sábado, 18 de maio de 2019

#230 BIBLIOTECA NARBAL FONTES : UM PEDAÇO DA FRANÇA NA ZONA NORTE

Hello, andarilhos. Tudo bem? Estão preparados para a Virada Cultural?

Quem acompanha o blog, sabe que para mim, livros são uma das melhores coisas da vida. Ler é a melhor forma de agregar conhecimento e nos livra completamente da estupidez e ignorância.
Acho que não há nada mais bonito do que ver uma estante repleta desses calhamaços cheios de páginas.

Eu soube do lugar de hoje por causa da Jornada do Patrimônio de 2017 e logicamente, eu precisava conhecer.

Vamos passar um dia lendo na BIBLIOTECA NARBAL FONTES?

Muito antes de nascermos e de ser uma biblioteca, o lugar pertencia a uma família tradicionalíssima e que se instalou no bairro de Santana.
Apresento a Família Baruel, que chegou por aqui, conseguiu um alqueire de terra e ali começou a cultivar milho, arroz e cana. O progresso veio rápido e eles enriqueceram.
O homem da família, era Francisco Antônio Baruel, alfeires de milícia, além de ser agricultor, fabricante de farinhas e telhas . Jesus, o homem fazia de tudo. Quer dizer, ele não... o infeliz tinha escravos que faziam por ele.

O que eu não tinha ideia é que o lugar que a família fabricava essas telhas fica onde o Sítio Morrinhos está hoje. Eles moraram por lá.
Eu já falei do Sítio Morrinhos por aqui. Foi um dos primeiros posts do blog. Inclusive, eu cito essa família lá no texto, mas não pesquisei nada sobre eles na época. Meu Deus, que preguiçosa eu sou.

Enfim, a família teve 5 filhos e um deles se formou em Farmácia e fundou a Farmácia Baruel no Centro da cidade e que se tornou um local muito importante e frequentado pelos estudantes de Direito, amigos do filho.

Daí, vem as homenagens: o filho farmacêutico Francisco Baruel, constrói um castelo para a filha, Maria Baruel, com o dinheiro da herança do pai, com uma arquitetura única, em estilo normando ( estilo francês, da Normandia).

Francisco morreu em 1928 e Maria viveu lá, até a morte do pai, quando veio a Prefeitura, com sangue nos olhos para tirar a mulher de lá, afim de fazer uma expropriação para utilizar a casa como bens assistenciais.


ENFIM, A BIBLIOTECA NARBAL FONTES...

A Chácara foi desmembrada e uma parte foi para a Prefeitura. Então, com um decreto criado em 1850, assinado pelo então prefeito Lineu Prestes, foi determinado que Capital e distritos houvessem Bibliotecas Infantis.
E com isso, foi criada a Biblioteca de Santana em 1951, com uma inauguração luxuosa, com a presença de Jânio Quadros, professores, pessoas da alta sociedade, autoridades, políticos incluindo o Secretário de Cultura, na época.

Em 1973, a Biblioteca muda de nome e passa a ter um patrono: esse mesmo, o Narbal Fontes.

E qual foi a importância dele?
Nasceu em Sorocaba, em 1899, se formou em Medicina no Rio de Janeiro, mas gostava mesmo era de livros.
Sei lá, às vezes, estar no meio de bisturis e cirurgias deve ser chato para caramba e nada divertido. Estar no meio de livros, não. Então, passou a vida escrevendo peças teatrais, poemas, novelas e até ganhou prêmios. Foi um dos compositores da música "Brasileirinho" e fundou uma Revista. O homem fez de tudo um pouco, até morrer em Abril de 1960.

Acho que não é à toa que esse homem é o Patrono de um lugar tão importante e tão rico.

Infelizmente, não podemos tirar fotos do lado de dentro, mas a Biblioteca conta com 32.000 exemplares de livros, incluindo literatura geral, espaço kids para todos os Enzos e Valentinas, espaço de revistas, DVDs e gibis e 6.000 de diversos itens entre mapas, atlas, partituras, entre outros...
E também dispõe de salas de pesquisa confortáveis para ficar à vontade.
Além de possuir banheiros masculino/feminino/unissex e um bebedouro com água geladinha.

E se não quiser ficar do lado de dentro, o espaço possui 1140 metros com um Jardim bonito, mas que precisa de cuidados, mas que ainda dá para tirar fotos lindíssimas.
Como o casarão é tombado, qualquer manutenção que pensarem em fazer ali, é preciso autorização.
Eles também emprestam livros. Basta fazer a sua carteirinha.

Outra coisa muito importante: o lugar também é usado para eventos culturais. Como eu já disse, só ouvi falar da biblioteca por causa da Jornada do Patrimônio. Além disso, eles promovem Encontro com Escritores, Exposições, Cursos, Oficinas, Palestras, além de obederecem o calendário cívico como: Dia das Crianças, Folclore, Proclamação da República, etc...

A Biblioteca também fazem visitas guiadas e tem parceria com Escolas, o CAPS ( Centro de Atenção Psicosocial - esse mesmo que o seu Presidente quer acabar) que toda semana, incentivam jovens e crianças a se interessarem por leitura, abrigos e centros educacionais.

Mais um lugar que me surpreendeu demais e fui muito bem tratada por todos. É incrível o poder que um blog tem.
Mas, mais do que isso; é a reação das pessoas quando eu digo que estou divulgando lugares fora do eixo Centro/ Paulista. Eles ficam tão felizes. É como se eu tivesse descoberto o ouro e fosse revelar para o mundo.

Endereço: Rua Conselheiro Moreira de Barros, 170 - Santana ( 20 minutos de caminhada)
Telefone: 11 2973 4461
Horários: Segundas-Feiras às Sextas-Feiras: Das 09h00 às 18h00 // Sábados: Das 09h00 as 16h00 // Domingos: 09h00 às 13h00
E-mail: bmnarbalfontes@yahoo.com
Facebook: https://www.facebook.com/bibliotecanarbalfontes/
GRATUITO
WI-FI LIVRE
NÃO POSSUI ESTACIONAMENTO

That's all, andarilhos. Sim, biblioteca é um lugar para passeio. Estar no meio de livros pode parecer entediante, mas só eles trazem a resposta para tudo.
E como eu amo o silêncio, sentar e ficar lendo uma tarde toda é muito divertido sim. Você já experimentou?
E a Biblioteca Narbal Fontes por si só já é um convite.
Bora?

Beijos franceses e até quinta que vem!









terça-feira, 14 de maio de 2019

#229 CAPELA SANTA CRUZ: A 1a IGREJA DA ZONA NORTE

Olá, andarilhos. Vocês estão bem? Como foi o dia das Mães de vocês?


Vocês já estão cansados de saber o quanto eu amo andar. Eu não tenho carro e acho que se eu tivesse, não encontraria metade das coisas que eu encontro, caminhando.
Uma das muitas metas do "Somos Andarilhos" é conhecer mais a Zona Norte. Eu quase não vou para essa região e aos, poucos isso está mudando.
E ela tem me surpreendido muito.

O lugar de hoje foi um achado e não estava nada planejado. Bora rezar na CAPELA SANTA CRUZ?

Primeiramente, eu quero dizer que eu acho que nunca fomos tão bem recebidos em algum lugar que nem esse. Acho que empata com a Mesquita de São Miguel que eu já falei por aqui.

Vamos começar então?
Pois bem, existe uma figura muito importante nessa história toda. Que não foi só importante para essa igreja por ser o primeiro pároco, mas por ter trazido o Rádio para o Brasil.
Quem estudou comunicação conhece esse ser iluminado e agradece por tudo o que ele fez. Palmas para o Landell.
Padre Landell de Moura, um gaúcho que estudou Ciências Humanas no Rio de Janeiro e depois foi para Roma estudar Física e Química.
O que foi que ele aprontou? Inventou uma válvula amplificadora, fabricou com três eletrodos e recebeu a palavra humana através do Espaço. Repetiu a experiência em 1894 da Paulista para o Alto de Santana, transmitindo toda a missa, numa distância aproximada de 8 km em linha reta.

Tudo começou lá em 1895. Pertence ao Setor Santana da Arquediocese de São Paulo e ao Santuário Nossa Senhora da Salette ( que eu fui também e logo falarei dela por aqui).
Na época, personalidades importantes da Zona Norte fizeram doações para facilitar a construção desse lugar sacro, mas um pouco antes, em 1889, um ex-combatente da Guerra do Paraguai doou o terreno para que outro padre, o Hiphólito, pudesse construir um internato para moças.

Mas, voltando... os doadores para que a Capela fossem construídas eram latifundiários e possuiam muitas chácaras ( lembrem-se que a elite ficava no Bairro de Campos Elíseos, Santa Cecília, Centro e que a Avenida Paulista começava a dar as caras com o interesse pelo lugar dos muitos barões de café).
Então, nascia essa Capela tão linda e que foi a primeira Igreja da Zona Norte, mais especificamente em Santana.

Realmente, não encontramos muito fatos sobre ela. Mas, batemos um enorme papo com o zelador e a secretária que ficaram super felizes que fomos até lá tirar fotos, pois simplesmente não tem divulgação.  Eles foram uns amores e até ficaram de enviar documentos contando melhor sobre a história, para sabermos mais sobre a Capela. É importante saber de algo tão histórico e marcante.

A arquitetura é eclética ( vários estilos em um só. Até encontramos vitrais góticos originais no altar) e já passou por alguns restauros.
Inclusive, um dos motivos que nos fez parar para ver a Igreja, foi o jardim bem bonitinho, mas que precisa ser restaurado. E vocês que acompanham o blog, sabe qual é a minha árvore favorita não sabem?
Isso mesmo; o pau-brasil. Inclusive, é um senhor de idade também e que está precisando de cuidados.
Mas, é ótimo para tirar fotos e fazer sua pose blogueirística.

E então, a partir de 1904, missionários saletinos ( uma espécie de congregação religiosa fundada em 1852, com missão de divulgar a mensagem da Virgem Maria feita à duas crianças em 1846 na França) do Brasil, passaram a assistir todas as Missas, unindo laços de fé e fraternidade.
Pois bem, depois da 2a Guerra Mundial, a capela se manteve firme e forte através de 2 mulheres de coragem e fé: Dona Ruthe Baruel e a Dona Vera Ferreti. Inclusive, as duas tem quadros expostos sobre ela na parte de cima da igreja.
Aliás, nos anos de 1985 e 2000, mas com intervalos: houveram restauros e novos pisos foram colocados, além da restauração do altar mor, vitrais, pisos, vitrôs e imagens sacras, além da implantação da secretaria, câmeras de segurança, luzes de emergência, sonorização, entre outros.

Bom, deu para perceber que eu AMEI a Capela e conversar com todo mundo ali, deu uma sensação tão boa.
Deu a entender que o caminho que estou traçando está certo e que lugares menos conhecidos precisam ser mostrados. As pessoas precisam parar de investir no óbvio.
Não estou dizendo que estou certa ou errada. Sou apenas uma pessoa com uma curiosidade patológica.


Endereço: Rua Voluntários da Pátria, 2678 - Santana
Telefone: 11 29785011
Site: http://www.portalsalette.com.br/santuarios-e-paroquias/santuarios/sao-paulo/comunidade
Horários da Secretaria: Segundas -Feiras às Sexta-Feiras: 12h00 às 18h00
NÃO VI ESTACIONAMENTO
GRATUITO

Finish, andarilhos. Provavelmente não parou por aí. A história da Capela é muito maior que imaginamos e vou receber tudo isso por e-mail. Espero receber logo para fazer uma parte II.
Por enquanto, é só, com a felicidade de juntar mais uma pecinha desse quebra cabeça desse meu playground que é São Paulo.

Se você gosta dos meus posts, das minhas história e todo o trabalho aqui envolvido; compartilhe com quem você ama. Descobrir novos lugares é tudo de bom.

Beijos com fé e até sábado.

sábado, 11 de maio de 2019

#228 MUSEU DA ENERGIA DE SÃO PAULO: E QUE SE FAÇA A LUZ!

Hello, andarilhos. Como vocês estão bem? Bora curtir esse sabadão?

Quem me acompanha aqui, sabe que eu sou alucinada por museus. Sim, quer me deixar feliz? Me leve em museus. De qualquer espécie ou assunto.
Eu amo mesmo aqueles diferentões, mas às vezes, visitar um clássico é mais do que perfeito.
Conhecer a História do Brasil e de São Paulo, acredito eu, que nos faz entender melhor os seres humanos e o mundo a nossa volta.
É tão libertador, eu acho.

Enfim, bora dar um rolê pelo MUSEU DA ENERGIA DE SÃO PAULO?

Em uma das casas mais lindas de São Paulo, mesmo eu trabalhando uma vida inteira, acho que não conseguiria ter uma dessas, está o Museu da Energia da cidade.

Precisamos voltar um pouquinho no tempo. Bem antes de se tornar o que é hoje, esse casarão pertenceu à família de Santos Dumont (esse mesmo que inventou o avião). No caso, quem morou ali, foi o irmão dele, Henrique Santos Dumont e que foi construído por Ramos de Azevedo, entre os anos de 1890 e 1894, no bairro que foi projetado para ser a morada da elite paulistana.

Sim, Ramos de Azevedo, o mesmo que projetou o Theatro Municipal, a Pinacoteca, o Mercadão, entre outros. Eu queria ter sido amiga do Ramos. Acho esse cara tão chique e talentoso.
Assim como a Marquesa de Santos. Cara, esse povo se conhecia tudo. Devia ser o máximo viver em São Paulo, naquela época.

Tentei encontrar o que o Henrique fazia da vida: se trabalhava ou era à toa, mas não consegui achar nada. Só sei que a fortuna da família se deve a pedras preciosas e o nosso querido café e mais nada. Então, ele era rico. Ponto. Era a ocupação dele.
Pois bem, Henrique morreu e logo depois, o casarão se tornou um internato para jovens ( meninos e meninas) de 1926 a 1951. A dona da escola morreu cedo e então, a escola foi fechada e a casa ficou abandonada por muitos anos, até ser ocupada por moradores sem-teto.
E ficou assim por muito tempo, até a Prefeitura pedir reintegração de posse e despachar as famílias de lá ( sério, fico imaginando para onde elas foram.)

Então, durante 4 anos, o casarão passou por um belo restauro, até a Secretaria de Cultura ceder o espaço para à Fundação de Energia e Saneamento, que nos deu esse presente tão incrível: o Museu de Energia.

Mas, vamos lá... São dois andares incríveis e acho que é um dos museus mais divertidos da cidade, pois ele é interativo.
Eu simplesmente AMO mexer nas coisas e meu lado criança grita quando isso acontece. Realmente, não há muitos museus interativos por aí.

É todo um acervo riquísssimo que conta a história da Energia de São Paulo, com 260 mil objetos fotográficos, 3500 objetos museológicos, 50 mil títulos em sua biblioteca, alem de documentos sonoros e visuais, a partir do século XIX.

Você vai pirar com a história dos antigos vagalumes, profissão que não existe mais, que eram os profissionais que acendiam as luzes dos postes quando anoiteciam.
Com o desenvolvimento, certas coisas se acabam... então, chegou uma hora em que não precisavam mais deles. Uma pena!

Além de tudo isso, vemos objetos que pertenceram à sua vó como: ferros de passar roupas a carvão, enceradeiras, secador de cabelos do século 19, fogão 4 bocas dos anos 1950, rádios, televisões preto e branco... é um acervo maravilhoso. Tenho certeza que a vovó iria amar rever tudo isso.
Tudo isso foi cedido pela EletroPaulo, CESP e Congás.

Também tem a história de como foi criado o horário de verão. E estou chocada que não foi no Brasil. Enfim, são 150 anos de história bem explicadinha, de como a energia foi importante para o crescimento de nossa cidade e nos faz refletir em como estamos utilizando essa energia em nossas vidas.

E o Museu da Energia não é só um simples museu: os projetos realizados e os que tem em mente são um serviço para a cultura das pessoas e reforça o conceito de cidadania e nos ensina a respeitar o próximo, nossa história, nossa cultura e enxergar melhor o ser humano.

É tão bom ver que esses valores ainda existam e que pessoas que fazem isso para o nosso crescimento, além de fazerem um trabalho intenso de restauração e desenvolver pesquisas arqueológicas.
Isso é extremamente maravilhoso.
Ah, e se não puder conhecer o Museu da Energia de São Paulo, a visita pode ser feita em Itu e Salesópolis.  Tem mais dois desses por lá.

Estão vendo como museu não é chato? Tudo vai de acordo com a sua criatividade e disposição. Passar um dia em museus podem ser muito divertido. Basta abrir a mente.
E eu adoro quando os pais levam seus Enzos e Valentinas para esse tipo de passeio. Tem que aprender cedo que museu é lugar de criança, sim.


Endereço: Alameda Cleveland, 601 - Campos Elíseos ( Sim, você irá passar pela Cracolândia. Claro que temos que ter cuidado em qualquer lugar do mundo, mas até hoje não me aconteceu absolutamente nada e o local tem policiamento constante. Então, não precisa ter medo. É um choque ver uma parte da sociedade que a gente prefere não ver. Dá para conhecer o museu descendo na Estação Marechal Deodoro, mas na Júlio Prestes é mais perto).
Telefone: 11 3224 1489
Horários de Funcionamento: Terças-Feiras aos Sábados: 10h00 às 17h00 // Segundas-Feiras e Domingos: FECHADO
Site: http://www.museudaenergia.org.br/unidades/rede-museu-da-energia/museu-da-energia-de-s%C3%A3o-paulo.aspx
E-mail: saopaulo@museudaenergia.org.br
Possui obras táteis para deficientes visuais e vídeos em Libras para surdos.
ENTRADA GRATUITA
NÃO HÁ ESTACIONAMENTO


Enfim, é isso. Sugiro que pegue um dia e vá descobrir que a energia que você consome todo santo dia tem muita a dizer do que você pensa. São anos de História reunidos em um lugar único e que oferece a você, de maneira didática e inteligente como nós podemos consumir conscientemente. É maravilhoso visitar um lugar com um passado tão intenso.
Vá e curta seu rolê.





Beijos de luz e até quinta!

quinta-feira, 9 de maio de 2019

#227 PARÓQUIA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO: CORES E UMA ARQUITETURA BEM DIFERENTONA!

Hello, andarilhos! Vocês estão bem? Já compraram presente para a mamãe?


Vocês sabem que andar por aí é uma das coisas mais importantes da minha vida, não sabem? Alguns anos atrás, quando o Shopping Frei Caneca foi minha 2a casa, eu passava por esse lugar que eu achava simplesmente incrível.
Eu ficava o admirando junto com uma ex amiga minha, quando íamos assistir a peça do meu querido Marcelo Medici, "O Mistério de Irma Vap" em 2009 e combinávamos de conhecermos a igreja juntas.
Daí, a peça saiu de cartaz, não precisava ir todo domingo lá, nós brigamos e nunca mais nos falamos. Claro que o passeio nunca aconteceu.
Até agora! E, depois de 11 anos esperando, finalmente conheci.

Essa igreja sempre me chamou a atenção pela cor, pelo tamanho, pela arquitetura e pela imponência.

Então, vamos rezar na PARÓQUIA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO?


Não dá para saber muito sobre a história dela na web. Mas, sabemos que em 1903, foi construída uma capela em homenagem ao Divino Espírito Santo.
Nesse mesmo ano, houve uma reunião de festeiros e então viu-se a necessidade para oficializar a Irmandade do Divino Espírito Santo com estatuto próprio.
Era importante construir uma igreja.
Então, em 30/10/1908 ( eita, que quase foi no Dia das Bruxas que a igreja foi inaugurada) foi aberta para os fiéis.

Ou seja, ela está de pé há 110 anos. Caraca, é tempo demais.

Infelizmente, não sei dizer qual é o seu estilo arquitetônico. Se alguém puder me responder, ficarei muito agradecida.
Por dentro, a igreja é maravilhosa. Um pouco escura, é verdade e já vi comentários de pessoas reclamando da falta de luz. Mas, tem horas que a penumbra dá um certo charme.
O lugar é bastante espaçoso. Tem até playground do lado de fora, para todos os Enzos e Valentinas brincarem. Sem contar que é mega blogueirístico para tirar fotos.

Sei que vamos a igreja para rezar e não tirar fotos, mas depois... nunca durante. Rezar, primeiro, ok?

O padre é uma gracinha. Ele autorizou as fotos e ficou muito feliz quando eu disse que divulgaria a Igreja no blog.
Tão diferente da Capela da Puc que me proibiu de fazer as fotos e ainda fui expulsa de lá. Sacanagem.

E eles tem uns trabalhos tão bonitos, como o Serviço de Escuta, que é diferente de confissão. Se está precisando desabafar ou conversar com alguém, tem um grupo especializado para isso, toda terça-feira e toda sexta-feira, além do grupo de Jovens e Renovação Carismática.
É muito bom entrar em contato com um Ser Superior, seja ele qual for. Basta acreditar!


Endereço: Rua Frei Caneca, 1047 - Consolação
Telefone: 11 3285 4483 ( para saber de batizados, casamentos, cursos para noivos, etc...)
Horários da Secretaria: Segundas-feiras as Sextas-Feiras: Das 08h00 às 18h00 // Sábados: 08h30 ao 12h00 - 15h00 às 17h00 // Domingos: 08h30 ao 12h00 - 17h00 às 19h00
Horários da Missa: Segundas-feiras às Sextas-Feiras: 17h30 // Sábados: 16h30 // Domingos: 08h00 ,10h00, 12h00 e 18h00
Site: https://divinoespiritosp.wixsite.com/paroquia/horarios
E-mail: igrejadivinoespiritosto@hotmail.com
Possui ESTACIONAMENTO
GRATUITO

That's all, andarilhos. Muito bom riscar mais um lugar da sua check list dos sonhos. Demorei 11 anos para conhecer essa igreja que eu via todo santo domingo. Graças aos Céus, minha expectativa foi melhor do que eu esperava e espero que vocês gostem também.


Beijos abençoados e até sábado!
 

sábado, 4 de maio de 2019

#226 PARQUE CHÁCARA DAS FLORES: UM OÁSIS HISTÓRICO EM PLENA ZONA LESTE

Oi, andarilhos. Tudo bem? Vão curtir bem o fim de semana?


Talvez o post de hoje seja uma continuação de sábado passado. Sim, no feriado, fiz a saga pelo Itaim Paulista e fui em 2 parques. Ia para um terceiro, mas não deu tempo.
O lugar de hoje, esse parque, é mais um lugar pouco conhecido e com um potencial imenso para ser ainda maior do que o Parque Ecológico Chico Mendes.
É uma verdadeira gracinha.

Então, prepare as pernocas e bora passar um dia no PARQUE CHÁCARA DAS FLORES?


Tudo começa no século 19. Foi quando teve o surgimento de grandes olarias ( lugares que utilizavam barro e argila para a produção de objetos). Na verdade, a técnica de fazer tudo com barro, vem lá da Pré História, mas a intenção aqui, não é dar aula.
Mas, foi só no século 19 que essa técnica começou a se tornar mais profissional.
O Itaim Paulista, foi habitado por indígenas nos séculos 16, que já utilizavam essa forma e pelo bairro ter seis córregos, isso facilitou muito para que o trabalho pudesse ser feito e ajudou na construção de cerâmicas, vasos e outros utensílios domésticos.

Pois bem, o Parque Chácara das Flores foi uma fazenda muito próspera, com uma olaria gigantesca que trabalhava a pleno vapor no desenvolvimento de São Paulo.

São mais de 4 hectares de terra, o que dá em um total de 42.000 metros quadrados, com lagos e nascentes.
Esse lugar foi de um fazendeiro que morreu e como, não tinha herdeiros, a Prefeitura tomou conta. Foi inaugurado em 2002.

É todo coberto por Mata Atlântica, em uma vegetação bem densa, quase que fechada. Confesso que no começo do passeio, senti um pouco de medinho, pois li que tinha cobras. E deve ter mesmo, é muito mato. Você com certeza, se sentirá o Tarzan ou a Jane.
E logo na entrada desse parque, não consegui enxergar uma alma-viva e nenhum segurança. Andando e descendo algumas escadas, vi que o meu medo foi completamente inútil. Há duas quadras gigantescas de futebol e tinha várias pessoas jogando bola, com torcida e tudo.
Aliás, só a minha ansiedade passou, quando um cachorrinho que devia pesar uns 2 kilos veio ao meu encontro e latiu muito bravo para mim. É claro que dei risada.

Enfim, a olaria é muito linda e foi tombada pelo Patrimônio Histórico, mas pelas condições do cadeado, teias de aranha e pichações, faz anos que aquilo não é aberto. Há também um rio na parte de trás, mas infelizmente está branco de tão sujo.

Aproveitamos para conversar com a administração do Parque. O José Carlos, é uma figura e disse que estudantes de Universidades da Alemanha e Holanda vem direto para o Parque estudar sobre Botânica e outras matérias.
Cara, gente do mundo inteiro está conhecendo o Chácara das Flores e a gente aqui, não tem ideia da importância desse lugar. É muita falta de noção nossa.
Fico brava com isso. E repito: é muito engraçado o poder que uma câmera fotográfica e um celular tem. Se no Chico Mendes, 3 pessoas vieram reclamar para mim, nesse, duas pessoas que vieram de fora para conhecer, reclamaram do descaso do poder público e como eu estava gravando, era preciso eu fazer alguma coisa.
Ai, me senti tão importante esse dia. Mas, é verdade. Precisamos fazer alguma coisa. Ali, tem uma riqueza ambiental tão grande que só visitando, para entender do que estou falando.

Para você ter uma ideia, entre os animais que vivem ali: podemos ver saguis de tufo branco e gambás de orelha preta. Quer dizer, vocês poderão ver, eu não consegui. Estavam bem escondidos, esse dia.
São mais de 40 espécies de árvores, entre elas: a grumixama, bambuzais, cajá-manga, cedro, entre outras. São ótimas para fazer fotos lindíssimas.

E como eu disse: apesar da estrutura ser gigante, ela está meio abandonada, mas ainda assim, é maravilhosa.
Há trilhas, pista de Cooper, duas quadras de esporte, aparelhos de ginástica, sanitários ( que estavam sendo limpos no dia).
E outra coisa muito legal: há lixeiras de coleta seletiva para óleos, baterias e pilhas.

Ah, você pode passear com seu cachorrinho no parque, desde que esteja com focinheira, caso ele seja grande e perigoso. Quanto aquele doguinho super nervoso de 2 kg que me assustou, acredito que não seja necessário.

Pois então, lembram que eu disse que não vi os seguranças na entrada do parque? Pois bem, eles ficam rondando no meio, perto da administração que também é tombada e considerada Patrimônio Histórico, pois era a sede da fazenda.

Pois bem, mais um parque lindíssimo para a conta e que deve e muito ser conhecido.

Endereço: Estrada Dom João Nery, 3551 - Lajeado / Guaianazes
Telefone: 11 29631055
Horários de Funcionamento: Das 06h00 às 18h00
Site: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/parques/regiao_leste/index.php?p=5737
NÃO POSSUI ESTACIONAMENTO
POSSUI WIFI
GRATUITO

That's all, andarilhos. É tão bom saber que esses lugares existem e que devíamos nos preocupar com ele, assim como nós nos preocupamos com o Ibirapuera, por exemplo.
Fico feliz em saber que lugares como esse ainda pulsa a esperança e que resiste ao tempo, apesar de tudo. Só precisa de alguém com um bom culhão para que trate tudo isso da maneira que se deve.
Isso tudo é nosso! É o nosso direito ter momento de lazer em lugares bons e bonitos.
E o Parque Chácara das Flores merece esse amor todo.

Beijos florais e até quinta!

quinta-feira, 2 de maio de 2019

#225 BARCAS BAR: PARECE COMIDA DE MÃE!

Hello, andarilhos. Tudo bem com vocês? Curtiram o feriadinho?

A partir de hoje, darei títulos em meus posts. Não sei se eu gosto, tenho toc e acho que só o nome do lugar fica mais bonito e mais limpinho. Mas, são por questões estratégicas extremamente necessárias.
Sei lá, esses algoritmos estão ficando cada vez mais insuportáveis. Detesto! Podiam simplificar a vida, nénão?
O que vocês acham?

Enfim, vocês bem sabem que eu quase nunca vou a restaurantes chiquérrimos que é preciso vender um rim para poder almoçar.
O último foi o Arabesco do qual gastei R$100 reais chorando porque eu não tive opção e eu ainda tinha VR.
É... para mim, 100 reais não me cabe. Realmente dói.
O lugar de hoje é também um achado. Quer dizer, não tão achado; quando eu trabalhava no Centro, passava de ônibus por ele todo santo dia (na ida e na volta).
Resolvi comer quando fui conhecer o Parque Belém.

Bora comer comida que lembra de mãe ( pelo menos da minha) no BARCAS BAR?

Esse restaurante fica do lado de fora de um complexo/estacionamento em um prédio residencial. Então, nesse complexo, você encontrará: mercados, hortifrutis, cabeleireiros, lavanderias e esse restaurante que ficou no lugar de outro, que servia comida oriental.

Na web, não tem informações de quando, foi inaugurado, mas quando eu ia e voltava do trabalho, o restaurante japonês ainda funcionava e do nada, o Barcas foi inaugurado. Então, pelas minhas contas, a certeza é de que desde 2014, está funcionando.

A decoração é algo a parte: parece que estamos dentro do fundo do mar. O bar também um viés de esquerda. Mas, deixe seu lado ideológico de lado.
É muito fofo. Acho que o nome do restaurante faz todo o sentido do mundo. Aliás, é a especialidade deles servir frutos do mar.
Acho bem bonitinho. Mas, achei um pouco escuro. Melhor comer na parte de fora, se não estiver muito cheio.

Enfim, o atendimento é todo especial e perguntei ao gerente se podia tirar fotos para divulgar no blog e pensem em uma pessoa feliz? Era esse moço.
Uma graça e usei meu celular mesmo. Estava com muita fome, depois de ficar o dia todo no parque fotografando que achei melhor não demorar muito. Fiquei com preguiça de montar a máquina e eu quando estou com fome, tenho pressa.
A comida é bem gostosa, do sistema self service e no dia em que eu fui, achei que não tinha muitas opções. Me servi de arroz, feijão, salada e carne de panela. Ou seja, comida caseira muito bem feita com um tempero ótimo.
As garçonetes também são bem solícitas. Às vezes, falar que você vai divulgar tal lugar, e de graça ainda, faz uma diferença gigantesca.
Volta e meia, tem eventos do tipo feijoada com samba, almoço de Carnaval, essas coisas para juntar muita gente...
E se precisar, eles fazem reserva!

Mas, sabem o que é mais espetacular? Que o almoço para duas pessoas com sobremesa são R$13,90. EXATAMENTE: R$13,90.
Nós dois pagamos R$27,80 com refrigerante e tudo. Isso é alívio.
Estamos ficando experts na arte de comer comida MUITO boa e barata. E te garanto: você sai satisfeito!


Bom, essa foi a minha dica de bucho cheio e é uma comida simples, quase de graça e ideal para matar a sua fome. E se quiser, tem o Parque Estadual do Belém atravessando a mesma calçada. Acho que vale a pena dar uma esticadinha por ali.

Endereço: Avenida Celso Garcia, 1907 - loja 14 - Belém
Telefone: 11 3571111
Facebook: https://www.facebook.com/pg/BarcasBarRestaurante/about/?ref=page_internal
Instagram: @BarcasBar
Possui Estacionamento
Horários de Funcionamento: Diariamente: 12h00 às 15h00 - 19h00 às 23h00
ACEITA CARTÕES: Visa, Master, American Express
POSSUI WI-FI


É isso, então andarilhos. Comidinha boa e tão pertinho do Centro de São Paulo, com um parque te convidando para passar um dia por lá, não tem como dar errado.
Vão e me contem como foi!

Beijos gulosos e até sábado.


sábado, 27 de abril de 2019

#224 PARQUE ECOLÓGICO CHICO MENDES

Hello, andarilhos. Vocês estão bem? O que tem para esse fim de semana?


Vocês, que acompanham o blog sempre e aos que chegaram agora, sabem que o objetivo dele é explorar lugares mais afastados do Centro.
Sério, não aguento mais a lista "10 coisas para se fazer na República" "10 coisas para se fazer na Avenida Paulista".
Gente, a Paulista é enorme, mas nessas 10 coisas estarão o MASP, o Parque Trianon, o Conjunto Nacional, Casa das Rosas, Instituto Moreira Salles, Japan House... Pelo amor de Deus: Chega, né?
Sei lá, não batem a curiosidade de vocês, sei lá,  de saber quais são as 10 coisas para se fazer na Vila Maria? Na Vila Matilde? No Jaçanã? Em Barueri?
Meu Deus, que repetitivo isso.
Só para falar que eu AMO a Avenida Paulista com todo o meu coração e que é um dos meus lugares favoritos da vida, mas é preciso conhecer novos lugares, cantinhos escondidos e sei lá, evitar padrões. O mundo já é tão padronizado.

Toda essa revolta é para falar de um lugar que, provavelmente, você ainda não ouviu falar. Mas, que deveria.
Vamos caminhar no PARQUE ECOLÓGICO CHICO MENDES?

Primeiro de tudo, vamos relembrar quem é o Chico Mendes. Resumindo tudo, mas tudo mesmo, ele, foi um seringueiro, ativista e ambientalista brasileiro, nascido no Acre, que lutava por condições mais dignas de trabalho. Sua luta foi tão importante, que foi reconhecido mundialmente. Isso provocou a raiva de grandes fazendeiros que o assassinaram em 1988.
É incrível como nada muda, nénão?
Vale a pena saber mais sobre Chico Mendes. É uma história rica e interessantíssima.

Como vocês bem sabem, antes de São Paulo se desenvolver, a cidade era tomada por fazendas. E essa, especificamente era conhecida por ter duas figueiras gigantescas.
Então, a antiga Fazenda da Figueira, que infelizmente, não encontramos sua história direito pela web, talvez pelo dono não ter sido um homem tão importante na época, foi desapropriada em 1987.

Daí, decidiram que em 1989, viraria um parque e deram o nome em homenagem a esse grande homem que lutou pelos seringueiros na época.
Soube da existência desse Parque, no site da Prefeitura ( que eu sempre entro para vasculhar alguns lugares legais por lá) e me chamou a atenção por causa das esculturas de estátuas gregas ali.
E também por ser perto da casa do Andarilho e que ele, não conhecia. Achei um absurdo, então montamos todos os nosso cacarecos e fomos.

O parque tem mais ou menos 61.000 metros quadrados. É bem grandinho e é todo coberto pela Mata Atlântica. Sim, há muito verde e que deixaria qualquer Parque Villa Lobos com inveja. Ah, não reclamem. Vou pegar o Villa Lobos para Cristo por todo o sempre, até eu encontrar algum pior que ele.

Há um playground bem espaçoso para todos os Enzos e Valentinas brincarem e estão em bom estado. O parque tem um potencial gigantesco para ser maior do que é, tanto que há atividades culturais que rolam o tempo todo.
Mas, vi que não está tão bem cuidado. O jardim precisa de mais atenção. Um dos outros motivos que me fizeram ir, foi a mini cachoeira que eu vi por fotos.
É incrível como uma câmera fotográfica e um celular tem poderes e fazem toda a diferença. Nas duas horas em que estivemos ali, 3 pessoas pediram para reclamar do descaso e da má administração.

Andarilhos, me senti mega importante. Pois sim, antigamente, o lago tinha carpas, peixes e tartarugas. Esses animais não estão mais lá, a cachoeira jorra pouca água, e nessa parte, o chão é um pouco barrento.
Ainda assim, eu amei o Parque, porque eu sei o quanto as pessoas precisam de lazer e que os moradores do bairro precisam ter a voz de alguém para mudar alguma coisa.
Sério, o Chico Mendes está longe de ser ruim. Só precisa de um pouco mais de carinho e de que as  pessoas certas se interessem em investir nele.

Ah, e vocês devem estar se perguntando? E as esculturas? Existem mesmo? Existem, mas são só 3 e estão descascadas.
Mas, o parque conta com acessibilidade ( entrada e espaço para cadeirantes ), churrasqueiras, quadras de futebol ( havia gente jogando basquete e futebol),  telecentro e WI-FI livre.

E o parque é bem cheinho. Havia muitas famílias brincando, fazendo piquenique e fazendo exercícios nos muitos aparelhos de ginástica.
Vi também aquela geladeira biblioteca que tem livros para trocas. Aliás, está com poucos livros. Precisa ser reabastecida urgente.

São 156 espécies árvores cadastradas, inclusive uma hortinha comunitária, entre bambuzais, o que restou da figueira da antiga fazenda, cafeeiro, cedro-japonês, magnólia, mangueira, paineiras, entre outras gigantescas.
Entre os animais vistos e catalogados, escutei bem-te-vis e vi muitas borboletas. Dizem que aparecem corujas e gaviões por lá, mas não vi. Como em todo parque, há muitos pernilongos, então use e abuse do repelente. Não façam como eu. Esqueci e voltei para casa toda empelotada.

Ah, para tirar fotos, é preciso assinar um termo de responsabilidade. E fiquem tranquilos, há vigias por toda a parte.
E se quiserem passear com o seu au-au imprevisível, a focinheira é OBRIGATÓRIA, ok?
Também é proibido skate, bicicleta e patins. Primeiro, que acho que não tem como andar com tudo isso em um lugar cuja mata é bem densa. Não arrume para a cabeça.
Caminhe.

Ah, ali não tem lanchonetes, mas na entrada, há vendedores ambulantes vendendo salgadinhos. Não comi nada, pois estava a caminho para outro parque.

Bom, andarilhos. Deu para perceber que, apesar de todos os problemas que precisam ser revistos, o Parque Chico Mendes é um lugar gostoso e que sim, vale muito a pena fazer uma visita.
Vista sapatos adequados e seja feliz. Pelo Amor de Deus, não façam como eu, que usei All Star. Eu não sei onde estava com a cabeça.

Endereço: Rua Cembira, 1201 - Vila Curuçá - Itaim Paulista
Telefone: 11 2035 2270
Horários de Funcionamento: Diariamente - Das 07h00 às 18h00
Site: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/parques/regiao_leste/index.php?p=5739
WI-FI LIVRE
NÃO POSSUI ESTACIONAMENTO
ENTRADA GRATUITA

Fico por aqui, andarilhos. É preciso que lugares como esse tenham mais divulgação. Tem vida pulsando por aqui e é um parque incrível, com potencial para ser maior do que já é e ainda mais bonito.
Venham conhecer. Inclua essa surpresa em mais um cantinho desconhecido de São Paulo.

Beijos esperançosos e até semana que vem.

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