasia do Rei Arthur, Mago Merlin, Távola Redonda? Imaginou?
Pois bem. Agora, relembre as músicas do Mestre Raul Seixas. Relembrou? Agora, no meio de tudo isso, pense no atual momento político. Pensou?
Pois é. Junta tudo isso em uma mesma história e veja no que dá.

O resultado é o musical "Merlin e Arthur: Um Sonho de Liberdade" que conta com a estreia brilhante do cantor Paulinho Moska e a magnífica participação da atriz Vera Holtz, em audiovisual. Mas, a presença dela é tão forte que é quase como se ela estivesse ali mesmo, ao vivo.

Retirado do site "Revista in Foco"
A peça traz uma proposta completamente diferente. O diretor, criou uma dimensão única para Merlin ( vivida por Vera). Foi um grande desafio para a equipe que misturou iluminação, cenografia e videoprojeção. Elementos de uma linguagem cênica bem ousada e bonita de se ver.
Ah, como eu queria ficar na iluminação e apertar aqueles botões tudo. Vocês já viram como é? Tudo coloridinho.
Enfim, voltando. Esse ano completa 30 anos que um dos nossos maiores mestres, Raul Seixas, morreu; vítima de uma pancreatite aguda, devido ao alcoolismo e foi encontrado morto em agosto de 1989.

A peça se passa no longínquo reino de Camelot e é contada em duas fases: com o elenco se dividindo nos personagens mais jovens e mais recentes. É de explodir a cabeça. Tem que ficar muito atento para se não perder no meio da história.
Aliás, essa fábula já é famosa: conta a formação da Távola Redonda, conflitos, conquistas, paixões... o conflito principal da história é amor e liberdade, embaladas pelas 25 músicas mais famosas do nosso Raulzito.

O conflito narra sobre a liberdade. Por incrível que pareça, o universo medieval da história é mais atual do que nunca.
Estamos vivendo tempos muitos esquisitos. A arte sendo novamente perseguida como na Idade Média. Questões morais sendo colocadas à prova. Conservadorismo em alta não só no Brasil, como no mundo inteiro. Tudo está se enveredando para o caos, se é que já não enveredou.

A mensagem é justamente essa: na luta contra todo tipo de opressão, devemos ser quem quiser, trabalhar onde quiser, fazer o que quiser... Paulinho Moska fala dessa forma com a alma e com uma força, que simplesmente fica impossível não chorar.
Eu  não costumo chorar por nada e pela primeira vez na vida, eu chorei em uma peça de teatro. Eu estava completamente desarmada. Não estava esperando por um soco forte desses. Assim mesmo. É porrada na orelha.


São 2h15 de espetáculo ( com 15 minutos de intervalo ) que você nem sente. No final, você sente um torpor gostoso. É algo que simplesmente não dá para explicar. Só assistindo para entender do que estou falando.
Poucas vezes, uma peça de teatro mexeu comigo dessa forma.
É bom saber que mesmo vivendo, pela primeira vez, em um governo de extrema-direita, vejo que a arte sobrevive e pulsa. Como sempre foi.
A arte NUNCA morrerá.

Endereço: Rua Frei Caneca, 569 - Consolação
Telefone: 11 3472 2229
Horário da Bilheteria: Segundas-Feiras: Fechado // Terças -Feiras aos Domingos: Das 13h00 até o horário do último espetáculo. Quando não tiver, até às 19h00
Horários do Espetáculo: Sextas-Feiras: 20h00 // Sábados: 16h00 e às 20h00 // Domingos: 19h00
Ingressos: Plateia Vip: De R$120,00 a R$150,00 // Plateia Lateral: De R$90 a R$120,00 // Plateia Popular: R$50,00
**Estudantes, pessoas com deficiência, idosos, professores e diretores da redes públicas e municipais, além de jovens de baixa renda ( 15 a 29 anos ) pagam meia.
POSSUI ESTACIONAMENTO
Até 29 de Agosto

Então, é isso, andarilhos. Acho que vocês deveriam ir e se emocionar também. Não é justo guardar isso só para mim.
Merlin é sensacional!

Beijos teatrais e até quinta!









quinta-feira, 27 de junho de 2019

#240 CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL + EXPOSIÇÃO: VAIVÉM

Hello, andarilhos. Tudo bem com vocês? Já estão se preparando para as férias?


Vocês bem sabem que eu amo exposições. Sim, sempre gostei e esqueço da vida e do tempo quando eu vou em uma.
Sempre achei um rolê divertidíssimo. Mesmo quando eu era mais nova.
O lugar de hoje já apareceu por aqui e o considero um dos mais bonitos que São Paulo tem. E também um dos mais icônicos.


E hoje eu quero te convidar para ir nessa mostra com um assunto bem diferentão. Vamos conhecer o CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL e ver a EXPOSIÇÃO: VAIVÉM?

Qualquer coisa pode render assunto. Mesmo. Mas, esse tema é muito mais cultural do que se parece.

Sabe aquela rede de balançar? Aquela mesmo de ficar à toa? Então, é isso que essa exposição nos conta. 
Que o uso dessa rede sempre foi e sempre será a nossa identidade e busca explorar essa relação entre a rede e ser humano.

Com curadoria do Rafael Duarte, crítico de arte e historiador, reúne mais de 300 obras lindíssimas distribuídas nos 4 andares do CCBB, além do subsolo com aquele cofre ( que eu morro de medo).

Muito associada à preguiça, malandragem e vadiagem, a rede já era usada pelos indígenas, bem antes dos portugueses chegarem aqui e fazerem a festa do caqui.
Inclusive na carta do Pero Vaz de Caminha enviada ao Rei de Portugal, ele cita a rede no texto.

Então, não existe nada mais brasileiro do que ficar se balançando. Do que dormir na rede, do que trabalhar na rede Sim, gente, trabalhar. Qual é o problema de se trabalhar deitado? Precisamos aprender muito com os índios.

As obras passeiam entre quadros, gravuras, pinturas, esculturas, selos, HQs do Zé Carioca mostrando o malandragem brasileira ( Só para constar, o Zé Carioca é um personagem brasileiro quando a Disney resolveu nos homenagear. É assim que somos vistos por lá. Só para lembrar.), entre outros.

É incrível como uma simples rede pode ter tanta história para contar. E para você ver como a desigualdade sempre existiu, até quando a pessoa morria, o jeito de se carregar uma rede e o tecido eram diferentes.
Pois bem, as fotos estão lindíssimas e são muito impactantes.

Além disso, a mostra traz redes tecidas por artesãs de diversas partes desse nosso Brasilzão, com diferentes técnicas utilizadas, entre elas uma artesã indígena de uma das tribos do Amazonas que apenas ela sabe como fazer, pois nenhuma das meninas se interessou em aprender. Então, quando ela se for, a técnica morre com ela. É uma pena!

Sim, rede é um ato político e de identidade. A rede é nossa. Ninguém na Europa sabia o que era isso, até os índios serem levados para lá, pelos portugueses e serem tratados como seres de outro mundo.
Sabe-se lá Deus, o que eles passaram naquela época. Tenho medo de pensar.

A exposição é tão legal que também é interativa. Dá para deitar nas redes, tirar muitas fotos legais e deixar seu Instagram mais colorido.
Mas, não seja folgado. Há redes por todas as partes. Dá para deitar? Sim! Mas, pelo amor de Jeová, não seja como essas pessoas folgadas que pegam a rede para si e fica por lá como se não houvesse mais ninguém no mundo. Ok?



Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 - Centro ( Metrô São Bento, Sé, República - tanto faz)
Telefone: 11 3113 3651
Horários: Quartas-Feiras às Segundas-Feiras: 09h00 às 21h00 //  Terças Feiras: FECHADO
Possui WIFI
GRATUITO
NÃO POSSUI ESTACIONAMENTO
ATÉ 29 DE JULHO

É isso, então, andarilhos. Acho que consegui reunir todas as minhas impressões e ir para o Centro Cultural Banco do Brasil já é um ótimo motivo para sair de casa.
Ver exposições é uma delícia. Abra a mente.

Beijos balançantes e até sábado.


sábado, 22 de junho de 2019

#239 MUSEU XINGU: CULTURA INDÍGENA BEM AO NOSSO ALCANCE

Olá, andarilhos. Vocês estão bem? Um ótimo sábado para todo mundo.


É incrível como São Paulo consegue surpreender a cada dia. Tem que estar muito ligado para prestar atenção em cada detalhe, cada sussurro e em cada cantinho que se passa em frente.
Vocês bem sabem como eu amo um museu e amo lugares diferentes. Museus diferentes então, é o rolê perfeito.

Já faz algum tempo que eu vejo como os indígenas são subestimados. O assunto é meio polêmico e que não é o intuito abordar aqui agora, mas temos que respeitar os verdadeiros donos dessas terras.
Nós é que temos que nos curvar a eles e pedir desculpas eternamente pelo tratamento que eles tiveram desde que o Brasil foi descoberto. Aliás, o Brasil começou errado e não tem essa de 16 anos de um certo partido de um certo barbudinho que perdeu sua liberdade.

Acho que nunca contei isso aqui, mas um dos meus maiores sonhos é passar o dia em uma aldeia indígena. Tenho certeza de que vou aprender muito mais em algumas horas e serão mais produtivos do que tudo que aprendi em 34 anos de vida.
Não sei se é exagero, mas vou adorar praticar o desapego durante 1 dia inteiro.


Diante disso, vamos admirar o MUSEU XINGU?


Tudo o que eu disser nesse blog aqui hoje, será pouco.

Primeiro de tudo que esse lugar, batizado como "Casa Amarela" foi inaugurado em 2012, em uma casa que simplesmente dá para chamar de nossa. Aconchegante e linda até dizer chega.

O Museu Xingu estava na minha listinha de lugares, fazia um tempo. Achava que era apenas um museu. Não tinha ideia do que eu poderia encontrar por lá.
Então, além de ser o Xingu, tem também um café, um ponto solidário, uma lojinha sem fins lucrativos que comercializa artesanatos brasileiros, uma sala de co-working e uma decoração lindíssima para blogueirar à vontade.


MUSEU XINGU:

Tudo começou com três irmãos, os Villa-Boas, em 1943, que em seus vinte e poucos anos, entediados e buscando se colocar no mundo, deixaram o conforto de casa em São Paulo, partiram para o desconhecido, se enfiaram na expedição Roncador-Xingu, conheceram terras indígenas e daí, descobriram suas verdadeiras missões.
Foram 40 anos morando na Amazônia, buscando um significado para a existência deles e qual era a missão deles na Terra.
Tenho certeza de que encontraram.

Então, o resultado dessa experiência foi o legado desses irmãos que fizeram questão de dividir o que eles viveram.
É claro que eles não estão mais vivos, mas o resultado dessa aventura, foram 150 objetos adquiridos pelo Orlando, em meados de 1970.

São inúmeros instrumentos incríveis como tacapes, objetos de ritos de passagem ( algo como uma luva que se punham mais de 20 formigas amazônicas e o menino ao completar 18 anos, tinha que colocar a mão ali dentro, esperar as benditas picarem e assim que acontecia, tirar. Só depois disso e que se você aguentasse, teria se tornado um homem de verdade. Dói até de pensar.), além de instrumentos de guerra, religiosos, panelas de cozimento à vapor, objetos decorados com urucum e jenipapo, e muito mais.
O museu é pequeno, mas dá para ficar ali brisando por um bom tempo. Deu para ficar 1 horinha.

É um assunto que me interessa e muito. Eu realmente adorei ficar ali. É algo bem diferente.

Infelizmente, eu não podia ficar mais e claro que terá uma segunda visita. Além do Museu, tem o café que ficou para uma segunda vez.

CAFÉ DA CASA:

Infelizmente, não tivemos tempo para tomar um cafezinho. O meu horário estava contado. Mas, é uma das coisas mais charmosinhas que eu já vi.

É bem café de tia, de vó, de vizinho que coloca a mesa e se passa uma tarde deliciosa, tomando chá com bolinho de chuva, fazendo fofoca de todo mundo.
É ou não é uma delícia se reunir em uma mesa à tarde para jogar conversa fora? São oferecidos salgados, bolos, cafés, refrigerantes entre outros.
Sem contar, a delícia que é ficar olhando para a decoração super charmosa. Tudo muito lindinho.

E por fim, o...


PONTO SOLIDÁRIO:



É muito bom ver e frequentar lugares que valorizam o Brasil e a nossa cultura. Em tempos de que patriotismo se tornou outra coisa, dá um afago no coração saber de atitudes como essa.
O Ponto Solidário é uma associação sem fins lucrativos que trabalha com a divulgação e venda da produção artesanal de diversas ONGS, comunidades indígenas, artesãos e pequenos produtores.
Eles valorizam o trabalho dessas pessoas.

Imaginem só, uma loja com peças trabalhadas, mostrando toda a cultura brasileira de forma única? É uma iniciativa linda com mais de 1 milhão de rendas geradas para comunidades desde 2010 e mais de 400 comunidades beneficiadas.
Pelo o que eu vi de longe, as peças são uma gracinha. Infelizmente, não consegui bater as fotos.
Acho que é o lugar perfeito para mostrar nossa diversidade. Todos os produtos tem identificação e assim, sabemos de onde foi que veio.
Ah, estava quase me esquecendo de dizer produtos recicláveis também são vendidos. São feitos com garrafas pet, sacolas descartáveis, tecidos, vidros, entre outros.

Enfim, já deu para perceber que eu adorei ter conhecido o Museu. E sabe o que é realmente engraçado. A galera que trabalha ali até nos recebeu meio assustados. E sabe o porquê?
Por que 90% dos visitantes são estrangeiros.
Cara, a gente aqui não conhece. Não é uma vergonha? Como pode?
Entreguei o adesivo do blog para a Débora prometendo tomar um café com mais calma.

Foi um dia incrível e descrever isso em palavras não mede o quanto ali é legal demais.

Bora conhecer?

Endereço: Rua José Maria Lisboa,  838 - Jardins
Telefone: Ponto Solidário - 11 55224440 // Salas de Reuniões e Coworking: 11 4899 3511
Site: http://www.casaamarela.art.br
E-mail: contato@casaamarela.art
Horários de Funcionamento:

  • Museu Xingu: Segundas-Feiras às Sextas: Das 10h00 às 18h00 // Sábados e Domingos: NÃO FUNCIONA;
  • Café da Casa: Segundas-Feiras às Sextas-Feiras: Das 10h00 Às 18h30 // Sábados e Domingos: NÃO FUNCIONA;
  • Ponto Solidário: Segundas-Feiras às Sextas-Feiras: Das 10h00 às 19h00 // Sábados: 10h00 às 14h00;
  • Casa Amarela: Segundas-Feiras às Sextas-Feiras: Das 10h00 às 19h00 // Sábados: Das 10h00 às 16h00
POSSUI ESTACIONAMENTO


That's all, andarilhos. Nada melhor do que conhecer lugares diferentes. Essa conexão é única e inexplicável.
É muito bom estar atenta a tudo isso e espero que você esteja.


E se você gosta do blog e de seu conteúdo, bora compartilhar com mais gente.

Beijos indígenas e até quinta.

#245 ESPECIAL - UM DIA EM CAIEIRAS: SABOR & CIA CAFÉ E RESTAURANTE

Olá, olá, andarilhos. Tudo bem com vocês? O que vão aprontar hoje? E estamos chegando quase no final do meu dia em Caieiras. Mais dois p...