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segunda-feira, 18 de maio de 2020

ESPECIAL: 18a SEMANA INTERNACIONAL DOS MUSEUS: 10 MUSEUS DIFERENTES QUE VOCÊ PRECISA CONHECER QUANDO PUDER

Hello, andarilhos quarentenados. Tudo bem com vocês? Como estão lidando com tudo isso?

Hoje é o Dia Internacional dos Museus e para quem não sabe ou chegou agora, é o meu tipo de rolê favorito.
Esse dia foi criado em 1977, com o objetivo de aumentar a visitação e enaltecer a sua importância, enriquecer a cultura, apresentando a diversidade cultural e étnica dos municípios.
Museus do mundo inteiro ( cerca de 129 países ) participam oferecendo atividades lúdicas e históricas. Sempre com um tema diferente. O desse ano é: Museus para Igualdade - Diversidade e Inclusão.

Por conta disso, separei 10 museus diferentes sensacionais, fora da rota comum e turística de São Paulo. Bora conhecer




 Imagina um museu com café e uma lojinha de cacarecos feitos por ONGS, comunidades indígenas e prequenos produtores?
Aliás, esse museu é incrível. São 150 objetos adquiridos da Amazônia, durante 40 anos de 3 irmãos que largaram tudo em São Paulo e foram se aventurar pelo Rio Xingu. Quer saber mais dessa história? Clica no link.


Um museu em homenagem a um dos homens mais importantes que o bairro do Ipiranga já teve. Um lugar que existe de 1896. Quer saber mais? Clica no link


Talvez esse seja um dos meus preferidos. Um museu que conta toda a história dos transportes e de como todos nós nos locomovíamos desde o século 19. E o Jardim? É incrível.


E quando você pede uma prova de amor, você espera uma carta, um chocolate ou até mesmo uma aliança, certo? E se construíssem uma casa do seu gosto, do jeito que foi com esse museu que é mais conhecido como o "Castelinho do Amor". Quer saber mais desse romance?Clica na foto.
Um dos maiores museus de acervo zoológico e biodiversidade da América Latina, mantidos pela USP. Quer saber mais? Clica no link.

Um museu que conta a história do relógio. São 800 peças de uma coleção individual. Atenção: visitas somente sob agendamento e quando a quarentena acabar. Mais informações, no link.

Óculos de tudo quanto é tamanho e estilo tem aqui. Um museu dedicado a esse acessório é no mínimo inusitado. Clica no link.


Um museu dedicado totalmente a história do bairro da Penha, em um casarão tombado de 1930, que também oferece cursos de Fotografia e História da Arte

Um museu dedicado a vida e obra desse artista lituano. São mais de 3000 obras, além de possuir um cinema, um jardim maravilhoso e um café divino. Clica no link.

Aqui habita o Centro de Arqueologia de São Paulo. Foi aqui que eu descobri que existem mais de 100 sítios arqueológicos espalhados por São Paulo. Clica no link para ver a lindeza que é esse lugar. 


Acredito que esse seja o mais conhecido de todos. Um casarão lindíssimo que pertenceu ao irmão do Santos Dumont e que hoje, conta toda a história da Energia daqui de São Paulo.



Bom, andarilhos. Está bem difícil de criar conteúdo nesses tempos de quarentena. Sem rolês, né?

Espero que isso acabe o quanto antes e que vocês tenham gostado do post.


Beijos com saudades e até qualquer hora. 

sábado, 16 de março de 2019

#212 MUSEU DOS TRANSPORTES PÚBLICOS - GAETANO FEROLLA

Hello, andarilhos. Tudo bem com vocês? Estão aprontando o que?


Eu vivo dizendo aqui sobre a importância de andar e conhecer coisas novas, que eu sou alucinada por museus, que eu amo lugares diferentes e que quase não vou para a Zona Norte. É bem raro.
Então, resolvi somar tudo isso e conhecer um lugar que estava morrendo de vontade de ir fazia tempo.
Também vivo dizendo por aqui que a ideia do "Somos Andarilhos" é mostrar lugares poucos conhecidos e incríveis e fazer com que as pessoas acordem e comecem a prestar atenção ao seu redor.

Dito isso, bora pegar o busão e conhecer o MUSEU DOS TRANSPORTES PÚBLICOS?


Vamos fazer uma viagem no tempo e voltar para a São Paulo do século 19 e mostrar como as pessoas se locomoviam.
Tudo começou com a iniciativa de um tiozinho muito legal, o Gaetano Ferolla. Ele era o desenhista técnico da empresa responsável pelo tráfego, a CMTC e provavelmente um dos funcionários mais antigos.
Em 27 de Março de 1968, os bondes fizeram a sua última viagem. Deve ter sido uma coisa muito triste. Então, para que essa memória não fosse apagada, Gaetano querendo deixar vivo o que foi símbolo de desenvolvimento da cidade, tratou de restaurar documentos, peças, móveis, objetos e carros.

E em 20 de Março de 1985, Gaetano a frente de tudo, inaugurou o Museu com o então, prefeito, Mario Covas.

Eu, sinceramente, estava com a expectativa altíssima e extremamente ansiosa para conhecer. Geralmente, quando isso acontece, eu me decepciono e me frustro muito.
Acho que, mais uma vez, esse se tornou um dos lugares que configuram o meu Top20, se eu tivesse um.

E acho que chegou a hora de falar do acervo. São 7 veículos gigantescos, além de 1500 fotos espalhadas por todas salas e 1500 livros reunidos em uma biblioteca ( que estava fechada no dia), além de móveis e documentos que mostram toda a evolução do nosso transporte, numa época em que o Bilhete Único estava muito longe de acontecer.

Os primeiros bondes, que circularam, de 1872 a 1900, eram de tração animal: puxados por burros e cavalos e não tinham portas.
Depois, mostra a evolução das viaturas policiais, o ônibus Fofão no começo da década de 1990, que fazia lembrar os ônibus londrinos. Eu andei nesse Fofão e me bate um leve desespero, por que é a constatação de que estou ficando velha e que já me chamam de tia por aí... Meu Deus!
E, logo depois mostra fotos dos antigos motorneiros e funcionários dos bondes, os anúncios das propagandas da época ( sim, muito legal) e as fotos dos acidentes e a super lotação ( não, andarilhos, não é de hoje que o metrô é lotado não). Se enganam quem achava que não tinha acidente naquela época. Tinha e era feio.
Era bonde que se atracava com carro de leite, com bicicleta e todos os acidentes mais esquisitos que existia, estão expostos.

Na sala de documentos, estão expostos os documentos, carteira de motorneiro ( exatamente, precisava de carteira para dirigir bonde), inúmeras moedas e cédulas, passes de metrô e ônibus, além de velhas calculadoras e até a Lei Áurea, assinada pela princesa Isabel, emoldurada.

São 3 salas que certamente, foram feitas para explodir o cabeção com tanta coisa. E de presente, um jardim lindíssimo que nos faz pensar que voltamos para a São Paulo do século 20. Um lugar bem fofo e romântico que dá para descansar ali, algumas horas, vendo os passarinhos cantarem, no meio de flores, muitas flores e pés de goiaba, com o primeiro bonde de tração animal que toma conta de metade do pátio.

Uma verdadeira máquina do tempo gostosa e se você tiver mais idade, a memória afetiva virá forte e talvez, se emocione.
Um lembrete: ali, tem muitas janelas e se tiver muito sol, com certeza irá bater dentro da sala, então, evite usar roupas brancas. Para tirar foto, não ajuda muito.
Ali, não tem café. Apenas água. Se quiser comer alguma coisa pelo caminho, talvez o Shopping D pode ser a melhor opção.

Endereço: Avenida Cruzeiro do Sul - Canindé - Próximo Metrô Armênia - 15 a 20 minutos de caminhada
Telefone: 11 3315 8884
Site: http://www.sptrans.com.br/museu/
Horários: Terças - Feiras aos Domingos: 09h00 às 17h00 // Segundas-Feiras: FECHADO
SEM ESTACIONAMENTO
GRATUITO

That's all, andarilhos! Mais um lugar incrível para a conta. 1 hora e meia ali dentro que eu não vi passar e sinceramente fiquei muito feliz. E com certeza, se algum amigo gringo vier para cá, esse é um dos lugares que eu levarei.

Beijos andantes e até quinta que vem!



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

#201 MUSEU DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA // PALACETE CONDE DE SARZEDAS

Oi, oi, oi, andarilhos! Tudo bem com vocês? O que estão planejando para o fim de semana? Contem para mim.

Se alguém me perguntasse qual é o tipo de lugar que eu mais gosto de ir na vida, acho que eu não hesitaria em responder museus.
Tudo bem, poderia ser sorveterias ou parques, mas sorvete a gente come e vai embora e parques, adquiri o costume de ir regularmente, depois do blog. Então, certamente é museu porque esse hábito existe desde que eu era criança. Teatro vem em segundo, cinema em terceiro lugar e bibliotecas/livrarias ficam em quarto.
Então, ligando uma coisa na outra, eu fico surpresa o quanto São Paulo me surpreende todos os dias. Eu amo cada cantinho, cada buraquinho, cada ruela... é sempre uma novidade que vem até você.
E o lugar de hoje é assim. Via por foto, achava a coisa mais linda do mundo e sonhava em conhecer. Até que chegou o grande dia.
Assim que cheguei na rua, fiquei alguns minutos olhando bobamente para ele, por que distoa completamente da arquitetura ao redor e segundo, porque parece coisa montada.Algo que não existe.

Vamos pirar no MUSEU DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA? Ou melhor dizendo, vamos entrar no humilde PALACETE CONDE DE SARZEDAS?


O INÍCIO...

Primeiro de tudo, Conde de Sarzedas não foi exclusivamente uma única pessoa. Foi um título que pertenceu a vários homens.
Pois bem, como eu já disse diversas vezes, muito antigamente, São Paulo era constituída por chácaras e cada bairro tinha o seu dono, seu lote e suas terras.
E, nessa terra que hoje está o Palacete, entre a Sé e a Liberdade, pertenceu a um carinha muito importante. O filho do governador da capitania de São Paulo entre 1780 a 1797. É tempo pra mais de metro. Pensam que ele foi pouca porcaria? Ele foi muita porcaria. Ele foi o vice-rei da Índia no começo dos anos 1800.
Mas, suas terras foram vendidas para uma mulher muito rica, que ordenou que ali fosse construído ruas e que tivesse espaço para carruagens, carroças e outros transportes passassem.
Então, novamente foi vendido. E foi aí que o castelinho começou a nascer. O dono era o deputado de São Paulo, Luís de Lorena. Apaixonado, viajado e muito rico, encondou a estrutura do palacete para dar a sua mulher que tinha 18 anos na época e que era francesa, a Louise Belanger. O homem já tinha 60 anos de idade. O palacete começou a ser chamado pelos vizinhos de: Castelinho do Amor. Esse apelidou pegou e todos conheciam por esse nome.
Materiais nobres e importados foram usados na construção.
E como de praxe, gente muito rica gostava de dar festas luxuosas. Tudo era motivo para reunir a alta sociedade. Mas, a temática das maiorias das festas, era para que políticos solteiros saíssem do palacete com alguém.
Eles moraram por lá, durante um tempo, o deputado morreu e ainda assim, esposa, o filho deles e a nora ficaram mais um pouco e saíram da casa em 1939. Daí, por lá passaram mais alguns moradores e o tempo foi passando, passando, não houve interesse de compra por mais ninguém e o palacete começou a ruir.
Mas, já imaginou que lindo: o seu crush construir um palacete em sua homenagem? Não é de arrepiar? Ou você nem liga muito para isso?
Sinceramente prefiro a minha parte em comida. Ou sorvete...


O MUSEU...

Nesse palacete lindíssimo está o Museu do Tribunal de Justiça que foi inaugurado em 1o de fevereiro de 1995. Era em outro lugar antes, com poucos documentos e materiais.
Somente em 2007, foi transferido para o Palacete, que sofreu uma grande restauração antes de tudo. Estava precisando.
São quase 1000 metros de uma decoração única e um acervo que conta toda a história da evolução do Poder Judiciário Paulista.
Sim, aquele ditado existe: a justiça tarda, mas não falha.
Mas, não só o acervo que é de tirar o chapeú. Toda a decoração é de ficar com o queixo caído.Os vitrais são a coisa mais linda. É de deixar qualquer igreja com inveja. A decoração no teto, na parede e até no chão é algo absurdamente lindo.
Sem contar que parece que voltamos aos séculos 18 ou 19 e vamos parar em algum outro lugar que não seja São Paulo de hoje.
Enfim, voltando... a primeira sala é representada por diversas cadeiras e nos dá a entender como é que era um Juri nos primórdios.
Aliás, tem alguns objetos que me deixaram estarrecidas: algo como grilhões que eram usados em escravos. Fiquei tão nervosa que esqueci o nome daquela geringonça.
Ali, também abriga exposições permanentes e temporárias.
Também podemos ver vestuários em ótimo estado de conservação, máquinas de escrever, calculadoras e até os processos de crimes famosos como: o Crime da Mala ( quem lembra?), o Crime do restaurante chinês e outros crimes, como o primeiro crime julgado em 1874. Quer saber se o meliante foi absolvido ou não? Só indo lá para saber.

O bom de lá é que simplesmente eles deixam tocar nas coisas. Isso é maravilhoso. Até sentei para fingir que estava datilografando alguma coisa.
Outra coisa maravilhosa é que os bancos originais que pertenceram a Marquesa de Santos ( aaaah, Marquesa. Minha best friend!) estão ali, prontos para que alguém tire fotos com eles.
Bom, a composição do acervo é bem eclética. Realmente, tem de absolutamente tudo. Mas, todas conversam entre si e combinam com todos os anos de História do Tribunal bandeirante.
Inclusive, lembram do post do Obelisco? Onde estão enterrados os heróis de 1932 e que eu postei no dia do niver de São Paulo?
Pois então, nesse museu aqui, estão os itens utilizados por eles: tipo uma baronete, granadas, balas, cantis, capacetes estourados, marmitas ( sim, marmitas), bússolas,roupas e uma breve história do que foi a Revolução Constitucionalista de 1932, além de livros ( que podem ser mexidos). Inclusive, nessa sala, está o primeiro brasão que São Paulo teve em sua história.

Para mim, os objetos mais curiosos desse acervo, com certeza é uma escarradeira ( preciso dizer para o que serve essa coisa nojenta?), um gramofone ( que eu sempre quis ter um), o banco da Marquesa de Santos e com certeza, todo o arsenal utilizados por nossos heróis.

Em 2002, o local foi tombado pelo CONPRESP ( Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico) e é bem legal, os organizadores de tudo isso, ter o pensamento com a finalidade de transformar em algo cultural para mostrar mais um pouquinho da nossa história para os paulistanos. Mesmo que seja a história da Justiça Brasileira e paulistana. Sim, não deixa de ser muito interessante.
É realmente maravilhoso saber é mais um local histórico e infelizmente, tão pouco conhecido.
E nem está na rota turística tradicional de São Paulo. É algo bem triste.
Então, bora divulgar para que as pessoas conheçam mais e melhor, não é mesmo?


Endereço: Rua Conde de Sarzedas, 100 - Centro.
Telefone: 11 3295 -5815
Horário de Funcionamento: Terças-feiras às Sextas-Feiras: Das 11h00 às 17h00 // Sábados, Domingos e Segundas-Feiras: FECHADO (Sim, somente de semana)
Site: https://www.tjsp.jus.br/Museu
Opções de visita agendada e com monitoria: 11 3295 5819 // 3295 - 5816
ENTRADA GRATUITA
POSSUI ESTACIONAMENTO

Então, é isso, andarilhos. Nada melhor do que conhecer lugares novos e lindos. Vamos divulgar mais a nossa cidade. É tão importante isso. E não falo só de São Paulo não. O Brasil é maravilhoso e precisa ser melhor tratado. Vamos cuidar do nosso quintal.

Beijos jurídicos e até sábado.