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sábado, 17 de outubro de 2020

FASE VERDE EM SÃO PAULO: A REABERTURA DE MUSEUS E CENTROS CULTURAIS

Olá, andarilhos. Tudo bem com vocês?



Depois de 7 longos meses devido a quarentena por causa do Corona Vírus, foi anunciada a fase verde em São Paulo. Ou seja, após uma longa espera e ansiedade, começou nessa semana a reabertura de museus e centros culturais na cidade.

Reuni um compilado de todos os museus da cidade e do Estado, com sua data de abertura e horários em sua programação:


CENTRO
Reabertura: 15/10/2020 com entrada gratuita até dia 23/10/2020 e mediante agendamento.
Horários: Todos os dias: 14h - 20h
Site: PINA
Reabertura: 15/10/2020
Horários: Capacidade de 480 lugares. Visita monitorada mediante agendamento.

Reabertura: 15/10/2020 
Horários: 4as às 2as: 10h - 17h30

Reabertura: 21/10/2020
Horários: 4as aos Dom
ingos: 10h - 16h Somente com agendamento prévio, 10 grupos de pessoas a cada 10 minutos e a visita será de 1h50.

Reabertura: 16/10/2020

Reabertura: 16/10/2020
Horários: 10h às 16h

Reabertura: 13/10/2020
Horários: 2as às 6as: 11h às 15h

Reabertura: 16/10/2020
Horários: 12h - 18h

Reabertura: 16/10/2020
Horários: 4as aos Domingos: 09h - 17h

Reabertura: Agendamento prévio pelo site

Sessão Circulante ainda fechada ao público 






ZONA SUL

Reabertura: 20/10/2020
Horários: 11h - 17h

ZONA NORTE

Reabertura: 16/10/2020
Horários: 2as às 6as: Das 11 às 15h
25% da capacidade de público


ZONA LESTE 

Reabertura: 22/10/2020
Horários: 5as Domingos: 11h - 17h (bilheteria até 16h) - 1 hora de visitação, 40 visitantes a cada meia hora, cafeteria fechada e uso de máscaras durante todo o trajeto.

ZONA OESTE
MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA
Reabertura: 13/10/2020
Horários: 11h - 15h
Site: MEMORIAL

MIS - MUSEU DA IMAGEM E DO SOM
Reabertura: 16/10/2020
Horários: 6as aos Domingos: 12h - 18h - compras de ingresso somente online, obrigatório o uso da máscara e atrasos superior a 15 minutos não serão permitidos.

MUSEU DO FUTEBOL
Reabertura: 15/10/2020 - Somente mediante agendamento e visitas com grandes grupos estão suspensas. São 10 visitantes por vês a cada 25 minutos
Horários: 5as aos Domingos: 15h - 19h 
Site: MUSEU DO FUTEBOL
MUSEU DA CASA BRASILEIRA
Reabertura: 16/10/2020
Horários: 3as aos Domingos: 11h - 15h. Compra de ingresso somente online, 25 pessoas por vez e uso de máscaras os tempo todo.
Site: MUSEU DA CASA BRASILEIRA
    Reabertura: 01/11/2020
      THEATRO SÃO PEDRO
      Horários: 17h
      Reabertura: 14/10/2020
        CASA GUILHERME DE ALMEIDA
        Horários: 12h - 16h - com ficha de agendamento
        Site: RETOMADA CASA GUILHERME DE ALMEIDA

        Reabertura: 14/10/2020
        Horários: 4as aos Sábados: 12h-16h mediante agendamento, 4 pessoas por hora e uso de máscara contínuo

        Reabertura: 16/10/2020
        Horários: 2as às 6as 11h - 15h
        25% da capacidade de público

        AVENIDA PAULISTA

        Reabertura: 13/10/2020 
        Horários: 3as às 6as: 13h-19h // Sábados e Domingos:10h - 16h
        Site: MASP
        Reabertura: 13/10/2020
        Horários: 3as às 6as: 12h-16h // Sábados, Domingos e Feriados: 13h - 16h

        Reabertura: 
        Horários: 3as às 6as: 13h-19h // Sábados, Domingos e Feriados: 10h - 16h
        Site: ITAÚ CULTURAL mediante 
        agendamento


        Reabertura: 14/10/2020
        Horários: 4as aos Sábados: 12h - 16h mediante agendamento e 10 pessoas por hora

        Reabertura: 15/10/2020
        Horários: 5as aos Domingos: 13h - 17h
        Agendamento obrigatório e grupos familiares de até 4 pessoas.

        Reabertura: 20/10/2020
        Horários: 3as aos Domingos: 11h -17h


        Acredito que seja isso. Espero que vocês se divirtam muito, com toda a segurança possível. Usem máscaras o tempo todo, usem e abusem do álcool em gel, evite ficar perto de pessoas e tomem banho ao chegar em casa.

        quarta-feira, 21 de junho de 2017

        #40 MUSEU DA CASA BRASILEIRA

        Salve, salve, andarilhos! Como vocês estão? E informo que a partir de agora, as postagens terão dias fixos: A partir da semana que vem será toda quinta-feira e aos sábados, ok? É só esperar que as postagens chegarão nos dias certos. Ainda não defini os horários.

        Bom, eu já disse por aqui que eu sou alucinada por museus. Eu gosto mesmo, me divirto e passo horas dentro de um. Um pena quem diz que é coisa de velho e quem não consegue achar graça. Liberte a mente, ok? Conhecimento é tudo e é a única coisa que pode te levar a lugares incríveis e a fazer fazer coisas sensacionais. Inclusive a não fazer nenhum tipo de bobagem.

        O post de hoje é dedicado ao MUSEU DA CASA BRASILEIRA. Ele faz parte da Secretaria da Cultura e antes pertenceu ao ex prefeito de São Paulo, Fabio da Silva Prado. 
        É o único museu de São Paulo especialmente dedicado ao design e arquitetura e se tornando uma referência mundial em relação ao tema.
        Foi inaugurado em março de 1970, com o objetivo de ser uma instituição voltada à cultura, pesquisa, acervo, restauração, entre outros.
        Atualmente, o acervo é formado por mobiliários, objetos de luxo como porcelanas e cristais que remontam ao século 16 e conta com mais de 360 peças de arte européia e brasileira. Tudo isso está instalado no andar de cima do museu. Infelizmente, não deu tempo de conhecer. Fiquei só na parte de baixo.

        O museu conta com exposições fixas: a primeira é constituída por móveis e objetos, trazendo o comportamento social do século XVII até os dias de hoje e a Coleção Crespi Prado que aborda a trajetória do uso residencial dos antigos moradores, através de contextos históricos, sociais e culturais da cidade de São Paulo. 
        Existe uma livraria com mais de 3.000 títulos abordando somente a arquitetura e o designe abriga a Pró-Livros. É a única livraria do país abrigar esse tipo de assunto.

        O museu conta com um jardim simplesmente maravilhoso. São mais 6.000 metros compostos por uma vegetação intensa. As árvores e flores são incríveis, com espécies nativas da Mata Atlântica, além de árvores exóticas trazidas da Ásia, como Japão e Vietnã além de possuir um restaurante enorme especializado em comida brasileira, com vista para esse jardim, respirando o ar puro. Nem parece que estamos em São Paulo.

        Apesar de ser um museu bacana e de abordar um assunto que estou conhecendo agora e que nunca pensei na vida que iria gostar ( arquitetura) , não é o meu museu favorito e não está na fila para ser.
        Eu disse por aqui nos primeiros posts que nem tudo seriam elogios e que quando visse algo que eu não gostasse, iria dizer sem sombra de dúvidas. 
        O museu é bacana? É? Aborda assuntos legais? Aborda. O museu é lindo? Muito. Mas, fica em um lugar com alto poder aquisitivo e é aí que a coisa pega.
        Vi algo que me não só me incomodou, como incomodou o meu andarilho também. Quem nos conhece sabe que lutamos por causa mais justas, mais dignas e que não toleramos qualquer tipo de preconceito.
        Quando estávamos indo para o jardim, me deparei com uma cena que me incomodou muito e que me causou arrepios. Não gostei do que vi, do que senti e como isso pode ser tratado como algo normal.
        Deu para ver a cozinha do restaurante. E vi, os funcionários todos negros lavando a louça e limpando o chão. De repente, me transportei ao século 19 e parecia que estava saindo da casa grande e estava passando pela senzala.
        Meu Deus, não sei como explicar isso, mas não gostei de ver essa cena. Não está na hora de colocá-los em posições menos injustas e mais favoráveis? Relatei isso para algumas pessoas e me disseram que eles estavam ali trabalhando e que não havia nada demais nisso. Ok, sei que isso é trabalho honesto e que qualquer trabalho é digno, mas em um mundo que não se assume como racista, isso é algo complicado. Só eles sabem como é conviver com esse tipo de preconceito e que para conseguir algo melhor, sem ser julgado subestimado e sem ser posto à prova, é ter que sobreviver todos os dias. Eu teria que falar anos e anos de História aqui e esse não é o intuito.
        Esse assunto é delicado e difícil. Museu, por que não há japoneses na cozinha, por exemplo? Por que não há brancos na cozinha? Por que não há loiros? Por que não há ruivos lavando o chão? Por que não tornar isso mais justo e menos desigual?
        Acho que não terei respostas.

        Enfim, acho que também não me senti muito à vontade devido a quantidade de pessoas que estavam ali. Eu odeio multidões por que acho que quando tem uma quantidade enorme de gente, você não aproveita muito. A visita é feita com pressa e como eu gosto ver, analisar, sentir, fico irritada se isso não acontece.
        Há uma estimativa de 100.000 pessoas por ano. É gente demais. Me assustei com a quantidade. Sério!

        Eu poderia ter gostado mais do museu se não fosse isso. Acho que peguei birra. Pois é, birra é a palavra certa. E eu fui preparada para amar, já que até então só tinha visto por foto. Na verdade, não vejo a hora do Museu do Ipiranga reabrir.

        Endereço:
        Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2705 - Jardim Paulistano
        Horários de Funcionamento: Terças-feiras a domingos: 10h00 às 18h00
        Site do estabelecimento: www.mcb.org.br
        Ingressos: R$8,00 // Meia Entrada: R$4,00
        Gratuitos aos sábados, domingos e feriados // Maiores de 60 anos e crianças até 10 anos tem entrada gratuita, além de servidores públicos e deficientes físicos.
        Bicicletas são bem-vindas. 40 vagas.
        Animais não entram, exceto cães-guia. Eles podem.
        Estacionamento pago no local. Vai por mim, vá de metrô!

        Então é isso, andarilhos. Essa é a dica de hoje. Só lembrando que, esse é o meu olhar, o meu jeito de enxergar o mundo e as coisas. Meu estilo de vida e tudo o que venho estudando não me permite aceitar certos tipos de situações. Cada experiência é única e não quero influenciar ninguém com impressões negativas. É assim o compartilhamento de ideias. Sua experiência deve ser vivida e contada.  Sua opinião deverá ser completamente diferente da minha. Você que é arquiteto ou está estudando para ser um, vale a pena a visita. Você encherá sua bagagem com inúmeras coisas novas. Quero saber o que vocês aprontaram por lá. Só de ficar por alguns momentos naquele jardim espetacular, vale a pena ter nascido para sentir a sensação. Certo?

        Andarilhos, sigam a página. E quero saber o que vocês acharam. Comentem, ok?

        Beeeijos!



        terça-feira, 9 de janeiro de 2018

        1 ANO DE BLOG: PARQUE DA INDEPENDÊNCIA


        Olá, andarilhos! Parabéns para nós. Primeira postagem de 2018 e hoje o blog completa 1 ano. Muito obrigada por vocês acreditarem em mim e me dão força para continuar. Quero levar o "Somos Andarilhos" para a TV. É um projeto de faculdade e a melhor audiência sendo vocês, aí do lado de lá, que eu não conheço, não sei o nome, não sei de que bairro são, mas que eu adoro mesmo assim.

        Bom, chega de enrolação e vamos para a primeira dica do ano. Esse é um lugar que eu vou desde pequena, então tenho um grande carinho por ele. Acho que isso me fez gostar muito de História, além de ser um dos lugares mais bonitos que eu já vi. Sei que tem lugares muito lindos por aí, mas esse entra nos meus top 50. Mas é Brasil, São Paulo e isso é o que importa.

        Apresento o PARQUE DA INDEPENDÊNCIA. Foi inaugurado em 1989, nas margens do córrego do Ipiranga, pois foi ali que o grito da Independência do Brasil foi dado por D. Pedro I, lá em 1822. O mais engraçado é saber que, dia antes, D. Pedro se hospedou aqui na zona Leste, antes de dar a independência para o Brasil.
        O Parque é bem grande. São 161.300 metros quadrados onde abriga o Museu do Ipiranga, a Cripta, a Casa do Grito e o Museu de Zoologia.

        Se o Grito foi dado em 1822, só em 1888, o Museu foi inaugurado como museu de História Natural e só mais tarde,  seu caráter definitivamente brasileiro foi reconhecido.
        No Centenário da Independência, o Mausoléu ou o Monumento foi inaugurado e é onde se encontra a Cripta onde D. Pedro I e sua amante estão enterrados. A Cripta foi construída por dois italianos, Ettore Ximenez e Manfredo Manfredi.
        A Casa do Grito é um sítio arqueológico e faz parte das 17 casas históricas pertencentes ao Museu da Cidade de São Paulo. Foi desapropriada em 1936 e começaram a reforma-la em 1955 para ficar próxima ao do desenho da tela, pintada por Pedro Américo "Independência ou Morte".


        MUSEU DO IPIRANGA


        Foi inaugurado em 7 de Setembro de 1895 e é uma instituição voltada a estudos de pesquisa e extensão no campo de História.
        Quando eu digo que é um dos lugares mais lindos que eu já vi, é a mais pura verdade. É um monumento gigantesco. Lembro-me que quando eu era menina, ao subir aquelas escadas, me imaginava princesa e que logo iria tomar chá, com minhas outras amigas princesas, olhando para o jardim e caçaríamos raposa. Não sei de onde eu tirava essas ideias, mas era isso que eu pensava. Queria usar aqueles vestidos longuíssimos,
        maquiagens, imaginava as festas e os casamentos. Sei lá, acho que era muita Disney na cabeça.
        Acho que o ambiente contribuía para isso: são 123 metros e 16 metros de profundidade. A construção foi baseada numa arquitetura renascentista, de estilo eclético. O que ocasionou uma surpresa muito grande na época, pois se tratava de uma construção riquíssima. A maioria das casas eram construídas, através de taipa de pilão ( argila, barro e areia ). A construção acabou em Novembro de 1890 e os Jardins foram idealizados pela paisagista belga Arsênio Puttemans cuja inspiração foi os palácios e os jardins franceses.
        Seu acervo possui mais de 125 mil itens, como moedas, quadros, medalhas, móveis, documentos, iconografias, entre outros, pertencentes ao século XVI até meados do século XX.


        Por problemas em sua estrutura, o Museu foi fechado em agosto de 2013 para revitalização do espaço. O projeto inicial tinha a previsão de 21 milhões de gastos, mas foi anunciado valores de 100 milhões, sem que nada pudesse ser realizado.
        Estive lá em Novembro do ano passado e realmente é de cortar o coração, o total abandono do museu. Acredito que era para ter começado a restaurar alguma coisa. Se começar a andar e ao olhar em volta, as paredes estão com mofo e infiltrações. Não é mais complexo assim? Não era mais fácil quando as coisas ainda não estavam tão estavam ruins? Será que é preciso deixar pior para gastar mais dinheiro, mais verba, mais suor. Se desde 2013 está dessa forma, o que foi feito nesse período? Sério, dá vontade de chorar e perceber que a nossa história está sendo perdida. Tudo bem, que parte do acervo está em outro espaço, mas não é a mesma coisa. Não está no lugar que deve estar.
        Dizem que o Museu será reaberto na comemoração do Bicentenário da Independência, mas pelo que eu vi, ao vivo, tamanho descaso e desprezo por um patrimônio histórico tão importante como esse, não será reaberto nem no Tricentenário. Eu fiquei parada por alguns instantes, observando aquelas paredes tão cheias de história e pensando como é que nossos governantes podem ser tão pequenos, tão mesquinhos e tão vazios. Por que tem que ser dessa maneira? Isso revolta, sabe? O Jardim que era tão lindo nos anos 1990, hoje percebemos que não está tão ruim, mas sabe quando não é tão bem cuidado?
        São inúmeras espécies de flores e árvores que não podem ser esquecidas: azaléias, rosas, pinheiros, jatobá, pinheiro do paraná, entre outras que devem ser olhadas com mais carinho.


        MONUMENTO À INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

        Talvez, seja o meu lugar preferido. Antigamente, eu sempre saía com meus pais e como eles tinham mania de chegar nos lugares quase fechando, nunca deu tempo de visitar a Cripta. Conheci depois de adulta.
        O Monumento, Cripta ou Altar da Pátria foi inaugurado em 1922, ainda incompleto e todo feito de granito e bronze. Em 1952, foi construída a Capela Imperial para abrigar os restos mortais do imperador D. Pedro I, de sua primeira esposa e de sua amante.
        Os restos mortais de D. Pedro e sua amante foram trazidos de Portugal pra cá e a sua esposa, Leopoldina, foi trazido do Rio de Janeiro.
        O que eu acho bem engraçado é que as pessoas que visitam a cripta, costumam falar sussurrando umas com as outras. Acho sinal de respeito e é bem legal isso.
        Não dá muito para tirar fotos, o local é bem escuro. E não sei se pode usar o flash da câmera.


        CASA DO GRITO

        Eu já disse diversas vezes por aqui, que eu amo um sítio arqueológico. Então, essa casa, apesar do nome, não foi ali que D. Pedro gritou à Independência. Tem esse nome por causa do quadro que eu citei acima.
        Diversos moradores passaram por ali, até ser abandonada em 1955, quando foi restaurada para se aproximar do desenho do artista da tela.
        Essa casa se origina do ano de 1884 e integra os 17  sítios reconhecidos, pertencentes ao Museu da Cidade de São Paulo, Da era colonial brasileira, a arquitetura é feita à base de taipa de pilão e fico imaginando na época, quando os compadres se reuniam para tomar café. Deveria ser um barato. A cor azul predomina e há muito da construção antiga ainda. O chão ainda é um pouco de terra batida. Entre 2007 e 2008, passou por uma revitalização e foi reinaugurada em setembro de 2008. Tem diversas exposições sobre algum tema. É só ficar ficar ligado.

        Tudo isso é tombado pelo Patrimônio Histórico ( Condephaat) e reconhecido como um importante ponto turístico, histórico e cultural.

        Ficar ali é uma delícia. Aproveite o final de semana e pegue a família, seu amor, seu cachorrinho e faça uma caminhada, leia um livro, ande de skate, bicicleta, patins, deite na grama e olhe para o céu,
        namore muito e tire muitas fotos. Descanse!
        Não há restaurantes, mas há barraquinhas de comida. São várias delas.
        É um ótimo lugar para quem quer sair fora de shopping e fazer algo diferente. Aliás, acho que todos deveriam fazer isso.
        Um lugar lindo, mas sem os devidos cuidados. Ainda sonho com um governador e um prefeito que realmente se importem com essas coisas. Vale a pena a visita. Ainda é um lugar lindo!
        E lembrem-se: o Museu está fechado para visitação, mas dá para passar umas boas horas dentro do parque. APROVEITE!

        Para quem se interessou:

        Endereço: Avenida Nazareth, s/n - Região Sul - Linha Verde do Metrô
        Horários de Funcionamento: Segundas-feiras aos Domingos: 5h00 às 20h00
        Telefone: 11 2273 7250

        Então, é isso, andarilhos! 1 ano de blog. Dá muito trabalho escrever, mas faço com prazer e muito amor. É muito bom compartilhar isso com vocês. Pesquisar lugares, ir até eles, tirar fotos e depois escrever é maravilhoso. E é com isso que quero seguir. Espero que o blog continue sendo o que é e seja descoberto por alguém que queira investir nele. Preciso levar meus sonhos adiante. Não desistam da gente, ok? Vocês são mega importantes para que tudo isso aconteça.
        Muito, muito obrigada!

        Beijos, beijos!


        sábado, 24 de fevereiro de 2018

        #102 CASA DA IMAGEM

        Olá, andarilhos! Tudo bem? Um ótimo sábado a vocês!


        Eu sempre repito por aqui, quase que como um mantra, que eu amo lugares diferentes. Apesar de ser turístico, o lugar de hoje também não é muito conhecido.
        Menos conhecido do que o Páteo do Colégio e o Solar da Marquesa de Santos e é tão pouco falado que quase não tem informações dele pela Internet. Eu não vejo gente falando que vai sair de casa para conhece-lo.
        Bom, o lugar de hoje é mais um sítio arqueológico. Ah, andarilhos, eu amo um sítio arqueológico. Fico encantada com esses lugares que eram tão rústicos no passado. Fico alucinada com as coisas encontradas debaixo do solo. Já falei por aqui que eu sempre saio doida e que eu fico super curiosa com o que tem debaixo do chão da minha casa, já que foi um presídio e logo depois um cemitério. Sim, segundo meu avô, minha casa foi construída em cima de um cemitério. Sempre escuto barulhos esquisitissimos, mas... isso é outra história.

        O lugar de hoje é mais um sítio dos dezessete pertencentes do Museu da Cidade de São Paulo. Já fui em sete deles. E todos eles respirando arte e história.

        Apresento a CASA DA IMAGEM.

        Logo explicarei o porquê de se chamar Casa da Imagem. Vamos do início. Também é conhecida como Casa no1.
        Ela tem esse nome por causa de seu antigo número (1) e ficava na importantíssima e antiga Rua do Carmo.
        Segundo documentos, essa casa linda e imensa que possui 3 andares, é de 1689. Faltavam 296 anos para eu nascer. Gente, muita loucura.
        Sua construção foi feita através de taipa de pilão ( areia, barro e argila ) como a maioria das casas nessa época. As construções paulistas tinham essa característica e esse tipo de material foi utilizado até o século XIX.
        A casa pertenceu a vários donos e chegou a ficar abandonada por 13 anos, até que foi instalado no imóvel, o Colégio Paulistano. No fim do do século XIX, o imóvel passou a ser do Governo de São Paulo e pertenceu a Companhia de Gás até 1910. Depois disso, vários órgãos da Polícia passaram por ali até 1970. Em 1974, o Instituto Genealógico Brasileiro e a Academia Paulista de Direito teve o direito ( trocadilho?) de utilizar os serviços por ali.
        E assim, de novo, a bendita ficou abandonada por mais dois anos. Em 1976, a recém criada Secretaria de Cultura instalou-se ali e aí, então, a casa começou a ser objeto de estudo e descobriram que ela precisava de restauro, novas pinturas, recapagem e que o edifício precisava ser remodelado para um  futuro projeto que começava a ser criado.
        Sei lá, acho que depois de tanta gente ter passado por ali, era impossível que tudo estivesse realmente bonitinho. Alguma coisa teria que ser feita.

        Então, o restauro foi concluído em 1980 e oficialmente passou a pertencer ao Departamento de Patrimônio Histórico.

        É claro que eu resumi tudo. Não dá para colocar 290 anos até 1985 em um blog. Não estou muito a fim que vocês durmam.

        Sua arquitetura é única. O estilo é o eclético e os seus três andares remontam aos chalés que surgiram no interior da Europa no século XIX. O Centro Velho de São Paulo guarda muita coisas incríveis, parece mesmo que estamos no século XIX. Mas, tudo se contrasta com o novo. Só que, particularmente, essa rua, nos faz realmente pensar que estamos em 1940 ou 50. É como se um teletransporte viesse e nos sequestrassem. Já imaginou andar de bonde? Acho que essas é uma das ruas mais lindas de São Paulo. Outra rua que é lindíssima é a Avanhadava, inspirada na Europa e dominada pela Família Mancini que comanda a P*** toda, com todos os seus restaurantes no mesmo endereço , por exemplo. Quero falar dela logo, por aqui.

        Em 2006, foi pedido um novo restauro e conservação. As obras se iniciaram em 2009 e foram concluídas em 2011, quando finalmente se tornou aberta à visitação e assim, surgiu a Casa da Imagem.

        Finalmente vamos descobrir o que é a CASA DA IMAGEM. Agora que vem a parte mais legal
        Para quem é publicitário, curte boas fotos, publicidade ( a publicidade brasileira é considerada a melhor do mundo), propagandas antigas e história, a Casa da Imagem, nada mais é do que uma instituição voltada a memória fotográfica de São Paulo. Se bem que não é só daqui não, tem muitas fotos de propagandas antigas que nos fazem sentir uma nostalgia gostosa.
        São 84.000 imagens expostas na parede que passou por uma detalhada técnicas de conservação e restauro. Na verdade, são 130 mil imagens que foram localizadas. O restante ficarão em um banco de dados para acesso e pesquisa na Internet. Nesse banco de dados, ao fazer a pesquisa, conseguimos encontrar os autores das imagens e saber o quão importante eles são para a nossa história.

        É maravilhoso esse projeto. Saber que a nossa cidade está toda documentada em fotos é muito importante para analisar e constituir nossa história. Sempre digo por aqui que saber História é importante. Impede de nós cometermos bobagem. Ler, se informar e estudar o que aconteceu no passado é a melhor coisa para saber de nós mesmos. História não é decoreba e nem precisa saber tanto das datas. Esqueça isso.
        Precisamos aproximar o paulistano de São Paulo. Precisamos apresentar direito São Paulo para o turista. O Brasil não é só Rio de Janeiro e esqueça que praia de paulistano é shopping. Não é! Não precisa ser.

        É importante que o cidadão tenha conhecimento de seu acervo e de sua importância, entenda que é preciso preservar o nosso patrimônio e que ele faz parte de tudo isso.

        Reserve pelo menos, duas horas para visitar tudo. É foto demais para ser analisada. Se vocês forem como eu e o meu andarilho, e que gosta de ver tudo com os mínimos detalhes, 2 horas ainda será pouco. Depois, se der tempo, vá ao Solar da Marquesa de Santos que eu já falei por aqui, em dois posts passados. Vá ao Beco do Pinto e depois vá tomar um café no Páteo do Colégio. Reserve um dia inteiro para isso. É muito bom ficar ali no Centro Velho de São Paulo. Lugares icônicos merecem nossa visita.

        A Casa da Imagem foi tombada em 1992 e é considerada patrimônio histórico. Nada pode ser mexido, violado ou estragado.

        Endereço: Robert Simonsen, 136B - Sé - Centro / Linha Vermelha do Metrô
        Telefone: 11 3106 5122
        E-mail: contato.casai@prefeitura.sp.gov.br
        Horário de Funcionamento: Terças feiras aos Domingos: Das 9h00 às 17h00 // Segundas Feiras: FECHADO
        ENTRADA GRATUITA
        Há serviços educativos no local.

        Então, é isso andarilhos. Tirem o dia para andar por ali e respire a verdadeira São Paulo. Vá conhecer esses lugares que fizeram e fazem nossa história até hoje. Tudo ali inspira para fazer fotos lindíssimas. Passe o dia pelos três ( Páteo do Colégio, Casa da Imagem e o Solar ) e me diga o que acharam, ok? Voltem aqui depois. Vou adorar saber das fofocas!

        Beijos, beijos, beijos!









        sábado, 22 de junho de 2019

        #239 MUSEU XINGU: CULTURA INDÍGENA BEM AO NOSSO ALCANCE

        Olá, andarilhos. Vocês estão bem? Um ótimo sábado para todo mundo.


        É incrível como São Paulo consegue surpreender a cada dia. Tem que estar muito ligado para prestar atenção em cada detalhe, cada sussurro e em cada cantinho que se passa em frente.
        Vocês bem sabem como eu amo um museu e amo lugares diferentes. Museus diferentes então, é o rolê perfeito.

        Já faz algum tempo que eu vejo como os indígenas são subestimados. O assunto é meio polêmico e que não é o intuito abordar aqui agora, mas temos que respeitar os verdadeiros donos dessas terras.
        Nós é que temos que nos curvar a eles e pedir desculpas eternamente pelo tratamento que eles tiveram desde que o Brasil foi descoberto. Aliás, o Brasil começou errado e não tem essa de 16 anos de um certo partido de um certo barbudinho que perdeu sua liberdade.

        Acho que nunca contei isso aqui, mas um dos meus maiores sonhos é passar o dia em uma aldeia indígena. Tenho certeza de que vou aprender muito mais em algumas horas e serão mais produtivos do que tudo que aprendi em 34 anos de vida.
        Não sei se é exagero, mas vou adorar praticar o desapego durante 1 dia inteiro.


        Diante disso, vamos admirar o MUSEU XINGU?


        Tudo o que eu disser nesse blog aqui hoje, será pouco.

        Primeiro de tudo que esse lugar, batizado como "Casa Amarela" foi inaugurado em 2012, em uma casa que simplesmente dá para chamar de nossa. Aconchegante e linda até dizer chega.

        O Museu Xingu estava na minha listinha de lugares, fazia um tempo. Achava que era apenas um museu. Não tinha ideia do que eu poderia encontrar por lá.
        Então, além de ser o Xingu, tem também um café, um ponto solidário, uma lojinha sem fins lucrativos que comercializa artesanatos brasileiros, uma sala de co-working e uma decoração lindíssima para blogueirar à vontade.


        MUSEU XINGU:

        Tudo começou com três irmãos, os Villa-Boas, em 1943, que em seus vinte e poucos anos, entediados e buscando se colocar no mundo, deixaram o conforto de casa em São Paulo, partiram para o desconhecido, se enfiaram na expedição Roncador-Xingu, conheceram terras indígenas e daí, descobriram suas verdadeiras missões.
        Foram 40 anos morando na Amazônia, buscando um significado para a existência deles e qual era a missão deles na Terra.
        Tenho certeza de que encontraram.

        Então, o resultado dessa experiência foi o legado desses irmãos que fizeram questão de dividir o que eles viveram.
        É claro que eles não estão mais vivos, mas o resultado dessa aventura, foram 150 objetos adquiridos pelo Orlando, em meados de 1970.

        São inúmeros instrumentos incríveis como tacapes, objetos de ritos de passagem ( algo como uma luva que se punham mais de 20 formigas amazônicas e o menino ao completar 18 anos, tinha que colocar a mão ali dentro, esperar as benditas picarem e assim que acontecia, tirar. Só depois disso e que se você aguentasse, teria se tornado um homem de verdade. Dói até de pensar.), além de instrumentos de guerra, religiosos, panelas de cozimento à vapor, objetos decorados com urucum e jenipapo, e muito mais.
        O museu é pequeno, mas dá para ficar ali brisando por um bom tempo. Deu para ficar 1 horinha.

        É um assunto que me interessa e muito. Eu realmente adorei ficar ali. É algo bem diferente.

        Infelizmente, eu não podia ficar mais e claro que terá uma segunda visita. Além do Museu, tem o café que ficou para uma segunda vez.

        CAFÉ DA CASA:

        Infelizmente, não tivemos tempo para tomar um cafezinho. O meu horário estava contado. Mas, é uma das coisas mais charmosinhas que eu já vi.

        É bem café de tia, de vó, de vizinho que coloca a mesa e se passa uma tarde deliciosa, tomando chá com bolinho de chuva, fazendo fofoca de todo mundo.
        É ou não é uma delícia se reunir em uma mesa à tarde para jogar conversa fora? São oferecidos salgados, bolos, cafés, refrigerantes entre outros.
        Sem contar, a delícia que é ficar olhando para a decoração super charmosa. Tudo muito lindinho.

        E por fim, o...


        PONTO SOLIDÁRIO:



        É muito bom ver e frequentar lugares que valorizam o Brasil e a nossa cultura. Em tempos de que patriotismo se tornou outra coisa, dá um afago no coração saber de atitudes como essa.
        O Ponto Solidário é uma associação sem fins lucrativos que trabalha com a divulgação e venda da produção artesanal de diversas ONGS, comunidades indígenas, artesãos e pequenos produtores.
        Eles valorizam o trabalho dessas pessoas.

        Imaginem só, uma loja com peças trabalhadas, mostrando toda a cultura brasileira de forma única? É uma iniciativa linda com mais de 1 milhão de rendas geradas para comunidades desde 2010 e mais de 400 comunidades beneficiadas.
        Pelo o que eu vi de longe, as peças são uma gracinha. Infelizmente, não consegui bater as fotos.
        Acho que é o lugar perfeito para mostrar nossa diversidade. Todos os produtos tem identificação e assim, sabemos de onde foi que veio.
        Ah, estava quase me esquecendo de dizer produtos recicláveis também são vendidos. São feitos com garrafas pet, sacolas descartáveis, tecidos, vidros, entre outros.

        Enfim, já deu para perceber que eu adorei ter conhecido o Museu. E sabe o que é realmente engraçado. A galera que trabalha ali até nos recebeu meio assustados. E sabe o porquê?
        Por que 90% dos visitantes são estrangeiros.
        Cara, a gente aqui não conhece. Não é uma vergonha? Como pode?
        Entreguei o adesivo do blog para a Débora prometendo tomar um café com mais calma.

        Foi um dia incrível e descrever isso em palavras não mede o quanto ali é legal demais.

        Bora conhecer?

        Endereço: Rua José Maria Lisboa,  838 - Jardins
        Telefone: Ponto Solidário - 11 55224440 // Salas de Reuniões e Coworking: 11 4899 3511
        Site: http://www.casaamarela.art.br
        E-mail: contato@casaamarela.art
        Horários de Funcionamento:

        • Museu Xingu: Segundas-Feiras às Sextas: Das 10h00 às 18h00 // Sábados e Domingos: NÃO FUNCIONA;
        • Café da Casa: Segundas-Feiras às Sextas-Feiras: Das 10h00 Às 18h30 // Sábados e Domingos: NÃO FUNCIONA;
        • Ponto Solidário: Segundas-Feiras às Sextas-Feiras: Das 10h00 às 19h00 // Sábados: 10h00 às 14h00;
        • Casa Amarela: Segundas-Feiras às Sextas-Feiras: Das 10h00 às 19h00 // Sábados: Das 10h00 às 16h00
        POSSUI ESTACIONAMENTO


        That's all, andarilhos. Nada melhor do que conhecer lugares diferentes. Essa conexão é única e inexplicável.
        É muito bom estar atenta a tudo isso e espero que você esteja.


        E se você gosta do blog e de seu conteúdo, bora compartilhar com mais gente.

        Beijos indígenas e até quinta.

        sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

        #188 MIS + EXPOSIÇÃO: QUADRINHOS - ENCERRADA

        Hello, andarilhos. Tudo bem? Bora curtir esse final de semana?


        Eu amo ler. Já disse isso diversas vezes por aqui. Acredito que a leitura nos salva da ignorância, melhora o nosso vocabulário e escrita, te amplia para novos horizontes e te faz enxergar um mundo diferente.
        É algo mágico e nos impede a ter atitudes e pensamentos estranhos.
        Cresci lendo livros da coleção "Vagalume" e o que moldou o meu caráter no começo da minha vida e que me fez querer ser escritora durante um tempo, foi " A Turma da Mônica" do maravilhoso Maurício de Souza.  Foi com essa turminha que aprendi a ler, aos 3 anos de idade.
        Claro que teve Disney e muitos outros. Mas, gibi não são apenas rabiscos. Vão além das ideias.

        Então, é por isso que...

        Vamos ler na EXPOSIÇÃO: QUADRINHOS?

        Desde Novembro de 2018, o MIS - Museu da Imagem e do Som, traz uma retrospectiva sobre a 9a arte.
        Imagina ver raridades como as primeiras imagens do Coringa do Batman, as primeiras revistas publicadas como a Tico-Tico ( tive a oportunidade de pegar uma dessas nas mãos, na aula de Teoria da Comunicação na facu.), do Mickey, entre tantos?
        São 16 ambientes temáticos, imersivos e conta como os GIBIS, HQs e mangás se tornaram ícones na cultura pop, mostrando-se itens essenciais na rotina de quem curte uma boa história.

        Foram 18 meses de intensa pesquisa para chegar aos 600 itens desse acervo fantástico de diversos gêneros ( de terror a comédia, do infantil ao erótico).

        Tudo começa com a representação dos homens das cavernas que registravam os seus feitos e passavam a compreender o mundo à sua volta ( Como será que eles conseguiam desenhar tão perfeito assim? Eu mal sei fazer boneco palito).

        Entre charges, tirinhas e cartoons, encontramos a primeira aparição da Luluzinha ( quem é andarilho velhinho, vai saber quem é), quando surgiu em 1935, a edição no 1 do Pato Donald de 1950, a ilustração original do Tintim e a máscara original e autografada do filme "V de Vingança".

        Logo de cara, já vemos, a sala dos desenhos europeus que são ricamente trabalhados e com um humor bem peculiar. Eu não tinha ideia de que "Os Smurfs" eram holandeses e que o nome original é praticamente impossível de ser pronunciado.
        Depois, vamos para sala de mangás, animes e desenhos japoneses. Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball, Pokémon, SailorMoon, fazem a decoração da sala que é bem lindinha e que dá para tirar fotos maravilhosas.

        Claro que sempre existe uma polêmica e quem for mais conservador, peço que nem perca seu tempo, entrando na sala de quadrinhos eróticos, que ao meu entendimento, é muito diferente de pornografia barata. O erótico também é resistência e consegue fazer críticas ácidas e construtivas.
        A sala é minúscula e tem um número x de pessoas que podem ficar lá dentro. Acho que foi um dos espaços que eu mais curti.

        A mais importante para mim, foi o espaço dedicado a Turma da Mônica. Eu achei que foi bem pequena e merecia mais. Mas, é toda uma infância sendo exposta. Toda uma sessão remember veio a tona e senti saudades da época que eu lia, sem pensar no dia de amanhã.
        Gibis antigas, as primeiras aparições, as revistas da Turma Jovem, storyboards, o filme "Laços", Mônica TOY... Tudo resumidinho ali.
        Como eu queria uma exposição só da Turma da Mônica. Se bem que tem o passeio nos Estúdios do Maurício, mas gastar R$300 por algumas horas, é de doer o coração. Alô, Maurício, essa não é a realidade de muitas crianças por aí.

        Há uma sala dedicada ao Ziraldo que é bem incrível também e expõe mais o "Menino Maluquinho" e a "Turma do Pererê", do que a exposição em homenagem a ele, na Casa Melhoramentos ali, na Lapa e que eu já falei por aqui também.

        Acho que é de se orgulhar que um dos exemplares da tirinha "Impressões de uma Viagem à Corte", a primeira história em quadrinhos brasileira e uma das mais antigas do mundo está exposta ali, bem pertinho da gente.

        A sala da Disney é pequena e acredito que deveria ter muito mais coisas também. É Disney e acho que resumir anos de Zé Carioca, Pato Donald, Mickey, Minnie, em um cubículo, é algo cruel.
        Tem um esboço de como o Zé Carioca foi concebido, mas depois que eu entendi o porquê o fizeram, já não curto mais tanto. É de como o mundo enxerga o brasileiro e sinceramente, não gosto de ser vista dessa maneira.

        Acredito que a essa altura, chegamos no ápice da exposição: As salas da Marvel e da DC. Sinceramente, antes dos filmes, não conhecia metade dos heróis que eu sou alucinada hoje e nunca li nenhum gibi de herói. Ah, não era a minha.
        Tem gente que gosta das duas iguais e tem outros que tem preferência. Prefiro a Marvel, porque ela conseguiu humanizar esses heróis e nos aproximar deles. É algo diferente que a DC ainda não conseguiu, está tentando e logo ela achará esse caminho.
        A sala da Marvel é um pouco escura, mas a melhor sala de todas e acho que todos irão concordar comigo, é a DC.
        Quem não quer se sentir o Bruce Wayne? Aquele azul da sala dá um aspecto super charmoso e clean. Assim, que entramos, vemos um boneco em escala real do Jason Momoa, que interpretou o "Aquaman". Estátua de respeito.

        Gato Félix, Popeye, Geraldão, Calvin e Haroldo, Hagar, Aline, Barbarella, entre tantos são só mais alguns em uma exposição que para aproveitar bem, sugiro 2 horas, no mínimo.
        Andei por 3 horas e meia e saí com as pernas queimando de tanto andar. Jamais vou a uma exposição, só dar uma passadinha.

        Endereço: Avenida Europa, 158 - Jardim Europa
        Telefone: 11 2117 4777
        Site: https://www.mis-sp.org.br/exposicoes/emcartaz/2319/quadrinhos
        Ingressos: R$14,00 ( INTEIRA) // R$7,00 ( MEIA) - Menores de 5 anos não pagam // Terças-Feiras: GRATUITO
        Horário de Funcionamento: Terças-feiras aos Sábados: 10h00 às 20h00 // Domingos e Feriados: 09h00 às 18h00 // Segundas-feiras: FECHADO
        POSSUI ESTACIONAMENTO
        Até 31 de março de 2019.

        É isso, andarilhos. Nada melhor do que voltar a infância e ver tudo aquilo que eu te fez ou ainda faz feliz, exposto e contando histórias. Aliás, não vivemos sem uma boa história, não é verdade?
        Essa exposição mexe com o nosso imaginário, a inocência e a infância. Mas, também serve para criticar governos e sociedade hipócritas e ruins. Salve a 9a arte.
        Precisamos de arte para existir, resistir e lutar por quem somos.

        Beijos rabiscados e até logo.




        quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

        2 ANOS DE BLOG: MAC USP - MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA

        Hello, andarilhos. Tudo bem com vocês? Já estava com saudade! Feliz 2019 para todo mundo e bora começar esse ano que já está lotado de passeios e lugares para serem colocados aqui. PARABÉNS PARA NÓS. 2 ANOS DE BLOG! MUITO OBRIGADA PELA PACIÊNCIA!


        Quem é andarilho antigo, sabe que eu tinha uma certa resistência em falar sobre pontos turísticos. Eu ainda tenho, mas isso está mudando.
        O blog completa 2 anos hoje e ao invés de colocar lugares diferentes, resolvi falar sobre arte. Arte é o que as pessoas precisam para ter senso crítico e entendimento sobre a vida. Só assim tudo flui de maneira mais inteligente e nos dá espaço para questionar, brigar e lutar para um mundo mais justo, mais humano e mais acolhedor.
        Governo novo em 2019 e totalmente conservador. Isso me dá medo e foi por isso que escolhi o MAC. Tradição, conservadorismo e pensamentos atrasados não passarão por aqui.
        Só a arte nos salva da cegueira e da ignorância. Museus são a porta de entrada para isso.

        Então, bora cansar as pernas no MAC - MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA?

        Tudo começou lá na década de 1940, quando surgiu a Primeira Bienal internacional de Arte Contemporânea, em uma São Paulo cuja elite frequentava grandes rodas de conversa com intelectuais, poetas, artistas e jornalistas. São Paulo estava se verticalizando e começava a se tornar uma grande metrópole, com pessoas que haviam estudado fora, principalmente na Europa e trazendo muitas ideias para fazer uma São Paulo mais nobre e mais aristocrática.
        Nessa, surge um ser humano que eu admiro muito, Cicillo Mattarazzo, aquele mesmo do prédio da Prefeitura de São Paulo. Já falei dele por aqui.
        Inclusive, ele apareceu em uma minissérie da Globo, "Um só Coração", de 2004, interpretado por Edson Celulari.

        Foi um importante mecenas em São Paulo ( Meu Deus, faltam mais pessoas com essa iniciativa. AHHHH, QUE VONTADE DE GRITAR) e ele, junto com Assis Chateubriand ( o homem que trouxe a TV para o Brasil) criaram diversas instituições voltada à cultura para a cidade.
        Por livre e espontânea pressão de artistas, com base e diversos pedidos inspirados no Museu de Art Moderna de Nova York, EUA, foi criado o Museu de Arte Moderna daqui, com uma coleção imensa e apoio de diversas pessoas, que ficava dentro do Parque do Ibirapuera.

        É claro que nem tudo é calmaria. Cicillo e a diretoria do Museu começaram a tretar. O MAM queria mais independência e autonomia perante as obras. Cicillo, irritado, decretou a extinção do Museu em 1962 e doou o imenso acervo para a USP. O MAM entrou na Justiça para ficar com a obras, porém não conseguiu.

        Então, em 8 de Abril de 1963, nasceu o MAC - Museu de Arte Contemporânea, em um prédio feito pelo meu queixudinho preferido, Oscar Niemeyer, na década de 1950, onde abrigava o antigo prédio do Detran.
        São mais de 10 mil obras, entre pinturas, gravuras, fotografias, instalações, arte conceituais, objetos diversos e raros.
        Quem você vai encontrar por lá? Ninguém mais, ninguém menos que Anitta Malfatti, Tarsila do Amaral, Wassili Kandinsky, Egon Schiele ( Se der, assistam ao filme que fala sobre esse artista austríaco. Procure saber mais, é incrível!), além de coleções italianas, latinos-americanas, entre outros.
        É um acervo maravilhoso disponível para todo mundo e certamente é uma referência de arte moderna e contemporânea, mostrando anos de história através da arte. Vamos manter essa missão que é a mesma do MAC: divulgar nossa história, mantê-la e estudar mais sobre.


        O ACERVO:

        São 7 andares, sendo que 5 são dedicadas a essas obras fantásticas. E, prepare-se para andar. Faça exercícios na perninha, chegue cedo e esqueça da vida.
        Foram 4 horas e meia ali dentro, fazendo minha cabeça explodir.
        Comecei logo pelo 7o andar do qual a mesma exposição está dividida em 2 dois segmentos. "A Arte do século XX". Primeira parte: De 1900 a 1950 e no 6o andar: 1950 a 2000.
        São apresentadas várias escolas como: expressionismo, neo expressionismo, abstracionismo, realismo, vanguarda e várias vertentes dessas escolas de arte e um panorama da arquitetura moderna que trouxe Oscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha ( o cara que idealizou o MUBE - Museu Brasileiro de Escultura ) ao sucesso.
        Pelo amor de Deus, curtam essas coisas. Absorva. Tenho vontade de dar um chacoalhão quem vai em museu e não dá uma pausa para analisar, ler ou se informar.
        Tem gente que só vai. Não olha, não se interessa, não se liga. Para que vai, então? Só para dizer que saiu de casa?
        Apesar de estar dividido na suas metades, não tem uma regra cronológica e de país. Por onde começar, está tudo certo.
        No 7o andar, visa mais a arte moderna brasileira do qual interage bastante com a arte europeia e ali esta o acervo que foi do MAM na década de 1960, além de arte política. Sim, acho muito importante que a arte seja bem politizada.

        EXPOSIÇÃO: ECOS MECÂNICOS E A PRÁTICA ARTÍSTICA.

        Sim, uma exposição sobre a máquina de escrever. Duvido que você saiba quem inventou essa raridade.
        Sim, foi um brasileiro, que não teve o seu devido reconhecimento.
        O padre João Francisco de Azevedo foi uma pessoa extremamente inovadora cuja ideia foi roubada por um americano. Meu Deus, nem falo nada. Doente e sem dinheiro, morreu sem receber um tostão por sua patente.
        Então, essa exposição nada mais é do que um panorama desse invento que pertenceu na casa de muitos brasileiros na década de 1980 e que foi muito importante até a chegada da tecnologia.
        Historicamente, esse aparelho foi muito importante na construção de ideias e a sua potência que foi essencial durante um século e que hoje, temos essas possibilidade de mostrar aos mais jovens, que não viveram para ouvir o barulhinho das teclas, a possibilidade de datilografar e ver o quanto era gostoso.
        Nada mais doido do que ver uma máquina de escrever desmontada e ver todas as suas peças.
        Exposição até 27 de Outubro de 2019.

        EXPOSIÇÃO MAC USP NO SÉCULO XXI: A ERA DOS ARTISTAS

        São obras de artistas criadas a partir do ano 2000. É uma exposição livre, de caráter indefinido. Cada um faz sua leitura, de acordo com sua vivência, experiência e cultura.
        São instalações modernas de interpretação. Acho ótimo tentar entender onde é que o artista quer chegar. E fico muito feliz quando chego perto.
        Nessa parte, a maioria das obras foram doações dos próprios donos dessas invenções todas e essa exposição está programada para durar 5 anos. Sim, sim... não há desculpa para ver.
        Nada aqui é linear. É preciso ter a mente muito aberta, despida de qualquer preconceito para entender que às vezes, um simples papel rasgado ou um borrão de tinta quer dizer muita coisa.
        Não se sinta burro caso não consiga chegar no pensamento do artista. Cada interpretação é única e às vezes, não tem como entrar no que alguém viveu. E está tudo bem..
        Então, se conecte com essa parte do museu. Busque a liberdade de cada traço, de cada elemento e tente enxergar a identidade e a sensibilidade de quem fez.

        EXPOSIÇÃO VIZINHOS DISTANTE: ARTE DA AMÉRICA LATINA



        Mais uma exposição que não precisa ter ordem para visitar. A ideia aqui é nos aproximar de nossos vizinhos, onde nossa hospitalidade se firma apenas politicamente. Quando se trata de arte e cultura, nos distancia de tal maneira, que o MAC resolveu juntar a arte brasileira com o perfil colombiano, argentino, entre outros.
        O discurso entre esses artista é basicamente o mesmo: resistência política, resistência artística contra a censura e o censo crítico.
        Nisso, nós somos bem parecidos
        Obras bem geométricas, neobarrocos, obras de artistas revolucionários são alguns dos exemplos, daqueles que conseguiram ultrapassar os efeitos da globalização e ter o nome estampado em alguma galeria de arte.
        Mais do que obras europeias querem dizer, devemos nos atentar para a arte daqui, do nosso continente. Muito mais ácida, crítica e cumpre o seu papel com o que tem que ser dito.
        Um exemplo é a "Mafalda" idealizada por Quino, na Argentina. Se não conhece, pelo amor de Deus, pesquise. Não morra sem conhecer essa garotinha.


        E agora... a cereja do bolo:

        MIRANTE BAR OBELISCO:

        Eu adoro um mirante. Mas, mais do que amar ver qualquer cidade de cima, é preciso ter espaço. Um dos outros motivos que me fizeram conhecê-lo.
        Eu detesto gente amontoada. Seja em que lugar for e me parece que as pessoas não ligam muito para isso. Eu sou um pouco claustrofóbica e eu preciso de ar, de espaço e saber que se acontecer qualquer coisa, tenho como correr e fugir. Esquisitíssimo, eu sei.
        Acho que é por isso que eu ainda não consegui visitar o SESC Paulista, odiei o novo mirante do Farol Santander e não entendo a fixação pelo do Instituto Moreira Salles.
        Enfim, o Mirante do MAC se tornou o meu preferido. Não tem muita gente. Um espaço para cada um e um restaurante no meio.
        Meu Deus, é o paraíso. Eu poderia morar ali em cima. 
        Agradeça aos céus por conseguir ver o Parque Ibirapuera de cima, ver a grandiosidade do Obelisco, ver o Instituto Biológico, sentir o ventinho na cara e dependendo do horário, petiscar no restaurante.
        Eu queria ter tomado um café (R$7,00) para dar uma acordada, mas me informaram que ali, só abriria às 18h00.
        Dei uma passada rápida pelo cardápio e notei que as coisas não são tão caras, levando em consideração o local que estamos. Mas, infelizmente não rolou comer nada.
        Ah, sempre rola showzinhos com DJS e músicas das décadas de 1960, 1970 e 1980. E aos, sábados, tem feijoada com shows de samba.

        Estão vendo quanta coisa? Realmente, é impossível resumir tudo o que eu vi nessas quase 5 horas que eu fiquei ali dentro. Vamos conhecer?

        Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 - Linha Verde do Metrô
        Telefone: 11 2648 0254
        Horários de Funcionamento: Terças aos Domingos e Feriados: 10h00 às 21h00 // Segundas-Feiras: FECHADO
        Horário da Biblioteca: Terças Feiras às Sextas-Feiras: 10h00 às 18h00 // Fechado aos finais de semana: 
        Horário Bar Obelisco: Terças e Quartas: 18h00 às 01h00 // Quintas e Sextas: 18h00 às 02h00 - Shows 19h30
        Reservas: contato@vistasaopaulo.com.br
        Horário Vista Café: Terças-Feiras aos Sábados: 09h30 às 18h00 // Domingos: 09h30 às 21h00 - Brunch: Sábados e Domingos: Das 11h00 às 16h00 - LOCAL PET FRIENDLY
        ESTACIONAMENTO GRATUITO
        ENTRADA GRATUITA
        Serviços educativos: edumac@usp.br

        That's all, andarilhos. 2019 chegou com tudo e completar 2 anos de blog é uma alegria imensa. O MAC é incrível e pelo que eu vi, muita gente só vai ali para tirar foto junto com aquele gato imenso da artista Nina Pandolfo. Apesar dele ser lindíssimo, tem muitas outras coisas maravilhosas te esperando por lá.
        Reserve um dia para conhecer. Não posso dizer que você vai amar, porque é experiência individual de cada ser humano. Eu amo arte, amo história, amo cultura e o MAC é mais um na minha bagagem de ideias. Fui a primeira vez e certamente, me perderei lá dentro mais e mais vezes.

        Beijos culturais, feliz 2019, vamos passear mais e até sábado.