sábado, 6 de junho de 2020

10 LUGARES INCOMUNS PARA O SEU AMIGO GRINGO CONHECER QUANDO VIER PARA SÃO PAULO

Hello, andarilhos. Tudo bem com vocês? Estão pirando em casa ou estão de boa?


Eu sei o quanto a situação está chata, estressante e caótica. Mas, ainda assim, se puderem ficar em casa se protegendo e protegendo a quem você ama é a melhor coisa para se fazer.
Sabemos que será muito complicado viajar daqui para a frente. Enquanto não encontrarem essa vacina para o CoronaVirus logo, muitas águas turvas irão rolar.


Mas, como sonhar ainda não é pecado e pensar no futuro agora, apesar de gerar ansiedade, pode ser um escape para esquecermos um pouco do presente e pensarmos sobre a volta da vida normal. O novo normal.

E quando o seu amigo gringo vier para cá, em vez de levá-lo para o mesmo lugar



Esqueçam um pouco do Beco do Batman. Contemplem essa ideia que surgiu em maio do ano passado para homenagear os herois da Marvel e fazer de um espaço esquecido pelas autoridades a ambiente de entretenimento, lazer e cultura.

Aposto que essas vocês não conhecem. Imagina uma caixa branca gigante considerada uma das galerias de arte contemporânea mais importantes de São Paulo?

Um mesquita bem escondidinha na extrema Zona Leste? Vale a pena conhecer.

Você atravessa a cidade e descobre que não é só o Centro que tem espaços culturais incríveis.


Uma vila portuguesa hiper charmosa bem no meio do Centro é algo bem sugestivo e convidativo. 

Curte lugares assombrados? Clica no link.

O melhor sorvete do Universo e só a minha opinião que importa.

Às vezes, uma baladinha é importante e precisa. Para mim, nada melhor do que um bom rock n' roll. E como não há muitas desse gênero, é necessário enaltecer o melhor som do Universo.

Lugar instagramável é aqui.



Um dos 17 sítios arqueológicos mantidos pelo Museu da Cidade. É incrível. 



Ficamos por aqui, andarilhos. Eu olho as fotos e vejo o quanto me dá saudades de sair por aí completamente sem rumo e sem programação.
Vamos ter fé de que logo tudo isso irá passar.


Beijos com muitas saudades e até qualquer hora.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

ESPECIAL: 18a SEMANA INTERNACIONAL DOS MUSEUS: 10 MUSEUS DIFERENTES QUE VOCÊ PRECISA CONHECER QUANDO PUDER

Hello, andarilhos quarentenados. Tudo bem com vocês? Como estão lidando com tudo isso?

Hoje é o Dia Internacional dos Museus e para quem não sabe ou chegou agora, é o meu tipo de rolê favorito.
Esse dia foi criado em 1977, com o objetivo de aumentar a visitação e enaltecer a sua importância, enriquecer a cultura, apresentando a diversidade cultural e étnica dos municípios.
Museus do mundo inteiro ( cerca de 129 países ) participam oferecendo atividades lúdicas e históricas. Sempre com um tema diferente. O desse ano é: Museus para Igualdade - Diversidade e Inclusão.

Por conta disso, separei 10 museus diferentes sensacionais, fora da rota comum e turística de São Paulo. Bora conhecer




 Imagina um museu com café e uma lojinha de cacarecos feitos por ONGS, comunidades indígenas e prequenos produtores?
Aliás, esse museu é incrível. São 150 objetos adquiridos da Amazônia, durante 40 anos de 3 irmãos que largaram tudo em São Paulo e foram se aventurar pelo Rio Xingu. Quer saber mais dessa história? Clica no link.


Um museu em homenagem a um dos homens mais importantes que o bairro do Ipiranga já teve. Um lugar que existe de 1896. Quer saber mais? Clica no link


Talvez esse seja um dos meus preferidos. Um museu que conta toda a história dos transportes e de como todos nós nos locomovíamos desde o século 19. E o Jardim? É incrível.


E quando você pede uma prova de amor, você espera uma carta, um chocolate ou até mesmo uma aliança, certo? E se construíssem uma casa do seu gosto, do jeito que foi com esse museu que é mais conhecido como o "Castelinho do Amor". Quer saber mais desse romance?Clica na foto.
Um dos maiores museus de acervo zoológico e biodiversidade da América Latina, mantidos pela USP. Quer saber mais? Clica no link.

Um museu que conta a história do relógio. São 800 peças de uma coleção individual. Atenção: visitas somente sob agendamento e quando a quarentena acabar. Mais informações, no link.

Óculos de tudo quanto é tamanho e estilo tem aqui. Um museu dedicado a esse acessório é no mínimo inusitado. Clica no link.


Um museu dedicado totalmente a história do bairro da Penha, em um casarão tombado de 1930, que também oferece cursos de Fotografia e História da Arte

Um museu dedicado a vida e obra desse artista lituano. São mais de 3000 obras, além de possuir um cinema, um jardim maravilhoso e um café divino. Clica no link.

Aqui habita o Centro de Arqueologia de São Paulo. Foi aqui que eu descobri que existem mais de 100 sítios arqueológicos espalhados por São Paulo. Clica no link para ver a lindeza que é esse lugar. 


Acredito que esse seja o mais conhecido de todos. Um casarão lindíssimo que pertenceu ao irmão do Santos Dumont e que hoje, conta toda a história da Energia daqui de São Paulo.



Bom, andarilhos. Está bem difícil de criar conteúdo nesses tempos de quarentena. Sem rolês, né?

Espero que isso acabe o quanto antes e que vocês tenham gostado do post.


Beijos com saudades e até qualquer hora. 

sábado, 2 de maio de 2020

10 LUGARES PARA IR DEPOIS QUE A QUARENTENA ACABAR

Hello, andarilhos. Tudo bem com vocês? Que saudades eu estou disso aqui.

Há quase 2 meses que as nossas vidas foram viradas de cabeça para baixo, por causa de um monstrinho chamado CoronaVírus.
É de ficar chocado com o número de mortes no mundo inteiro, relatos dos profissionais de saúde e das pessoas que perderam parentes e amigos.
E ainda assim, tem gente que não acredita ou que minimiza todos os seus efeitos. Eu entendo que essa negação pode ser fruto da ignorância ou de um medo tremendo ao não saber lidar com o que tecnicamente não vemos. A necessidade de controle é maior do que tudo.

Pois então, já tem quase 2 meses que não saímos de casa, apenas para trabalhar. Sinto muita saudade de andarilhar e conhecer lugares novos, antigos, andar por aí sem rumo, viajar e tudo mais.
Com isso, para matar as saudades um pouquinho, reuni 10 lugares para irmos depois que o isolamento acabar ( 5 repetidos e 5 lugares que eu nunca fui e que estou morrendo de vontade )


5 LUGARES PARA VOLTAR A SER FELIZ: 

Ou, eleito por mim, o melhor sorvete de todos os tempos.

Dentre os maiorais da comida mexicana, o Tollocos é uma casinha pequena, bem no coração da Rua Augusta. Pode não ser tão conhecido, mas é aconchegante, gostoso e muito barato.

Para os amantes da literatura, estar no meio de uma das 20 livrarias mais lindas do mundo, é um verdadeiro privilégio.

Descobri esse parque ano passado e está a 3 minutos do Metrô Conceição. Bem no meio da Mata Atlântica, esse parque é uma delícia para ver o tempo passar.

Um dos casarões de São Paulo do século 19, mantido pela USP. Se você curte lendas urbanas, tenho certeza que vai se pirar com esse lugar.



5 LUGARES QUE EU PRECISO CONHECER DEPOIS QUE A QUARENTENA ACABAR:


Acreditam que eu não conheço esse lugar maravilhoso e que é um dos lugares mais visitados de São Paulo?

Esse aqui é menos conhecido, mas com certeza deve ser um lugar de paz e tranquilidade

Faz um bom tempo que me programo para conhecer essa casa-museu e nunca dá. Sempre aparece outros lugares na fila infinita de rolês para ir.


Dos 17 sítios arqueológicos oficiais mantidos pelo Museu da Cidade, falta só a Capela do Morumbi para completar esse álbum.


Um das maiores e mais importantes centros culturais de São Paulo e eu só fui descobrir há pouco. Não vejo a hora de tudo voltar ao normal, para tirar altas fotos.


Pois bem, andarilhos. Esses são os lugares que estou morrendo de saudade de ir e que serão os primeiros quando nossa liberdade voltar.

Mas, por enquanto já sabem: FIQUEM EM CASA! É óbvio.


Beijos com muita saudades e até a volta!



sábado, 14 de março de 2020

#310 ESPECIAL - 1 DIA EM JUNDIAÍ: ESPLANADA MONTE CASTELO

Hello, andarilhos. Tudo bem? O que vão fazer hoje?


Aaaaah, mirantes! Tão necessários. Acho que ver qualquer cidade do alto dá uma outra perspectiva e sem contar que é uma das coisas mais lindas do mundo.


Vamos tirar fotos muito lindas na ESPLANADA MONTE CASTELO?

Muito antes de escadas deixarem de ser apenas escadas, em 1917, a Prefeitura construiu uma escadaria facilitando o acesso da parte baixa para a parte alta da cidade, a Vila Arens ( uma espécie do bairro Jardins por aqui ). Depois da Segunda Guerra Mundial, ela recebeu um nome em Homenagem à Força Expedicionária Brasileira que combateu na Itália: ESPLANADA MONTE CASTELO, mais popularmente conhecida como Escadão.

Fica ao lado da Câmara Municipal. E, se hoje é bem arborizado, em um passado não tão distante não era bem assim.
Houve um tempo que a escadaria estava completamente abandonada. Em 2016, foi revitalizada para que o morador e o turista pudesse ocupar novamente esse espaço.

Com a reforma, o local ganhou nova iluminação, bancos para sentar ( são 5 lances de escada ) e uma vista ampla para parte baixa, com a Ponte Torta de fundo ( falarei dela no próximo post).
São 120 degraus e essa reforma foi uma grande iniciativa da Prefeitura da cidade, como um resgate à memória da cidade.

Segundo o prefeito, o projeto deu muito trabalho, mas faz parte por causa do resgate do Centro Histórico. Acredito que seja essencial essa transformação para que a população interaja com a sua cidade e veja o que ela oferece de melhor.
É sobre isso que eu falo: as pessoas precisam conhecer melhor o que estão perto delas. Falta hábito e nada que um bom chacoalhão não resolva.
Mesmo que o rolê envolva escadas.

Eu senti muito a falta de grafittis para ficar mais moderno, mas acho que por ser um lugar tão histórico e importante, talvez não combinasse.
O que antes, era algo perigoso e mal cuidado, hoje virou um espaço de festas e ponto de encontro. E  claro, muitas blogueirinhas fazendo suas fotos.

Curtiu? Vá lá conhecer. Não pense muito, suba ou desça os 120 degraus que as pernocas irão agradecer. Quem sabe seu lado fitness não aparece, hein?
Tire muitas fotos e depois me mostrem que eu quero ver tudo.

Endereço: Rua Vigário João José Rodrigues, s/n - Centro // Jundiaí
Aberto 24 horas
Facebook: ESPLANADA MONTE CASTELO
GRATUITO
SEM ESTACIONAMENTO
POSSUI WI-FI

Andarilhos, ficamos por aqui. Faltam 3 posts para a série de Jundiaí acabar e estou ficando bem triste.

Beijos revitalizados e até quinta.

VAI VIAJAR?

Você sabia que quando você faz qualquer reserva com um link aqui no blog, o "Somos Andarilhos" ganha uma pequena comissão? Sim, aqui também é trabalho. Obviamente que você não é taxado a mais por isso e com esse presente para você, ainda ajuda o "Somos Andarilhos a se manter de pé e produzir mais conteúdos incríveis e de qualidade! Quer ver mais viagens e lugares maravilhosos por aqui? Então, vamos reservar?


quinta-feira, 12 de março de 2020

#309 ESPECIAL 1 DIA EM JUNDIAÍ - SOLAR DO BARÃO

Hello, andarilhos. Tudo bem com vocês? O que tem de bom para hoje?


E continuamos na saga do que fazer em Jundiaí. Vocês sabem que eu sou a louca dos Museus e acho lindo quando outras cidades, principalmente do interior, tem centros culturais e museus. Isso dá um afago na alma.


Vamos conhecer o SOLAR DO BARÃO?

Há 158 anos atrás, Antônio de Queiróz Teles, o Primeiro Barão de Jundiaí, que também foi delegado e polícia, juiz de paz, produtor de café, deputado e vereador, ergueu o seu casarão, de estilo neorrococó ( estilo altamente decorativo, cores mais suaves com linhas curvas e delicadas).

Foi uma alegria para a galera altamente endinheirada. Ali, era o ponto de encontro de pessoas com boa influência e foi exatamente nessa casa que as decisões políticas mais importantes da cidade foram tomadas, na época.
Dizem que o Barão gostava de ajudar os mais necessitados. Não à toa, ficou conhecido como o Pai dos Pobres e que sempre tinha alguma coisa pronta para doar quando necessário.

Muitas personalidades importantíssimas passaram por aquela casa: o ex-Presidente Washington Luis que descansa no Cemitério da Consolação, o jurista Ruy Barbosa e até o nosso Imperador.

O Barão morreu em 1870 e mais tarde, a família ( esposa e filhos ) doaram à Associação das Irmãs de São Vicente de Paula, que alugaram para a Prefeitura e desde, então se tornou o museu que conhecemos hoje.

E, nos anos 1970, o casarão foi tombado pelo CONDEPHAAT, por causa de sua importância e sua arquitetura (feito com taipa de pilão, ainda com elementos originais, vidros decorados e muros divisórios) Assim, olhando rapidamente, o Solar me fez lembrar da CHÁCARA LANE que eu já falei por aqui. Clica no link.
A casa é vazia e tem exposições temporárias.

A cereja desse bolo todo é o Jardim, que é maravilhoso de lindo, com 1600 metros quadrados, com um mini jardim japonês, altamente romântico e dispões de placas indicativas com o nomes das plantas que existem por ali. E, eu fico tão feliz quando eu acontece isso.
Eu não sou botânica e não sou obrigada a saber nomes de árvores e plantas, não é verdade? Mal sei o que é um coqueiro. Então, parabéns por essa iniciativa.
O jardim é extremamente bem cuidado. No dia da vista haviam jardineiros cuidando, regando e podando os arbustos. Surreal.
Ali, é incrivelmente perfeito para namorar, tirar fotos, descansar de uma caminhada hard como a nossa, ler, olhar a movimentação que é bastante...

Pudera, segundo os sites especializados em turismo na cidade dizem que o Solar do Barão é o lugar mais frequentado em termos de cultura em Jundiaí: são cerca de 1200 pessoas que vão espontaneamente ao museu, tirando grupos guiados e excursões de escola, além de organizações sociais.
Talvez por que esteja bem no Centro da cidade. É só atravessar o Largo da Matriz e pronto.

Além de tudo isso, o Solar conta com um auditório que abriga 80 pessoas e tem um piano de cauda longa, muito utilizado para palestras, projeções de filmes e documentários, além de audições.
Não consegui ver o auditório, mas deve ser lindo.

Pois bem, um lugar lindíssimo e histórico que merece muito a sua visita. Imagina pisar no mesmo lugar que o Imperador pisou?
Sinta-se um viajante do tempo, se transporte para 100 anos atrás e entenda a importância desse lugar.

Endereço: Rua Barão de Jundiaí, 762 - Centro - Jundiaí
Telefone: 11 45216259
Horários: Terças-Feiras às Sextas-Feiras: 10h00 às 17h00 // Sábados e Domingos: 10h00 às 16h00 // Segundas-Feiras FECHADO
E-mail: museusolardobarao@jundiai.gov.br
NÃO TEM ESTACIONAMENTO
POSSUI WI-FI
GRATUITO

Pronto, andarilhos. Mais um museu para a conta e esse conta uma história lindíssima. Eu amo História e quem acompanha o blog sabe que muita coisa se interliga. É um barato.


Beijos importantes até sábado!


VAI VIAJAR?

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sábado, 7 de março de 2020

#308 ESPECIAL - 1 DIA EM JUNDIAÍ: CATEDRAL NOSSA SENHORA DO DESTERRO

Hello, andarilhos. Tudo bem com vocês? O que vão fazer nesse fim de semana?


Eu adoro igrejas. Quem me conhece, sabe que eu amo a arte sacra. Não faço questão de frequentar missas e cultos. Isso acontece sem querer, de vez em quando. Mas, acho que nada, nenhum lugar tem uma boa história para contar se não tiver uma igreja de pano de fundo.

Elas sempre foram importantíssimas para o crescimento histórico de cada lugar. Então, continuando o post do Largo da Matriz, vamos entrar na CATEDRAL NOSSA SENHORA DO DESTERRO?


Vocês se lembram do casal do primeiro post sobre Jundiaí, o Rafael de Oliveira e Petronilha Antunes? Relembre AQUI.

Pois então, em 1651, foram esses dois que começaram a construção da Igreja, substituindo a pequena capela que tinha ali e então, essa Igreja seria em homenagem à Nossa Senhora do Desterro, que é ninguém mais, ninguém menos que a Virgem Maria.

Os portugueses estavam fazendo a festa do caqui por aqui ainda, então, o primeiro estilo arquitetônico foi feita à base de taipa de pilão (barro, areia e argila) com estilo barroco-português, mas não temos fotos e nem desenhos da pequena igreja. Pois bem, quando Jundiaí começou a tomar forma e tomar o nome de cidade, a Igreja foi remodelada e adivinha por quem? Te dou um doce se você adivinhar.

Isso mesmo. Ramos de Azevedo... homão da p*** toda. Em 1886, ele reorganizou toda a construção em estilo gótico, baseada nas arquiteturas francesas do século 12 a 14.

Depois disso, passou por novas reformas e o teto passou a ter abóbadas ogivais, afrescos que retratam as passagens bíblicas, um acervo de esculturas inestimáveis e os vitrais que são de cair o queixo de tão lindo.

Realmente, a Igreja impressiona. Aliás, eu adoro ver a arquitetura de todas. E outra coisa que eu não sabia e que é mais uma desculpa para voltar lá, é que a Igreja tem uma Cripta com cardeais enterrados.
Ah, e prestem atenção no sino e nos tubos do órgão Cavaille-Coll trazido da França, pelo Conde de Parnaíba. O que vocês irão ver e ouvir é coisa de louco.

A Catedral também trabalha com realizações de casamentos, batizados, pedidos de orações e missas normais.

Enfim, entrar nessa Igreja é mergulhar na história desde os primórdios e saber que você está dentro de algo de valor inestimável, faz muito bem para alma.
Eu sempre estou em busca do silêncio, já que minha mente é um caos. Como as Igrejas estão sempre abertas, é ótimo para descansar e ver a arquitetura como um todo.

Estão curtindo a série sobre Jundiaí?

Endereço: Praça Governador Pedro de Toledo, s/n - Centro/ Jundiaí
Telefone: 11 45860248
Site: CATEDRAL NOSSA SENHORA DO DESTERRO
E-mail: pastoral@catedraljundiai.com.br
Horários: Secretaria: Segundas-Feiras às Sextas-Feiras: Das 08h00 às 17h00 // Sábados: Das 08h00 às 11h00 // Missas: Segundas às Sextas-feira: 7h00, 12h00 e 18h15 - Sábados: 7h00, 18h30 // Domingos: 7h00, 8h30, 10h, 11h15 e 18h30
NÃO POSSUI ESTACIONAMENTO
Acesso para cadeirantes

Ficamos por aqui, andarilhos. A série sobre Jundiaí está na metade e ainda tem bastante coisa interessante para ver. Espero que vocês continuem comigo até o final.
Quem ficou com vontade de conhecer Jundiaí?

Beijos paroquiais e até quinta.


VAI VIAJAR?

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quinta-feira, 5 de março de 2020

#307 ESPECIAL - 1 DIA EM JUNDIAÍ: LARGO DA MATRIZ

Hello, andarilhos. Tudo bem com vocês? Novidades?


E, chegamos ao 3o post sobre o Especial Jundiaí. É incrível como tudo é perto e mesmo andando bastante, é fácil chegar nos lugares.

Não vou me enrolar muito. Vamos perambular pelo LARGO DA MATRIZ?


Por ser do interior, eu achei que Jundiaí fosse uma cidade pacata, tranquila e serena. Que engano o meu.
O Centro Histórico é quase tão cheio quanto a 25 de Março aqui em São Paulo. Sério!

É uma praça hiper deliciosa de ficar sentadinha nos banquinhos, namorando, olhando a movimentação da rua, observar as construções antigas e ver em qual loja você irá fazer compras.

Segundo a Prefeitura, o Centro Histórico de Jundiaí aponta 50 praças, sendo essa a mais importante. E porque? Faz parte do primeiro núcleo colonial reconhecido pelos portugueses em 1650 ( mais de 300 anos), onde abriga a Catedral Nossa Senhora do Desterro da qual falarei no próximo post.

O largo foi restaurado diversas vezes e a última vez foi em 2000 ( sério que 20 anos já foram?) em comemoração aos 500 anos do Descobrimento do Brasil.
Inclusive, tem um monumento lindíssimo celebrando essa homenagem.

Curtiu? Esse Largo é muito lindo e dá para fazer fotos maravilhosas nele, mesmo com o tanto de gente por todos os lados.

Endereço: Praça Governador Pedro de Toledo, s/n - Jundiaí
ABERTO 24 HORAS
GRATUITO
SEM ESTACIONAMENTO
POSSUI WI-FI

Andarilhos, ficamos por aqui.Post curtinho, mas fica para o registro de que o Largo é tão ou mais importante quanto a personagem do post que vem.

Beijos históricos e até sábado.


VAI VIAJAR?

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sábado, 29 de fevereiro de 2020

#306 ESPECIAL - 1 DIA EM JUNDIAÍ: PINACOTECA DIÓGENES DUARTE PAES

Hello, andarilhos. Tudo bem com vocês? Não cansaram dos bloquinhos ainda.


E, chegamos ao 3o post sobre o que fazer em 1 dia em Jundiaí. O lugar de hoje é mais um daqueles que vamos e a galera que trabalha por lá fica assustada, já que os próprios moradores da cidade quase não visitam.

Vamos conhecer a PINACOTECA DIÓGENES DUARTE PAES?


Tudo começa lá em 1896 com o Grupo Escolar Coronel Siqueira de Moraes, em um casarão lindíssimo, projetado por ninguém mais e ninguém menos do que Ramos de Azevedo ( o mesmo que projetou a Pinacoteca, o Mercadão, o Palácio dos Correios, a Casa das Rosas...) em uma decoração art decó, algo como uma construção mais adornada e floreios.

Pesquisem mais sobre art déco, ok? Pois bem, o projeto arquitetônico separava os meninos e as meninas, já que era quase um internato e também foi o primeiro prédio escolar do Interior do EStado de São Paulo e depois acabou virando uma Biblioteca Municipal.

No entanto, a Biblioteca foi desativada e o casarão ficou durante um tempo, abandonado. Em 2002, foi tombado pelo CONDEPHAAT ( Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico de São Paulo) devido a sua importância.

Então, desde 2008, passou a abrigar a Pinacoteca Diógenes Duarte Paes, que foi um artista jundiaiense muito importante, cujos talentos, eram o desenho, a pintura e a literatura. Suas obras mais significativas foi a "Série Folclórica" que apresentam eventos sociais e culturais no século XX. Faleceu em 1964.

Essa Pinacoteca foi criada em 2008, com a intuito em desenvolver atividades relacionadas às artes visuais, com exposições, workshops, oficinas de artistas plásticos de Jundiaí e região.
O acervo permanente foi doado pelo Conselho de Fiscalização Artística do Estado, com obras premiadas incríveis nos Salões Paulistas de Artes de 1960 e outras obras significativas para a composição do acervo, das décadas de 1970 e 1980.

O prédio é incrível e não é muito grande. Acredito que dê para ficar, pelo menos, 1 hora curtindo tudo, tirando fotos e gravando Stories. A galera que trabalha por lá é extremamente gentil e acolhedora. Tanto que ficaram assustados quando chegamos ali. Disseram que o próprio morador de Jundiaí não se interessa muito. Tanto que na duração da nossa visita, vimos mais um casal e só.

Aproveite esse casa lindíssima e histórica, com banheiros super limpos, um bebedouro com água geladinha e uma vista na parte de trás que não tenho palavras para descrever. O jardim também é uma gracinha.

Precisamos divulgar mais espaços como esses e divulgar artistas desconhecidos, porém, especialmente talentosos. Estamos em tempo que a arte e a cultura estão sendo duramente atacadas e qualquer divulgação sobre essa sensibilidade, sempre será bem vinda.

Vamos voltar no tempo nesse lugar extremamente rico de história e tão contemporâneo ao mesmo tempo.
Vale a pena!

Endereço: Rua Barão de Jundiaí, 109 - Jundiaí
Telefone: 11 45862326
Horários: Terças-Feiras às Sextas-Feiras: 09h00 às 17h00 // Sábados e Domingos: 09h00 às 16h00 // Segundas-Feiras: FECHADO
GRATUITO
POSSUI WI-FI
NÃO POSSUI ESTACIONAMENTO

That's all, andarilhos. Jundiaí é uma cidade muito rica, muito cultural e o nosso passeio por ela só está começando.


Beijos culturais e até sábado.


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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

#305 ESPECIAL - 1 DIA EM JUNDIAÍ: DON GALDINO RESTAURANTE

Hello, andarilhos. Tudo bem com vocês? Como foram de feriado?


Andar demais em alguma outra cidade que não a nossa, parece dar mais fome e acredito que dependendo da hora, sempre digo que é para comer alguma coisa antes, para ter mais tempo de fazer as coisas que precisamos.
Como diz a minha mãe: É PARA FICAR LIVRE LOGO.

Pois bem, vamos almoçar no DON GALDINO RESTAURANTE?


Já passava do meio-dia e estávamos caminhando para o Centro de Jundiaí, quando ele apareceu no mapa, com apenas um cifrão.
Pensamos e decidimos logo que era ali mesmo que iríamos comer.

O lugar é pequenininho, porém aconchegante e muito, mas muito barato. O restaurante é relativamente novo. Foi aberto em maio de 2017 e fica em uma localização perfeita para o turista ou o próprio morador.

São cerca de 3 lugares, mais um balcãozinho com espelhos com uns 10 lugares, aparentemente. Contei no dia, mas isso ficou perdido em minha memória.
A decoração é super bonitinha, cheia de quadros com dizeres motivacionais e com personagens da cultura pop.

O lugar é cheio de abelhas. Para quem não se importa, ok. Mas quem tem pânico como eu, não vai conseguir ficar muito a vontade.
Nem em praia, eu fico a vontade, imagina em um lugar pequeno e você cheia de fome?

Foto retirada do Trip Advisor
A comida é gostosa sim, porém um pouco carregada no alho. Quem não se importa, é um prato cheio. Conheço pessoas que não iria gostar, mas eu curto e isso não me incomoda.
Pedimos um prato feito com arroz, feijão, salada e frango empanado com Coca Cola 600 ml.
Tudo isso, para duas pessoas, por R$26,00.

Sim, andarilhos. Comida boa e caseira, lugar bom e atendimento bom por 26,00. Chega a ser ofensa, não é não?
Ah, eles estão no IFOOD também. É só pedir que eles entregam.

Curtiu? Nada melhor do que comer comida boa, bonita e barata em uma cidade tão turística que é Jundiaí.


Endereço: Rua Vigário João José Rodrigues, 110, Vila Arens - Jundiaí
Telefone: 11 28166508 //995748489
Horários de Funcionamento: Segundas-Feiras às Sextas-Feiras: Das 07h00 às 18h00 // Sábados: Das 07h00 às 14h00 // Domingos: FECHADO
Site: DON GALDINO
E-mail: contato@dongaldino.com.br[
Aceita cartões de crédito, débito e VR
NÃO POSSUI ESTACIONAMENTO

É isso, andarilhos. Ficamos por aqui com a 2a parte sobre Jundiaí. Continue aqui que ainda vem muita coisa boa.


VAI VIAJAR?

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Beijos deliciosos e até!

sábado, 22 de fevereiro de 2020

#304 ESPECIAL - UM DIA EM JUNDIAÍ: HISTÓRIA

Hello, andarilhos. Tudo bem com vocês? Carnavalizando?


Carnaval está aí e muitas vezes, as pessoas não tem tanta grana para ficar viajando para muito longe. Então, que tal uma cidade bem próxima?
Você que não curte bloquinhos, vem comigo que trarei uma série de 10 (!!!) posts sobre Jundiaí e o que fazer por lá em 1 dia inteiro.


Então, partiu JUNDIAÍ?


O INÍCIO...


Tudo começa no século 17, com povos indígenas vivendo por ali, em meio a clãs familiares, separados por nômades ( aqueles que viajavam para caçar) e sedentários (os que ficavam cuidando da tribo).
Os indígenas se dedicavam a plantação de milho, eram bons caçadores, pescadores e moravam em cabanas de palha. Tudo era tranquilo e feliz.

Mas, como tudo o que é bom, dura pouco, em 1615, chegaram os primeiros povos colonizadores. Ou seja, os portugueses chegaram na região de Mato Grosso do Jundiahi, como era conhecido anteriormente.
A chegada veio pelo Rio Jundiai, com a visita de Rafael de Oliveira e sua esposa, Petronilha Rodrigues Antunes junto com seus filhos.
Segundo fofocas da época, Rafael matou o primeiro marido da esposa e eles vieram fugidos para o Brasil. E sendo assim, fundou a Freguesia Nossa Senhora do Desterro, que hoje é o Largo da Matriz.

Pois bem, instalados aqui, esse filho da mãe do Rafael junto com os outros bandeirantes, começaram a perseguir os indígenas que passou a fugir, se escondendo dos perigos mata adentro. No entanto, ele comandou uma expedição para prender todos esse índios, atividade essa que era proibida pela Coroa Portuguesa.
Rafael iria ser preso, mas foi perdoado pela intensa participação de combate ao flamengos ( primeiro grupo de holandeses).

Mas, dizem os historiadores, que com essa caça aos indígenas, foi o start para que Jundiaí começasse a se desenvolver.
Índios escravizados, a igreja Nossa Senhora do Desterro ( que logo mais falarei dela por aqui) começou a ser construída em 1651, o povoado começava a crescer.
Pois é, um desenvolvimento a custa de muito suor, sangue e falta de paz.

Já no século 18, mesmo se tornado o caminho dos bandeirantes, a procura de ouro, até chegarem as minas de riqueza de Goiás, a economia deu uma bela de uma estagnada na época da mineração e só voltou a crescer após 1785, quando a cana de-açúcar, feijão, cereais, algodão e principalmente o café, deu aquela valorizada.

E foi com a fruticultura ( comércio de frutas ) no fim do século 19, com a inauguração das estradas de ferro ( Companhia Paulista das Estradas de Ferro, Estrada de Ferro Santos - Jundiaí e muitas outras ) que os imigrantes espanhóis, ingleses e italianos chegaram por aqui, para servir de mão de obra, com incentivos governamentais e para substituir a força escravista, que já não tinha mais sentido algum.

E para onde esses imigrantes, fugidos da Guerra, com medo, fome e cheio de sonhos foram? Antonio de Queiroz Telles, conde de Parnaíba ou Barão de Jundiaí ( que logo falarei dele por aqui também) deu condições de trabalho ( ok, eram precários ) mas muitas dessas famílias começaram a plantar, cultivavam terras, criando filhos e cuidando de famílias, até que foram comprando pequenos lotes de terra e montaram armazéns e fazendas plantando milhos, ervilhas, arroz, batata, legumes, frutas e principalmente, uvas.


JUNDIAÍ ATUALMENTE...


Hoje, Jundiaí possui 75% de descendentes de italianos e que constitui uma das maiores colônias de todo o Brasil.
Não à toa, com toda esse histórico agrícola é conhecido pela plantação de uvas, principalmente a do tipo niágara, Jundiaí é famosa pela FESTA DA UVA que ocorre em 1934, que perdura até hoje e é sempre alternada com a festa do morango.

Vale lembrar que Jundiaí descobriu sua vocação industrial no século 20 e desde então possui um dos maiores parques industriais da América Latina.

E é maravilhoso quando os governantes investem em lazer e cultura para os moradores e turistas. Não a toa, que já faz um tempo que Jundiaí se transformou em Rota Turística de São Paulo, com diversos equipamentos culturais.

E com isso tudo, vale recomendar:


  • Use tênis confortáveis e loupas leves;
  • Sempre tenha garrafinhas dágua em mãos. Hidrate-se, pode parecer papo de coach boboca, mas é sério;
  • Jundiaí é uma cidade do interior, mas em nenhum momento se parece com uma. Não é tão calma assim e vive cheia de gente;
  • Tem bastante ladeiras. Respire fundo e se joga;
  • Os moradores da cidade são solícitos, engraçados e muito educados;
  • O caminho de trem de Jundiaí é lindo. Aproveite muito.
  • Chegamos ao meio dia e fomos embora à 19h00. Todo o caminho foi a pé. Não me senti cansada.
  • Se caso for de trem normal, se programe. Funciona até às 23h30.
  • Tire muitas fotos.
É isso então, andarilhos. Demos o start em Jundiaí e a partir de hoje serão 10 postagens no que fazer em um dia nessa cidade incrível e tão linda.
Bora comigo?

Beijos jundiaienses e até!




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