sábado, 18 de janeiro de 2020

#294 SESC IPIRANGA + EXPOSIÇÃO: O PASQUIM - 50 ANOS

Hello, andarilhos. Tudo bem com vocês? O que vão aprontar nesse fim de semana?


Existe coisa melhor do que a liberdade? Liberdade de expressão, de pensamentos, de ideias e principalmente, a liberdade de ir e vir.
Não, não existe nada melhor do que isso. Se existir, alguém me fale. Por favor.

Em tempos onde, novamente, nossas ideias começaram a ser controladas, a arte e a cultura estão sendo perseguidas, onde a educação começa a ser desmontada, jornalistas sendo atacados e tantas outras coisas tristes de ser vistas e ouvidas, o lugar de hoje é um alívio para a alma.
Vamos aproveitar enquanto ainda temos.


Bora conhecer o SESC IPIRANGA e conferir a EXPOSIÇÃO: O PASQUIM - 50 ANOS?


Imagina você criar um jornalzinho ali no Rio de Janeiro, justamente na época mais repressiva da Ditadura Militar Brasileira? Pois é.

Seria quase tudo tranquilo, se esse jornal lançado por um dos maiores e melhores profissionais, o cartunista Jaguar e muito outros intelectuais, não tivesse criado um diálogo de oposição ao Regime.

Criado em 1969, o semanário que imediatamente se tornou um sucesso de público, chegou a atingir a marca de 200 mil exemplares, sendo um dos maiores fenômenos do mercado editorial brasileiro até hoje.
Com muito humor, o jornal tratava de comportamento e até assuntos triviais, mas quando foi instituído o AI-5 e a repressão aumentava cada vez mais, o Pasquim começou a afrontar e passou a ser o porta voz da indignação das pessoas.

Pois é. E é no bucólico SESC IPIRANGA, com curadoria de Zélio Alves Pinto e Fernando Coelho dos Santos, que essa exposição relembra os melhores momentos e comemora o aniversário de 50 anos desse jornal memorável, peculiar e diferente.

Diferentes formatos estão espalhados e que conta essa história super interessante. Logo na entrada, na área de Convivência, que é destinada à Leitura, reúne O SOM DO PASQUIM que são discos de vinil com música lançadas na época. Com fones de ouvido e banquinhos, você poderá ouvir a primeira gravação de "Águas de Março" de Tom Jobim, além de anedotas e piadas de Ronald Golias e Zé Vasconcellos.

Detalhes: são 5 discos de vinil expostos. Porém, no dia da visita, estavam funcionando apenas 2. O restante estavam em manutenção. Espero que tenham arrumado.

Ainda nesse espaço, há uma linha do tempo explicativa com as 50 capas mais interessantes dos 23 anos que o Pasquim existiu.

E, temos mais exposição na parte de fora, em um jardim que eu fiquei completamente apaixonada. Dá para tirar milhões de fotos, mas no dia, estava chovendo muito.
Enfim, nessa parte expositiva estão 33 totens dos jornalistas e colaboradores com uma mini biografia: então, abrace o Jô Soares, converse com o Ziraldo, escute o Jaguar, ouça o Vinícius de Moraes e tantos outros.

Mas, não pense vocês que tudo foram marshmellows e chocolates para eles. Em Novembro de 1970, 11 integrantes do Pasquim foram presos, por voz do regime militar, por causa de uma simples capa; que reproduzia a pintura de Pedro Américo no quadro "Independência ou Morte" com Dom Pedro gritando: EU QUERO MOCOTÓ.

Com linguagem jovial e escrachada, as entrevistas também eram incríveis. Jô Soares também foi perseguido por responder quais eram as mil e uma utilidades de uma cama e a cantora Maria Bethânia também quase foi presa por usar a palavra TESÃO.
Fala sério; vê se isso não é muita falta do que fazer?

E no Galpão da Unidade: uma réplica de uma redação de Jornal exposta, com uma mesa vitrine para olharmos todas as fotos, telefones antigos dos quais a gente pode atender e ouvir história dos integrantes. São curtinhas, cerca de 3 a 4 minutos cada, além de uma máquina de escrever disponível para o público escrever o que quiser.
Confesso que senti uma nostalgia e bem boa e é muito engraçado ver crianças tendo contato pela primeira vez com a máquina.
Pais, levem seus Enzos e suas Valentinas para saberem o que é uma máquina de escrever.

É tão gostoso escutar o barulhinho das máquinas.

Em contrapartida, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, lançou um site dedicado ao semanário, com as 1072 edições digitalizadas. Foi um trabalho de um ano, com a ajuda do Ziraldo e a Associação Brasileira de Imprensa ( ABI) que cederam exemplares para contemplarem essa coleção gigantesca , além de textos produzidos pelos colaboradores do Pasquim e os índices das sessões de jornal.

Aaaaah, eu já tive a oportunidade de pegar o Pasquim nas mãos e me deu uma saudade gostosa. Essa exposição é bem grandinha e aconselho a ter calma para absorver tudo.
Mesmo para quem não é jornalista, vale a pena conferir a história desse jornal que contribuiu e muito para o nosso comportamento, na pior época que o Brasil teve.

Endereço: Rua Bom Pastor, 822 - Ipiranga
Telefone: 11 33402000
Horários: Terças-feiras às Sextas-Feiras: 07h00 às 21h30 // Sábados: Das 10h00 às 21h30 // Domingos: Das 10h00 às 18h30 // Segundas-Feiras: FECHADO
Site: SESC IPIRANGA
GRATUITO
Possui ESTACIONAMENTO
POSSUI WI-FI
ATÉ 12.04.2020

É isso, andarilhos. Essa expo é uma resposta aos tempos horríveis em que estamos vivendo e que precisamos estar atentos, fortes e preparados para isso aqui não vire um Conto da Aia tupiniquim.


Beijos afrontosos e até semana que vem.

VAI VIAJAR?

Você sabia que quando você faz qualquer reserva com um link aqui no blog, o "Somos Andarilhos" ganha uma pequena comissão? Sim, aqui também é trabalho. Obviamente que você não é taxado a mais por isso e com esse presente para você, ainda ajuda o "Somos Andarilhos a se manter de pé e produzir mais conteúdos incríveis e de qualidade! Quer ver mais viagens e lugares maravilhosos por aqui? Então, vamos reservar?



quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

#295 OS 10 MAIORES MICOS E PERRENGUES EM 03 ANOS DE "SOMOS ANDARILHOS". A #1 É ESPETACULAR!!!

Andarilhos da minha vida. Tudo bem com vocês? Vão aprontar bastante?


Hoje o post é um pouquinho diferente. Em vez de indicar algum lugar diferente ou novo, decidi reunir os maiores micos e perrengues que aconteceram nesses 03 anos de "Somos Andarilhos".

Nós dois, eu e o Alex andarilhos somos distraídos, ansiosos e afobados. Sim, é um verdadeiro caos.
Minha mente não é nada certinha e volta e meia vai acontecer alguma coisa errada ou desastrosa.
Isso é fato.

Então, obviamente que os rolês não sairiam normais. Tem muita coisa, de verdade. Mas, reuni os 10 maiores e mais engraçados dos quais lembramos e colocamos aqui.
Já adianto que não foi nada fácil criar a lista.

Aí, aproveita para conhecer esses lugares que foram um mico total por falta de planejamento, distrações ou desobediência.

Bora lá?



10. MUSEU DO JAÇANÃ.

Esse aqui não tem post, não tem foto, não tem nada de nada. Era Dezembro de 2017. Descemos no Metrô Tucuruvi, resolvemos ir a pé até o Jaçanã. Era pós Natal, não tinha absolutamente NADA aberto e achamos uma micro hamburgueria no meio do caminho e resolvemos parar para comer. Foram quase 3 horas andando a pé e chegamos no Museu na parte de trás. Parecia um ferro velho. Descobrimos uma outra parte dele, tocamos campainha, gritamos, batemos palma e nada. Apareceu uma mulher voltando do almoço, dizendo que o Museu estava de férias, que a visita era mediante agendamento e que não era aberto ao público para visitação.
Tivemos que andar tudo de novo até o metrô.


9. SÍTIO DA RESSACA

Imagina ir a um sítio arqueológico de sandália rasteira e um quase vestido? Quem faz trilha de sandália, pelo amor de Deus? Claro que não.
Escorreguei horrores e fui picada por formigas, obviamente.
Mas pensa que melhorou? Claro que não. Apesar da Casa ser incrível e não ter solicitado visita guiada, fiquei mais de 1 hora com um mulher colada em meu pescoço, sem trocar uma palavra comigo.
Foi horrível. O que ela pensou que eu fosse fazer? Roubar os murais que tem ali? Eu, hein?


8. ESPAÇO GARDEN DECORAÇÃO

Não tenho absolutamente NADA a reclamar. Foi um dos melhores lugares que eu conheci em 2019 e certamente, será o meu refúgio para fugir do Carnaval.
Foi um dia bem gostoso e vasculhei muitas coisas legais para comprar. O problema é que a floricultura é em pleno céu aberto e quando deu 5 horas da tarde, começou a chover tanto que tivemos que nos abrigar na loja. Mas não foi uma chuvinha não, foi um dilúvio que nos deixou presos na parte de dentro até às 19h30. É claro que o povo que trabalha lá precisava ir embora. E estávamos sem guarda-chuva. Não imaginava que pudesse chover daquele jeito.
O jeito foi ir embora com capa de chuva improvisada. Todos da loja se mobilizaram a confeccionar duas roupas para nós. Eram sacos de lixo. Tivemos que ficar por mais 2 horas nos protegendo dentro um posto de gasolina.
Até hoje, se lembram da gente.


7. PICO DO JARAGUÁ

Essa aqui já se tornou clássica. O que acontece quando você resolve subir uma montanha de quase 2000 mil metros de All Star? Quem faz trilha de All Star, pelo amor de Deus?
No meu caso, foi na descida. Escorreguei em mini pedregulho bem do safado e torci o joelho esquerdo. Sim, um mês sem andar e com muita dor.


6.PARQUE VÁRZEAS DO TIETÊ


As coisas também acontecem no maior parque linear do mundo. Quando descobri que tinha uma antiga casa de fazenda do século 17 perto da casa do andarilho, pirei. Isso foi no meio de 2018. Os tapumes estavam lá para que a casa fosse restaurada e relatos diziam que iria ser logo. Fiquei muuuuuito ansiosa.
Corta para a Jornada do Patrimônio/2019. Vi os totens no Metrô Tatuapé, dizendo que iria rolar visitas guiadas e tudo o mais. Fiquei muito feliz. Mais de um ano de espera e finalmente iria conhecer o casarão rosa que eu tinha me apaixonado.
Fuén. Cheguei lá e nenhum tapume havia sido retirado, nenhum restauro havia sido feito e nem sinal ou indício de que alguma coisa iria ser feita ali, futuramente. Propaganda enganosa total. Frustração completa.

5.CENTRO DE MEMÓRIA DO BIXIGA



Acho que nunca me senti tão mal na minha vida. O relato completo está nesse post aqui em cima.

Me senti curiosa, invasiva e mais um monte de sensações horríveis que eu não consigo explicar até hoje.
Era sábado, Copa da Mundo e quer saber mais? Clica no link.




4. CAPELA DA PUC

Ou o dia em que fui expulsa da Igreja. A Igreja é maravilhosa por dentro e por fora. Pode tirar fotos da fachada, mas não pode tirar fotos dos lado de dentro.
Eu não consigo ouvir um não direito, então, fui lá me aventurar.
O segurança, um baixinho de boca torta, já tinha me avisado que não era para fotografar.
Entrei na parte de dentro com a intenção de tirar pelo celular. Erradíssimo, eu sei. Mas, foi o que eu fiz.
O cara da faxina foi me dedurar, o segurança quase arranca o celular da minha mão e me solta um "TÁ PENSANDO QUE EU SOU TROUXA?" do alto do seu 1.60 e saímos correndo de lá, literalmente.

3. SHOPPING INTERNACIONAL DE GUARULHOS

O próprio post explica tudo o que aconteceu. Isso aqui o que aconteceu é surreal.


2. MACEIÓ

Imagina uma viagem que deu tudo errado? Principalmente na hora de voltar para casa. Onde já se viu, esquecer de olhar o dia de retorno e viver como se não houvesse o amanhã?
Resultado: perdemos dinheiro, perdemos reserva e gastamos um dia inteiro numa agência de viagens para resolver a volta para casa e pagamos 2000 reais completamente à toa, numa passagem de ida.
Sem contar que nessa viagem não deu praia em nenhum dia. Não fez sol.
A única coisa boa foi o hotel. Mais nada.


1.PARQUE ECOLÓGICO DO TIETÊ


Micão. Fui ao parque pela primeira vez e achei gigantesco. Li que tinha quatis. E muito que bem... estava doida para ver, já que nunca tinha visto um pessoalmente.
Desejo realizado. Vi um reunião de uns 10 juntos, brincando. Os 10 perceberam minha presença e chegaram perto.
Um deles, se aproximou ainda mais. Talvez por eu estar com a câmera no pescoço.
Não sei o que deu em mim ou o que deu nele, saí correndo e sim, ele foi atrás de mim. Metade do parque simplesmente parou para ver a perseguição assassina. Até que eu cansei, ele cansou e não houveram registros em vídeo.
O Andarilho ficou tão chocado com o que viu que não teve como filmar.
Situação vexatória, absurda e que eu dou risada até hoje. Mico total.



Pois então, é isso. Ficamos por aqui com os maiores desastres nesses anos de "Somos Andarilhos" e espero que tenham se divertido.
E aí, quais são os seus?



VAI VIAJAR?

Você sabia que quando você faz qualquer reserva com um link aqui no blog, o "Somos Andarilhos" ganha uma pequena comissão? Sim, aqui também é trabalho. Obviamente que você não é taxado a mais por isso e com esse presente para você, ainda ajuda o "Somos Andarilhos a se manter de pé e produzir mais conteúdos incríveis e de qualidade! Quer ver mais viagens e lugares maravilhosos por aqui? Então, vamos reservar?



Beijos desastrosos e até sábado.


sábado, 11 de janeiro de 2020

#293 CENTRO CULTURAL COREANO NO BRASIL + EXPOSIÇÃO: WEBTOONS

Hello, andarilhos. Vocês estão bem? Estão se programando para o fim de semana?


Vocês bem sabem que um dos meus maiores sonhos é vagar por esse mundão, sem hora para voltar. Enquanto isso não acontece, o jeito é viajar sem sair de sua cidade. E nada melhor do que São Paulo para fazer isso.

Vamos conhecer o CENTRO CULTURAL COREANO NO BRASIL e conferir a EXPOSIÇÃO: WEBTOONS?


O CENTRO CULTURAL...


Fundado em 2013, em outro endereço, o Centro Cultural Coreano chegou aqui com o intuito de divulgar a cultura coreana e estreitar laços entre Brasil/Coreia.
São 900 metros quadrados no primeiro andar de um edifício. Seria mais um prédio entre tantos na imensidão da Avenida Paulista e até poderia passar desapercebido, se não fosse pela obra de arte; uma estátua intitulada "Greeting Man" do artista Yoo Young Hoo nos saudando, que simboliza paz e harmonia.

Logo que entramos, a atmosfera muda e já percebemos que não estamos mais no Brasil, no sentido figurado. É um espaço com capacidade para 100 lugares, além de espaço para exposições e a cozinha, onde são administradas aulas de cozinha coreana. Será que é boa? Provei a comida taiwanesa ali na Liberdade e amei!

Já no 2o andar, está a Biblioteca e aqui eu simplesmente pirei. Ainda não existe livros em português, mas ver uma estante cheia de livros é a coisa mais linda do mundo.
E a decoração ainda é muito incrível.
Para ser ainda tudo muito maravilhoso, esse espaço conta com uma estrutura digital única que além da biblioteca, possui 3 salas de aula onde se pode aprender coreano e descobrir mais sobre a cultura, o estilo de vida, a vestimenta, curiosidades sobre o país, religião, esporte, como era a vida antigamente e até podemos ver como eram as construções arquitetônicas de antigas dinastias.
E para brisar um pouco, tem um espaço digital onde você pode aprender a escrever seu nome em coreano.
Tudo isso por meio de tela touch screen. Mais moderno que isso, só dois disso. É muito bom!

E mesmo sem conseguir uma passagem pela Coréia, você pode viajar através de um óculos de realidade virtual, em todos os pontos turísticos lindíssimos. Pode não ser a mesma coisa do que estar lá, mas já é algum caminho andado.


ENFIM, VAMOS A EXPOSIÇÃO "WEBTOONS":

Diferente dos mangás japoneses, webtoon é um termo para designar webcomics. Praticamente, é quase a mesma coisa, mas os desenhos são animações onlines e coloridas.
Eles fazem um sucesso estrondoso na Coreia e tem até vários aplicativos para que você possa consumir as histórias: um deles é o Line Webtoon que pode ser acessado gratuitamente.

Os webtoons estão crescendo mundão afora, ganhando cada vez mais fãs e adeptos. O mangá que se cuide, mas acho que os webtoons são mais fofinhos.
E tem de diversos gêneros como: comédia, romance, ficção, terror e fantasia.

A exposição é pequena: são 10 tablets explicando cada categoria. E, para quem não tem ideia do que possa ser, um exemplo é uma das menininhas mais fofas dos desenhos: a PUCCA, de 2006.
Quem é andarilho velhinho, certamente conhece ou já assistiu alguma coisa. É uma samurai apaixonada por um menino, o Garu, que também gosta dela, mas se faz de difícil e vive fugindo dela.
É uma gracinha.
Dá para saber bastante e ficamos na exposição, por mais ou menos, uns 40/45 minutos. Dá para tirar fotos a vontade e saber mais desse Universo que é tão legal quanto o mangá.


Ah, e sugiro que comece a vista pela exposição primeiro e depois suba para a biblioteca. É muito mais fácil.
Tire bastante fotos e se divirta!

Curtiu? É uma delícia passar o dia entrando em contato com uma cultura tão diferente de você.

Endereço: Avenida Paulista, 460 - Metrô Trianon/MASP
Telefone: 11 2893 1098
Horários: Segundas-Feiras Às Sextas-Feiras: Das 10h00 às 17h00 // Sábados: Das 10h00 às 13h00 // Domingos: FECHADO
Site: CENTRO CULTURAL COREANO
E-mail: contato@kccbrasil.com.br
GRATUITO
SEM ESTACIONAMENTO
Exposição: Até 08 de Fevereiro de 2020
Piso Tátil // Ar condicionado // Banheiro adaptado// Rampas de Acesso.

Ficamos por aqui, andarilhos. Nada melhor do que passar um dia animado, diferente e rolê na Avenida Paulista nunca é ruim.
O que está esperando?

Beijos orientais e até quinta que vem!


VAI VIAJAR?

Você sabia que quando você faz qualquer reserva com um link aqui no blog, o "Somos Andarilhos" ganha uma pequena comissão? Sim, aqui também é trabalho. Obviamente que você não é taxado a mais por isso e com esse presente para você, ainda ajuda o "Somos Andarilhos a se manter de pé e produzir mais conteúdos incríveis e de qualidade! Quer ver mais viagens e lugares maravilhosos por aqui? Então, vamos reservar?






quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

3 ANOS DE BLOG: CASA DA DONA YAYÁ

HELLO, ANDARILHOS! FELIZ ANO NOVOOOOO!

Que saudades que eu estava e mais feliz ainda por comemorar 3 ANOS DE "SOMOS ANDARILHOS".
NEM ACREDITO QUE CHEGAMOS TÃO LONGE!!!

São cerca de 300 lugares incríveis para passar um dia maravilhoso com a família, os amigos, o mozão e até mesmo sozinho.
Caraca! 300 lugares? É muita coisa!

E se vocês permitirem, serão mais. Bem mais? Quem sabe logo mais, não rola uma viagem para a gringa?
Veremos.

Enquanto não acontece, vamos ao primeiro lugar de 2020.

Vocês curtem lendas urbanas? Daquelas tipo Loira do Banheiro, ET de Varginha, ET Bilú, Chupa Cabra, entre outros?
Pois é, apesar comemorarmos o terceiro ano de blog, o lugar de hoje carrega muita dor e tristeza. E, como eu ainda não o conhecia, me apaixonei logo de cara, decidi que esse seria o post de aniversário.

Vamos conhecer a CASA DA DONA YAYÁ? 

Localizado no Bixiga, esse casarão construído no século 19 e de estilo arquitetônico eclético (vários estilos em um só), é considerado um dos sobreviventes ao cinturão de chácaras que existiam em São Paulo, principalmente na Região Central.
Uma pena ter sobrado tão poucos para contar nossa história.

Esse casarão surgiu em 1888 ( não existe registros anteriores a esse ano) e pertenceu a 3 homens em anos distintos até 1920.
Dos homens não irei falar. Acredito que não eles não foram relevantes.

A partir de 1920, o casarão pertenceu a SEBASTIANA DE MELO FREIRE. E sim, essa sim foi um MULHERÃO DA P**** TODA. E é aqui, que começa a nossa história.

Mas, primeiro de tudo:

QUEM FOI SEBASTIANA DE MELO FREIRE?

Nascida em Mogi das Cruzes, em Janeiro de 1887, foi filha de um importante fazendeiro político
Retirado do site SP CITY. Yayá com toda a família.
 brasileiro; o Senador da Primeira República, Manuel de Almeida de Melo Freire.

Então, já devem imaginar como eram ricaços, não é? Mas, como desgraça acontece com qualquer um, a vida já ia mostrar para essa menina que nada era fácil.
Apelidada carinhosamente de Yayá por seus parentes, ela perdeu a sua irmã que tinha 3 anos de idade asfixiada com uma porca desenroscada em seu berço. Pouco tempo depois, perdeu a sua outra irmã, vítima de tétano.

E para piorar tudo, ela perde os pais, com 2 dias de diferença. Tudo isso aos 13 anos de idade. Então, sobrou ela e mais um irmão que foram obrigados a terem um tutor: Albuquerque Lins, futuro prefeito da cidade de São Paulo e que foi recomendado por testamento feito por seu pai.

E assim, vão para um colégio particular, o SION e aprendem a falar francês, piano e pintura. 5 anos depois, seu irmão, que tinha comportamentos depressivos e suicidas, se jogou de um navio a caminho de Buenos Aires, com apenas 23 anos, morrendo afogado.

Então, a nossa princesa cheia de personalidade, aos 18 anos, passou a ser a única herdeira do patrimônio de sua família.

Apesar de toda a tristeza, Yayá estava tentando manter uma vida normal. Ela era independente, promovia saraus e recebia muitos artistas em sua casa.
Quem convivia com ela, iria dizer que ela era religiosa, alegre e festeira.
Muito à frente do seu tempo, Yayá não quis se casar. Achava que todos os garotos se aproximavam dela por interesse no dinheiro e não por amor.
Era uma afronta à sociedade, já que essa época, mulher só servia para ser esposa e mãe. Mais nada.

Pois bem, depois de um tratamento dentário que houve complicações e uma viagem à Europa com as amigas do qual, ela contraiu a gripe espanhola e sua vida jamais voltaria ser a mesma.

Foi a partir daí que ela também começou a apresentar demência. Aos 31 anos, começou a redigir o seu próprio testamento e distribuiu jóias para os empregados. Um ano mais tarde, foi internada por tentar o suicídio e dizia que estava sendo perseguida.

Seu diagnóstico? Psicose Esquizofrênica. Mesmo sendo tratada pelos melhores médicos da época, a doença só avançava.

Yayá foi interditada, já que não apresentava mais o seu juízo perfeito. Nas piores crises, jogava-se na parede, rasgava suas roupas, se auto flagelava com qualquer objeto que encontrasse, embalava um filho que nunca existiu e outras coisas mais.
Então, surgiram parentes de todo canto para "tomar conta" de sua fortuna. Seus familiares compraram o casarão do Bixiga, onde ela viveu isolada por 36 anos e se tornou o seu manicômio particular, adequado para todas as suas necessidades, porém sem ter contato nenhum com o mundo externo.

Foi um escândalo na época, pois seus parentes entraram na Justiça para tomar esse dinheiro e que nunca saiu das mãos dela, já que ela acabou vivendo mais do que todos eles.
Mesmo assim, teve uma vida longa. Morreu aos 76 anos por uma insuficiência cardíaca.
E como não teve herdeiros, todos os seus bens ( imóveis, terrenos, dinheiro em conta, títulos e muito mais ), foram para o Governo e adquiridos pela USP.


ENFIM, O CASARÃO!

E, desde 1986, o Casarão é administrado pelo Centro de Preservação Cultural da USP com uma extensa programação universitária e cultural como cursos, oficinas, palestras, exposições e debates sobre o nosso Patrimônio. Tudo isso, além de oferecer estágios para estudantes de ciências humanas.
Em 2016, o Casarão foi fechado para reforma para que pudesse ser colocados aparatos de acessibilidade. 
São 13 cômodos que dá para andar livremente, sendo que 4 são apenas para uso interno.

Realmente, o lugar é coisa mais linda, o jardim é belíssimo, quase não vai muita gente e ali é super tranquilo. É perfeito para tirar suas fotos blogueirísticas.
Sem contar que andar pelo Bixiga é algo de outro mundo. É uma delícia.

Acho que vale sim, muito a pena passar uma tarde na casa, em um ambiente que ganhou até prêmio no IPHAN pela categoria de Preservação do Patrimônio Cultural e que foi tombada em 1998 pelo Estado e pelo Município em 2002.

E se recordam do que falei acima, sobre lendas urbanas? Pois é. Para instigar ainda mais a galera, esse rolê é considerado mal assombrado. E porque?

Os moradores dizem, que, volta e meia, é possível escutar os gritos de Yayá e de tempos em tempos, ela aparece na janela pedindo ajuda. E, que mesmo passado, mais de 100 anos de sua morte, também é possível vê-la vagando de branco pelas ruas, embalando um bebê inexistente.
Eu, hein? Tem coragem?
Eu tive!

Pois então, curtiram? Essa casa é a prova viva de como a loucura era tratada no século XIX. Imagina você ter uma infância completamente normal e daí, sua vida fica de cabeça para baixo e de uma hora para outra, se torna orfã e completamente desprovida de suas faculdades mentais, sendo impedida de olhar a cara da rua e sem contato com outras pessoas.
Triste, não?


Endereço: Rua Major Diogo, 353 - Bela Vista
Telefone: 11 2648-1501
Horários: Segundas-Feiras às Sextas-Feiras: 09h00 às 17h00 // Sábados e Domingos: FECHADO
Site: CENTRO DE PRESERVAÇÃO CULTURAL
E-mail: cpcadm@usp.com.br // cpcpublic@usp.br
GRATUITO
NÃO TEM ESTACIONAMENTO


Ficamos por aqui, andarilhos. Vida longa ao Somos Andarilhos e espero ter muitos passeios em 2020.
Muito obrigada por tudo!

Beijos festivos e até sábado!



VAI VIAJAR?

Você sabia que quando você faz qualquer reserva com um link aqui no blog, o "Somos Andarilhos" ganha uma pequena comissão? Sim, aqui também é trabalho. Obviamente que você não é taxado a mais por isso e com esse presente para você, ainda ajuda o "Somos Andarilhos a se manter de pé e produzir mais conteúdos incríveis e de qualidade! Quer ver mais viagens e lugares maravilhosos por aqui? Então, vamos reservar?


sábado, 21 de dezembro de 2019

#292 PALÁCIO DOS CORREIOS + EXPOSIÇÃO: A ARTE MILENAR DA UCRÂNIA

Hello, andarilhos. Tudo bem? E, chegamos ao último post de 2019.


Considero o lugar de hoje, um dos mais bonitos que São Paulo tem. Eu ia postar somente no aniversário do blog, mas por causa das 4 exposições que estão rolando, não tem como.
Será o último post desse ano.

Bora conhecer o CENTRO CULTURAL DOS CORREIOS e visitar a exposição que eu mais gostei: A ARTE MILENAR DA UCRÂNIA?


UM BREVE HISTÓRICO...

Localizado no Vale do Anhangabaú, na área do antigo Hospital Militar e Mercado São João, o Palácios dos Correios foi projetado pelo escritório do arquiteto Ramos de Azevedo ( o mesmo da Casa das Rosas, Pinacoteca, Mercadão de São Paulo, entre outros ) e construído pelos arquitetos Domiziano Rossi e Felisberto Ranzini.

Pois bem, São Paulo estava em pleno crescimento, com a chegada das linhas de ferro, café, coisa e tal...
O presidente da República na época, Venceslau Bráz achou que era necessária a construção de um Correio, devido o aumento de demanda de cartas, telégrafos e postais.

Seu lançamento foi em 1920, com seu estilo eclético ( vários tipos de arquitetura, mas contém linhas neoclássicas e influências renascentistas) e contou com a ilustre presença do rei Alberto I da Bélgica. Pensa que somos pouca porcaria? Somos muita porcaria...
Mas, a inauguração oficial foi em 1922 como parte do Centenário da Independência do Brasil.

Já na década de 1970, as funções administrativas passaram a ser em outro lugar, na Vila Leopoldina, zona Oeste e ali, ficou a cargo dos serviços de postagem e ainda nessa década, passou por uma reforma intensa como instalação de elevadores, parte de limpeza da área externa do prédio e rebaixamento do forro.

Em 2005, iniciou-se uma grande restauração no prédio para valorizar o Centro Histórico de São Paulo e abrigar um futuro Centro Cultural nos andares superiores, dando ênfase a jovens artistas em começo de carreira a nomes mais renomados
As características originais foram mantidas e também criou -se a Sala Filatélica para atendimento de colecionadores de selos. Infelizmente, não consegui entrar.

E, diante disso... vamos a exposição que mais chamou a minha atenção:

A ARTE MILENAR DA UCRÂNIA...

Nunca fui para fora do Brasil. Então, sempre que dá, pesquiso outras culturas que é uma forma de viajar por aqui também.
E a Ucrânia é um desses sonhos a serem conquistados.

E essa exposição me marcou muito. A parte cultural é ótimo: de pessankas ( que são ovinhos desenhados e que são trocados como presentes) à tradição de oferecer pão e sol a um deus pagão, essa mostra comemora os 27 anos da independência ucraniana e os 127 anos da imigração.
Após muitas escavações arqueológicas, descobriram que há mais de 3000 anos, essa tradição existe. Cada ovinho tem uma cor e cada cor tem significados diferentes.

Ali, você irá encontrar muitas fotos pessoais, roupas típicas, instrumentos musicais, livros, mapas, tapetes, tecidos e muitos outros.
A Ucrânia se tornou o 3o maior exportador de grãos da Europa ( apesar de eu achar que já tem um pé na Ásia, a cultura ucraniana tem linguagem própria, voz e tem símbolos únicos como de prosperidade, paz e saúde.

A exposição não é grande e dá para ver tudo em 40 minutos. Enquanto a parte cultural, onde reuniu todas as lendas, folclores e objetos que traduz a essência do povo, a parte política/história achei extremamente tendenciosa e sensacionalista.
Primeiro, que não consegui enxergar fontes de onde foram tiradas as informações. É bem esquisito. Quem não entende de história ou quem nunca viu nada parecido, vai tomar aquilo como verdade absoluta e não é legal.

Depois que você sair da exposição, aproveite para ler mais sobre o que aconteceu com Ucrânia de outras fontes. É sempre bom saber mais antes de tirar qualquer partido, ok?

Bom, espero que gostem.

Endereço: Rua Pedro Lessa, s/n - Vale do Anhagabaú - Centro Histórico de São Paulo
Telefone: 11 30030100
Horários:  Segundas-Feiras às Sextas-Feiras: Das 09h00 às 17h00 // Finais de Semana : FECHADO
Site: CENTRO CULTURAL DOS CORREIOS SP
Email: centroculturalsp@correios.com.br
NÃO POSSUI ESTACIONAMENTO
GRATUITO
Até 07.01.2020
Elevadores e banheiros adaptados a pessoas com dificuldade de locomoção.


VAI VIAJAR?

Você sabia que quando você faz qualquer reserva com um link aqui no blog, o "Somos Andarilhos" ganha uma pequena comissão? Sim, aqui também é trabalho. Obviamente que você não é taxado a mais por isso e com esse presente para você, ainda ajuda o "Somos Andarilhos a se manter de pé e produzir mais conteúdos incríveis e de qualidade! Quer ver mais viagens por aqui? Então, vamos reservar?


Bom, ficamos por aqui e quero agradecer IMENSAMENTE pela companhia nesse 2019. O blog sairá de férias e voltará dia 09.01.2020, com muitas novidades.
Obrigada pela paciência, pela confiança e por me acompanhar. Isso é muito importante para mim.

Bom Natal e um Próspero Ano Novo!
Sejam felizes!

Beijos festivos e até ano que vem.


quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

#291 CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL + EXPOSIÇÃO: CHIHARU SHIOTA- LINHAS DA VIDA

Hello, andarilhos! Tudo bem com vocês? Onde vão passar o Reveillón?


Chegamos a última semana de "Somos Andarilhos" de 2019 e a andarilha aqui precisa descansar. Passear é trabalho e também descanso.

Não vou me alongar muito, mas é certo de uma coisa eu sei. Sim, você precisa visitar a nova exposição do CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL que traz a EXPOSIÇÃO: CHIHARU SHIOTA - LINHAS DA VIDA.

Qual é o sentido da vida? Ela tem algum sentido? Precisa ter?

Pois é basicamente isso, que essa japonesa, Chiharu Shiota, nascida em Osaka no Japão e morando na Alemanha há 13 anos, nos conta.
Com curadoria de Teresa de Arruda, o Centro Cultural Banco do Brasil, em parceria com a JAPAN HOUSE apresenta mais de 70 obras que compõe a mostra retrospectiva "Linhas da Vida" que apresenta o o começo de sua carreira, lá em 1994 até os dias de hoje.

São 4 andares de algo intrínseco, introspectivo e muito pessoal. Ela utiliza de objetos cotidianos como: chaves, papéis, vestuário, cartas, pinturas, entre outros para fazer com que o visitante reflita sobre memória, o propósito ou o que fazemos com a nossa vida.

Um exemplo é a instalação inédita "Dois Barcos, Um Destino" (2019), duas carcaças de barco feitos de ferro e tiras de feltro. São centenas de linhas pretas adornando os barquinhos.
Uma alusão, a uma metáfora de que muitos querem controlar o rumo da vida. Em minha opinião, até dá por um momento, depois é só deixar esse barquinho seguir o seu curso. Não adianta brigar com o vento. É inútil.
Essa instalação é bem soturna e forte. É quase como se você saísse de um pesadelo ou de um sonho muito surreal.

Outra instalação maravilhosa é "Além da Memória" que dá para ver de todos os andares. São mais de 1000 papéis em branco. É um emaranhado de linhas e papéis onde ( pelo menos, eu) entendemos que cada ser humano tem o seu espaço a sua história e o seu propósito. Que ninguém é mais do que ninguém.

Chiharu é sublime e tem características muito peculiares. Assim, como muitos artistas, ela também sofreu uma espécie de bloqueio criativo. Tem alguns momentos da vida e da profissão que muitas vezes nos perguntamos se é isso mesmo que queremos e por ora, nada basta. E foi o que aconteceu: ela não se sentia conectada e entrelaçada com o seu Universo e parou de pintar.
Quer dizer, tentou pintar mais uma vez, quando a tinta que usava em uma de suas obras, queimou a sua pele. Sobrou resquícios de tinta para mais alguns meses ate sair tudo completamente.

E lá se foram 20 anos sem pintar e criar. Chiharu também teve complicações de saúde que quase impediram da artista engravidar. Quase, por que ela teve uma filha depois.
Chiharu é uma sobrevivente e persistente. Suas obras falam por si. Sua genialidade é algo único.
Eu adoro artistas cujas obras podem ser interpretadas de diversas maneiras. Acho que isso é a função da arte.
Cada um recebe a sua maneira e interpreta de acordo com a sua vivência e experiência. E isso é lindo.

Mais uma artista que eu não conhecia e que me apaixonei profundamente. E, acredito que você também se apaixonará.

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 - Centro Histórico de São Paulo
Telefone: 11 31133651
Horários: Quartas-Feiras aos Domingos: Das 09h00 Às 21h00 // Terças-Feiras: FECHADO
Site: CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL - SÃO PAULO
E-mail: ccbbsp@bb.com.br
POSSUI WI-FI
POSSUI CAFÉ
NÃO POSSUI ESTACIONAMENTO
GRATUITO
ATÉ 27.01.2020

That's all, andarilhos! Penúltimo passeio de 2019, as férias estão aí e nada melhor do que ir nessa exposição de uma oriental completamente profundas.


VAI VIAJAR?

Você sabia que quando você faz qualquer reserva com um link aqui no blog, o "Somos Andarilhos" ganha uma pequena comissão? Sim, aqui também é trabalho. Obviamente que você não é taxado a mais por isso e com esse presente para você, ainda ajuda o "Somos Andarilhos a se manter de pé e produzir mais conteúdos incríveis e de qualidade! Quer ver mais viagens por aqui? Então, vamos reservar?



Beijos reflexivos e até sábado.


sábado, 14 de dezembro de 2019

#290 PARQUE LINEAR MONGAGUÁ - FRANCISCO MENEGOLO: CONHEÇA A HISTÓRIA DESSE ITALIANO INESQUECÍVEL

Hello, andarilhos. Vocês estão bem? Muito bom ter vocês por aqui.


Que eu virei a louca dos parques, quem me acompanha aqui sabe. São mais de 100 e eu ainda nem cheguei na metade. Zerar parques? Meu Deus, claro que não dá. Será que dá?
Se eu fosse em um todos os dias, quem sabe?

Bom, o lugar de hoje foi totalmente por acaso que eu conheci. Foi dentro do busão passando depois da 1a visita ao Beco do Hulk, que eu já falei por aqui. Clica no link: BECO DO HULK.

Daí, fui chamada para uma segunda visita ao Beco e pensei; é hora de ir. Que tal passar um dia PARQUE LINEAR MONGAGUÁ - FRANCISCO MENEGOLO?


Mas, primeiro de tudo, QUE TAL CONHECER A HISTÓRIA DESSE ITALIANO INESQUECÍVEL:

QUEM FOI FRANCISCO MENEGOLO?

Frncisco Menegolo foi um imigrante italiano nascido em março de 1894. Esse ariano de sangue quente, chegou no Brasil, casado, com 3 filhos e fixou residência aqui na Zona Leste, em Ermelino Mattarazzo em 1941. Trabalhou para ninguém mais, ninguém menos para Francisco Mattarazzo ( aquele mesmo que morou no Parque do Piqueri. Clica aqui: PARQUE DO PIQUERI). Francisco era mecânico, chamou a atenção do Ciccilo que convidou para trabalhar na empresa. Era um operário que ficou na montagem e na manutenção das máquinas da companhia. Com a ajuda do patrão, Francisco comprou alguns lotes e sabemos que seus netos e bisnetos ainda moram no bairro.

Sem querer, se tornou um ativista e lutava por melhorias em seu bairro. O Chiquinho e sua esposa, Laura realizavam festas de São João que, segundo os moradores, eram memoráveis e muito frequentados por pessoas de outro bairro.

E foi assim, que se tornou membro da Sociedade Amigos do Bairro onde lutou por melhorias, como luz elétrica, transporte, asfalto, construção da Igreja São Francisco de Assis e várias outras coisas. Ele era quase um Walter Taverna, aquele senhorzinho que eu conheci e que é dono do Centro de Memória do Bixiga. Clica aqui também: CENTRO DE MEMÓRIA DO BIXIGA.

E assim foi, uma pessoa ativa e divertida, que fez tudo em nome das pessoas em seu bairro, até o dia de sua morte em janeiro de 1958, aos 63 anos. Muito, muito jovem.
Até que virou nome de rua na década de 1980 e por questões burocráticas, a placa da homenagem foi tirada e sua neta guarda esse presente em casa até hoje.

O PARQUE...


Inaugurado em 28 de Maio de 2011 e criado para garantir a área de preservação permanente do Córrego Mongaguá ( por isso, o nome do parque ) e também drenar a região, o parque se apropriou da área para memorizar o curso dágua.

São 2 km de extensão, com uma parceria entre a Prefeitura e Sabesp garantindo a área de preservação desse afluente. E, com a ação do vereador Chico Macena, a família conseguiu que o governo acrescentasse o nome do Francisco Menegolo no parque, em homenagem a esse homem que fez tanto pelo bairro.

Então, são 8 anos de uma área de lazer onde os moradores do bairro buscam fugir de estresse e conseguir descansar em meio a uma área bem verde.
Sim, o parque é uma gracinha e a fauna e flora são bem presentes. Ao ficar ali, você pode ver pardais, bem-te-vi, sabiá-laranjeira, bico de lacre e outras aves.
E você pode descansar no meio de árvores como jambeiro, bambus, cacto-rosa e até espécies em extinção como pinheiro-do-paraná.
São mais de 109 espécies de árvores de tudo que é jeito, enfeitando esse parque super diferente.

Sim, conseguimos descansar nele e pode deitar na grama, se quiser. Há aparelhos de ginástica, um mini labirinto, bancos para jogar xadrez, bancos parar ler um pouco, quadras poliesportivas, sanitários, rampas de acesso para cadeirantes, trilha de corrida e até uma ponte diferentona para tirar fotos. É nessa ponte que embaixo dela fica o córrego. Sim, infelizmente está sujo e é mais um a caso de descaso do poder público. Mas isso é assunto para outro post e não, o córrego sujo NÃO te atrapalhará em nada. Pode confiar! O parque fica no meio de uma rua bem movimentada e em seu entorno tem muita coisa bacana. Se sentir fome, você irá encontrar: lanchonetes, padarias, restaurantes e sorveterias. Também tem lojas de roupas, igrejas, mecânicos e muito mais.

Ah, eu curti o parque e me surpreendeu muito. Achei um gracinha e dá para perder ou ganhar algumas horinhas ali para descansar.

Estão vendo o que é exercitar o olhar? Eu estava de ônibus e percebi esse parque que parecia ser muito incrível à primeira vista.
Dei uma chance e não me arrependi. Adoro descobrir esses parques tão distantes para uns.
São Paulo não é só Ibirapuera não.

Endereço: Rua Professor Antonio de Castro Lopes, 90 - Ermelino Matarazzo
Telefone: 11 22141892
Horários: Aberto 24 horas diariamente
SEM SITE
NÃO POSSUI ESTACIONAMENTO
GRATUITO

That's all, andarilhos! É muito bom conhecer esses lugares tão afastados do Centro. Vá sem preconceitos, pegue seu doguinho, chama a família, seu crush ou seus amigos e passe uma tarde mega feliz!


Beijos voluntários e até quinta que vem


#294 SESC IPIRANGA + EXPOSIÇÃO: O PASQUIM - 50 ANOS

Hello, andarilhos. Tudo bem com vocês? O que vão aprontar nesse fim de semana? Existe coisa melhor do que a liberdade? Liberdade de expre...